Flávio Bolsonaro descartou entregar o Ministério das Relações Exteriores ao irmão, mas declarações de Eduardo sobre afastar diplomatas considerados desalinhados reacenderam discussões sobre interferência política nas carreiras de Estado e possíveis mudanças nos comandos militares.
A possibilidade de uma “faxina” no Itamaraty, defendida por Eduardo Bolsonaro caso seu irmão Flávio Bolsonaro chegue à Presidência da República, provocou preocupação entre diplomatas e militares. Embora o senador tenha descartado nomear Eduardo como ministro das Relações Exteriores, a perspectiva de mudanças motivadas por alinhamento político passou a ser discutida também no ambiente das Forças Armadas.
O assunto foi abordado pela jornalista Eliane Cantanhêde, em coluna publicada no Estadão, que relatou apreensão nas duas carreiras diante da possibilidade de um eventual governo Flávio Bolsonaro adotar práticas semelhantes às implementadas pelo presidente Donald Trump nos Estados Unidos.
A preocupação não está restrita à escolha de ministros. O ponto central é a possibilidade de que critérios políticos influenciem a permanência de profissionais em postos estratégicos da administração federal.
Eduardo Bolsonaro defende mudanças no Itamaraty
A controvérsia começou após Eduardo Bolsonaro anunciar a intenção de promover uma “faxina” no Ministério das Relações Exteriores, afastando diplomatas que não estivessem alinhados com as posições políticas defendidas por sua família.
Segundo o Estadão, a declaração foi recebida com preocupação por integrantes da carreira diplomática, especialmente pela possibilidade de substituições motivadas por divergências políticas.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, descartou a indicação do irmão para comandar o Itamaraty em um eventual governo.
A decisão, entretanto, não encerrou as discussões sobre o espaço que Eduardo poderia ocupar na formulação da política externa brasileira.
Durante o governo Jair Bolsonaro, Eduardo já havia exercido influência na escolha de nomes para a diplomacia. Um dos episódios mais conhecidos foi a nomeação de Ernesto Araújo para o Ministério das Relações Exteriores, em 2019.
Naquele período, o próprio Eduardo chegou a ser cogitado para assumir a Embaixada do Brasil em Washington, possibilidade posteriormente abandonada.
E as Forças Armadas? Militares acompanham possíveis mudanças
A preocupação relatada por Cantanhêde alcança também integrantes das Forças Armadas, sobretudo pelo histórico de tensões institucionais ocorrido durante o governo Jair Bolsonaro.
Na avaliação apresentada pela colunista, diplomatas e militares observam o tratamento dispensado pelo governo Trump a profissionais que ocuparam posições relevantes na administração americana.
Um dos casos mencionados envolve o general Mark Milley, ex-chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, que teve medidas administrativas adotadas contra ele após a volta de Trump à Casa Branca.
A comparação desperta uma questão particularmente sensível para a estrutura militar brasileira: até que ponto mudanças de comando poderiam ocorrer por razões administrativas e estratégicas ou por divergências políticas anteriores?
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Nas Forças Armadas, é importante distinguir essas situações. A substituição de comandantes e ocupantes de funções de confiança faz parte das atribuições do governo. Já o afastamento de militares de carreira, a passagem para a reserva e eventuais medidas disciplinares obedecem a regras legais específicas.
Até o momento, o material divulgado não apresenta um plano concreto de Eduardo ou Flávio Bolsonaro para promover desligamentos, punições ou uma reorganização ampla dos quadros do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.
A expressão “faxina” foi utilizada por Eduardo em referência ao Itamaraty. Sua extensão às Forças Armadas aparece como preocupação e interpretação política relatada na coluna, não como uma medida oficialmente anunciada.
O exemplo dos Estados Unidos e o temor de uma política externa alinhada a Trump
Outro ponto destacado por Eliane Cantanhêde é a possibilidade de o Brasil ampliar seu alinhamento político com os Estados Unidos sob uma eventual administração de Flávio Bolsonaro.
A jornalista menciona mudanças promovidas por Donald Trump no Departamento de Estado e no Pentágono, incluindo afastamentos de profissionais e substituições em postos estratégicos.
A política americana conhecida pelo lema America First serve de referência para a comparação apresentada na coluna.
Para a diplomacia brasileira, o debate envolve a autonomia institucional do Itamaraty e a continuidade das relações exteriores independentemente das mudanças de governo.
No campo militar, a discussão alcança a preservação da hierarquia, da disciplina e do caráter institucional das Forças Armadas, que devem atuar subordinadas às autoridades constitucionais.
O ponto mais relevante é que alinhamento político do governo e alinhamento partidário dos integrantes de carreiras de Estado não são a mesma coisa. Essa distinção estará no centro de qualquer discussão sobre mudanças nos quadros diplomáticos e militares.
Por enquanto, não há decisão administrativa anunciada para implementar uma “faxina” nessas instituições. O que existe é uma declaração de Eduardo Bolsonaro sobre o Itamaraty, a negativa de Flávio quanto à nomeação do irmão como chanceler e a preocupação relatada pelo Estadão sobre possíveis consequências institucionais.
Que Flávio Bolsonaro faça uma faxina geral nas três Forças, mandar a atual cúpula pra reserva e nomear três comandantes de sua inteira confiança e ficar de olho neles e qualquer suspeita destituir do cargo imediatamente.
Uai? Mas o governo do PT trocou todos os cargos e lideranças, porque o próximo presidente causa preocupação? O atual não? (Trocou Comando das forças Armadas, da PF, etc). 2 Pesos, 2 Medidas… Vale para 1 e não para outro… Reportagem sem coerência…
Certíssimo
Tirar os socialistas/ comunistas das representações e, do comando da Nação!
Faxina nas Forças Armadas é o.mais fácil. Basta nomear comandante da Força Armada um General, Almirante e Brigadeiro mais moderno que por lei todos os mais antigos devem ser transferidos para a Reserva Remunerada….e a escolha dos próximos é por merecimento e não por a antiguidade… Daí escolhe os alinhados.
Que reportagem woke, ele tem o direito de indicar dentro da instituição que ele quiser para comandar as Forças Armadas, inclusive, o General Heleno, Braga, Neto, Garnier… Teve aquele caso do Itamaraty….que boicotou o Governo do JB, assim como não recebeu um senador da República….no caso Flavio Bolsonaro em viagem ao exterior.
Em eventual governo,seja de direita , esquerda ou centro,sem apoio efetivo das forças armadas ele não consegue mover nem uma mosca,, é preciso ficar atentos que rumo o país está caminhando para não apoiar coisas erradas de nenhum lado.sem apoio das forças armadas qualquer governo derrete qual gelo em dia de sol
Falou pouco, mas falou muita merd@ .