Uma futura rainha, um uniforme militar e um banho de água do mar em pleno navio de treinamento. A cena parece distante dos protocolos de uma família real europeia, mas revela uma experiência pouco convencional nos bastidores das Forças Armadas.
O que levou uma jovem de 22 anos, destinada a ocupar um dos tronos da Europa, a participar de exercícios militares e enfrentar uma cerimônia tão diferente das solenidades da realeza? A resposta envolve uma decisão voluntária, meses de preparação e uma tradição que atravessa gerações de marinheiros.
Futura rainha recebe banho de água do mar ao ser promovida a sargento

No dia 17 de outubro de 2026, a princesa Catharina-Amalia, herdeira do trono dos Países Baixos, foi promovida de cabo a sargento a bordo do Statsraad Lehmkuhl, um veleiro norueguês de três mastros utilizado para instrução naval.
A embarcação estava atracada em Den Helder, após receber cadetes da Marinha para atividades de formação.
Durante a solenidade, os novos galões da princesa foram molhados com água do mar, seguindo uma tradição naval associada à conquista de uma nova graduação.
A Casa Real neerlandesa confirmou a promoção, enquanto o Ministério da Defesa divulgou detalhes da cerimônia.
Princesa aprendeu a manusear armas, se camuflar e atuar em ambiente militar
Catharina-Amalia ingressou voluntariamente nas Forças Armadas em setembro de 2025, por meio do Defensity College, programa que permite a estudantes universitários adquirir experiência militar enquanto continuam seus estudos.
A preparação começou com instruções básicas, incluindo manuseio de armamento, orientação terrestre e técnicas de camuflagem.
Em janeiro de 2026, a jovem concluiu essa etapa, recebeu sua boina e conquistou a graduação de cabo.
Nos meses seguintes, ampliou sua experiência ao atuar como estudante militar na Força Aérea neerlandesa, entre abril e julho.
Em setembro, iniciou uma nova fase na Marinha, onde participou de atividades de formação antes de alcançar a graduação de sargento.
Segundo o Ministério da Defesa dos Países Baixos, a herdeira integra as Forças Armadas como reservista. Sua participação envolve treinamentos e atividades práticas, mas não corresponde a uma carreira militar profissional em tempo integral.
Rainha da Tailândia também surpreendeu ao assumir comandos de caça Gripen
Catharina-Amalia não é a única integrante da realeza que ganhou destaque por participar diretamente de atividades militares.
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Na Tailândia, a rainha Suthida assumiu sozinha os comandos de um caça supersônico Gripen durante um voo de treinamento de 41 minutos. Aos 48 anos, a monarca já acumulava mais de 1.188 horas de experiência em diferentes aeronaves.
Embora tenham trajetórias distintas, os dois episódios mostram integrantes de famílias reais participando de atividades que ultrapassam suas funções cerimoniais.
Pai da princesa também serviu na Marinha, no Exército e na Força Aérea
O interesse de Catharina-Amalia pela vida militar acompanha uma tradição da família real neerlandesa.
Seu pai, o rei Willem-Alexander, cumpriu serviço na Marinha e também passou pelo Exército e pela Força Aérea antes de assumir o trono, em 2013.
A experiência da filha representa a continuidade desse vínculo histórico, agora por meio de um programa que combina formação universitária e participação voluntária nas Forças Armadas.
Na sua opinião, integrantes das famílias reais deveriam cumprir as mesmas exigências de treinamento impostas aos demais militares? A experiência militar deveria fazer parte da preparação de futuros chefes de Estado? Participe nos comentários.