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Mattoso Maia usava rampa de 34 metros e plataformas para 75 toneladas para levar viaturas da garagem até a praia

Thaís Souza
Por Thaís Souza 06/10/2026 às 17:02
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Mattoso Maia usava rampa de 34 metros e plataformas para 75 toneladas para levar viaturas da garagem até a praia

Com garagem de 1.765 m², o Mattoso Maia tinha um percurso interno para desembarcar veículos; estudo da Escola de Guerra Naval descreve a engenharia que ligava o transporte pelo mar à chegada em terra.

O Mattoso Maia, antigo navio de desembarque da Marinha do Brasil, utilizava uma rampa dianteira de alumínio de 34 metros para permitir que viaturas chegassem à praia. Antes de alcançar essa passagem, os veículos percorriam o interior da embarcação, onde duas plataformas rotativas ajudavam a posicioná-los.

Cada plataforma tinha capacidade para 75 toneladas, e a garagem ocupava 1.765 m². Os detalhes estão registrados em um estudo de 2015 da Escola de Guerra Naval, instituição de ensino da Marinha. O documento permite acompanhar o caminho entre o embarque e a saída em terra.

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O embarque no Mattoso Maia começava pela popa

A entrada das viaturas ocorria por uma porta na popa, a parte traseira do navio. A partir desse acesso, os veículos eram acomodados na garagem, espaço destinado ao transporte de viaturas ou cargas.

Esse arranjo separava o ponto de entrada do acesso dianteiro utilizado para chegar à praia. Para entender o funcionamento, é preciso acompanhar também o deslocamento dentro do casco: a garagem era uma etapa do trajeto, seguida pela passagem até a saída.

Mattoso Maia, antigo navio de desembarque da Marinha do Brasil, utilizava uma rampa dianteira de alumínio de 34 metros
Mattoso Maia, antigo navio de desembarque da Marinha do Brasil, utilizava uma rampa dianteira de alumínio de 34 metros.

Na descrição da Escola de Guerra Naval, a embarcação podia levar cerca de 2.000 toneladas de carga internamente. O estudo também apresentava configurações alternativas de transporte: até 23 carros-lagarta anfíbios ou 41 caminhões de 2,5 toneladas, além de outros 29 caminhões desse tipo no convés superior.

Duas plataformas giratórias ajudavam a posicionar as viaturas

As plataformas rotativas ficavam em extremos diferentes da garagem: uma na proa, região dianteira, e outra na popa. Sua função era facilitar as manobras internas e o posicionamento das viaturas ou da carga.

O princípio é fácil de visualizar: ao girar a superfície que sustenta um veículo, muda-se sua orientação. Esse recurso ajudava a organizar a movimentação dentro do navio, onde o espaço precisava servir tanto à acomodação quanto à circulação dos equipamentos.

A capacidade de cada plataforma indica a carga que esse componente podia suportar. Para compreender a engenharia do desembarque, interessa observar a função de cada peça: a garagem acomodava, as plataformas auxiliavam o posicionamento e as rampas ofereciam o caminho de saída.

Uma rampa interna vinha antes da passagem até a praia

O percurso descrito no estudo tinha uma etapa intermediária. Os veículos armazenados na garagem subiam uma rampa interna antes de sair pela rampa dianteira.

Assim, a viatura deixava seu local de transporte, alcançava o acesso à proa e percorria a estrutura lançada em direção à terra. Essa sequência explica como o espaço interno se conectava à passagem externa.

A rampa de alumínio funcionava como uma ponte para o desembarque. Seus 34 metros constituíam a ligação final entre a embarcação e a praia, depois do deslocamento realizado a bordo.

A engenharia conectava armazenamento, manobra e desembarque

Observar apenas a rampa dianteira mostra o trecho final da operação. O conjunto descrito no documento permite entender também o que vinha antes: entrada pela popa, acomodação na garagem, posicionamento das viaturas e subida até a saída.

Cada elemento resolvia uma parte do percurso. Essa organização ajuda a explicar por que a capacidade de um navio de desembarque depende também de como os equipamentos circulam em seu interior.

O Mattoso Maia deixou o serviço ativo em 2023. O estudo de 2015 preserva uma descrição de sua configuração durante o período em que integrava a Marinha brasileira.

A garagem, as plataformas e as rampas mostram como a embarcação articulava o transporte pelo mar com a chegada das viaturas em terra.

Na preparação de um desembarque de viaturas, qual etapa merece mais atenção: o posicionamento dentro do navio ou a passagem até a praia? Você já participou desse tipo de operação?

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