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Menino de QI 136 que tirou nota 10 em concurso militar dá novo salto: aos 13 anos, Lucca troca a prata por ouro com 250 pontos na OBM e mantém ITA e MIT na mira

Lucca Fontes Aragão, de 13 anos e QI 136, saiu da prata para o ouro na 47ª OBM com 250 pontos. Aluno do Colégio Militar de Fortaleza, ele já passou em Matemática na UECE e mantém ITA e MIT entre os objetivos.

Flavia Marinho
Por Flavia Marinho 07/10/2026 às 13:46
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Menino de QI 136 que tirou nota 10 em concurso militar dá novo salto: aos 13 anos, Lucca troca a prata por ouro com 250 pontos na OBM e mantém ITA e MIT na mira
Menino de QI 136 que tirou nota 10 em concurso militar dá novo salto: aos 13 anos, Lucca troca a prata por ouro com 250 pontos na OBM e mantém ITA e MIT na mira

Um ano depois de conquistar prata na Olimpíada Brasileira de Matemática, Lucca Fontes Aragão voltou à lista nacional em outro patamar. O cearense de 13 anos aparece na 47ª OBM com 250 pontos, medalha de ouro e a maior pontuação do Nível 1 publicada pela organização.

Na edição anterior, Lucca havia somado 175 pontos e levado prata. Agora são 75 pontos a mais, uma alta de quase 43% sobre a pontuação de 2024, além da mudança mais fácil de enxergar: ele saiu do grupo de medalhistas de prata e passou ao primeiro nome da relação de ouro de sua categoria.

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O novo resultado chega quando o estudante já era conhecido por outras marcas fora do comum para a idade. Lucca tem QI 136, foi aprovado em primeiro lugar no concurso do Colégio Militar de Fortaleza, passou em Matemática na Universidade Estadual do Ceará ainda aos 12 anos e mantém ITA e MIT entre os objetivos para o futuro.

Lucca sobe de 175 para 250 pontos e troca a prata pelo ouro na OBM

A comparação começa nas listas oficiais. Na 46ª OBM, em 2024, Lucca Fontes Aragão aparece com 175 pontos e medalha de prata no Nível 1, categoria destinada a estudantes do 6º e 7º anos do Ensino Fundamental.

Na 47ª edição, o nome dele passa para o topo da mesma categoria, com 250 pontos e ouro. O segundo colocado da relação oficial aparece com 245 pontos. Depois vêm competidores com 240, 225 e 220 pontos, todos também medalhistas de ouro.

As provas pertencem a edições diferentes, mas a mudança de posição e premiação é objetiva: prata em 2024, ouro e primeira posição da lista em 2025. O resultado entrega justamente a atualização que faltava na trajetória do adolescente, que já havia colocado a OBM entre seus principais desafios acadêmicos.

Quando a história de Lucca ganhou projeção nacional, ele ainda carregava a prata e buscava avançar nas olimpíadas científicas. A nova lista mostra que um dos alvos mais próximos já foi alcançado.

Antes do ouro, o concurso militar terminou com primeiro lugar e nota máxima

O caminho até o Colégio Militar de Fortaleza começou com uma tentativa frustrada. A família relatou que Lucca fez a seleção em 2023, mas teve dificuldade para administrar o tempo entre as questões e não conseguiu a vaga naquele momento.

No ano seguinte, a preparação ficou mais intensa. Ele voltou à prova, terminou a avaliação antes do limite e conquistou o primeiro lugar com nota máxima. Foi durante esse período de simulados e preparação que os pais passaram a observar com mais atenção a rapidez com que o filho aprendia e resolvia problemas.

Uma avaliação psicológica posterior apontou QI 136 e superdotação. A família decidiu, porém, não transformar o diagnóstico em uma corrida para antecipar etapas escolares. O foco permaneceu em oferecer desafios maiores dentro da rotina de um adolescente que também pratica esportes, convive com amigos e tem atividades de lazer.

Em abril, o Sociedade Militar contou essa primeira fase da trajetória. Naquele momento, o ouro da OBM ainda aparecia como próximo passo. A nova matéria parte justamente do que aconteceu depois.

Aos 12 anos, ele já havia passado em Matemática na UECE

Lucca também testou os próprios limites fora das olimpíadas. No Vestibular 2025.2 da Universidade Estadual do Ceará, o resultado oficial da CEV/UECE mostra o estudante classificado para Matemática – Licenciatura Plena, em Fortaleza, com nota final de 190,732703 e 29ª colocação na ampla concorrência.

Ele tinha 12 anos quando conseguiu a classificação. A família tratou o vestibular como experiência e treinamento para provas maiores, sem usar o resultado para acelerar a conclusão da educação básica. O próprio histórico ajuda a entender essa estratégia: Lucca já havia feito a seleção da UECE anteriormente e voltou mais preparado na tentativa seguinte.

As medalhas continuaram chegando em outras áreas. A lista oficial da Olimpíada Brasileira de Física de 2025 registra Lucca, identificado como aluno do Colégio Militar de Fortaleza, entre os medalhistas de ouro do 6º ano. Reportagens sobre sua trajetória também registram ouro em informática e participação frequente em competições acadêmicas.

Ouro nacional chega antes dos planos de ITA, MIT e Olimpíada Internacional

O próximo horizonte é mais distante. Em entrevista publicada em junho de 2026, Lucca citou o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, entre as instituições que gostaria de alcançar no futuro.

Outro objetivo é a Olimpíada Internacional de Matemática, disputada por estudantes do Ensino Médio. Aos 13 anos, ele ainda tem etapas escolares pela frente antes de chegar a esse nível, e os pais dizem que pretendem manter o equilíbrio entre desempenho, desenvolvimento emocional e infância.

Esse cuidado aparece desde as primeiras entrevistas da família. Mesmo com resultados de vestibular e olimpíadas muito acima do esperado para a idade, os pais preferem que Lucca avance sem abandonar a escola regular, os esportes e a convivência com outras crianças. O desafio acadêmico cresce; a rotina continua sendo a de um adolescente.

A sequência mais recente já tem números suficientes para mostrar o avanço: 175 pontos e prata na OBM de 2024; 250 pontos e ouro na edição seguinte; primeiro lugar no concurso do Colégio Militar; classificação em Matemática na UECE; ouro também na OBF. O menino que entrou no radar por causa do QI 136 agora acrescenta à trajetória o resultado que buscava na principal olimpíada nacional de matemática.

Até onde você acredita que Lucca pode chegar nas olimpíadas científicas e em instituições como ITA e MIT? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe a matéria com quem acompanha educação, matemática e jovens talentos brasileiros.

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