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Ministério da Defesa coloca militares da inteligência, comando e controle e logística para atuar na segurança da informação, sem remuneração adicional

Felipe Alves da Silva
Por Felipe Alves da Silva 02/10/2026 às 13:34
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Ministério da Defesa coloca militares da inteligência, comando e controle e logística para atuar na segurança da informação, sem remuneração adicional
Ministério da Defesa designou militares e servidores de áreas estratégicas para atuar como pontos focais de segurança da informação, sem remuneração adicional. Imagem ilustrativa criada por IA.

Portaria assinada pelo ministro José Múcio reúne representantes do SIPAM, tecnologia da informação, Operações Conjuntas, Inteligência de Defesa e logística para funcionarem como pontos focais de segurança da informação dentro do Ministério da Defesa

O Ministério da Defesa designou cinco agentes públicos, entre servidores civis e militares das Forças Armadas, para exercer atribuições relacionadas à segurança da informação em áreas consideradas estratégicas da estrutura de Defesa.

Entre os setores envolvidos estão a Assessoria de Inteligência de Defesa, a Subchefia de Comando e Controle das Operações Conjuntas, o Centro de Apoio a Sistemas Logísticos de Defesa e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia.

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O detalhe que chama atenção aparece expressamente na própria norma: as novas atribuições não gerarão remuneração adicional aos designados.

A medida consta da Portaria GM/MD nº 5.005, de 28 de setembro de 2026, assinada pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho.

Coronel da FAB, segundo-tenente e subtenente do Exército estão entre os escolhidos

A composição publicada pelo Ministério da Defesa reúne profissionais de diferentes níveis hierárquicos e setores.

Pela Subchefia de Comando e Controle da Chefia de Operações Conjuntas do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, foi designado o coronel da Aeronáutica Waldinez Araújo da Silva.

Na Assessoria de Inteligência de Defesa do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, o escolhido foi o segundo-tenente do Exército Marcelo Ramos Dionízio.

Já o Centro de Apoio a Sistemas Logísticos de Defesa, ligado à Chefia de Logística e Mobilização, terá como representante o subtenente do Exército Osmane Salles Cabral.

Também foram designados o servidor Cleiton Dias, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, e Luiz Henrique Cavalcanti da Silva, do Departamento de Tecnologia da Informação da Secretaria de Orçamento e Organização Institucional.

Eles passam a funcionar como pontos focais da segurança da informação

A portaria afirma que os cinco agentes exercerão atribuições análogas às do Gestor de Segurança da Informação dentro de suas respectivas unidades.

Também funcionarão como elementos de ligação com a Assessoria Especial de Integridade e Segurança da Informação do Ministério da Defesa.

Isso cria uma estrutura distribuída: em vez de concentrar toda a atividade em apenas uma unidade, cada setor passa a contar com um representante encarregado de atuar como ponto focal no tema.

O próprio Ministério da Defesa esclarece, porém, que a designação não cria subordinação hierárquica desses profissionais à Assessoria Especial de Integridade e Segurança da Informação.

Os representantes continuam vinculados às suas respectivas unidades, enquanto suas atividades relacionadas à segurança da informação ficam coordenadas pelo gestor responsável no Ministério.

Inteligência, Operações Conjuntas e logística entram na mesma estrutura

A composição chama atenção justamente pela diversidade das áreas envolvidas.

De um lado aparece a Assessoria de Inteligência de Defesa. De outro, a estrutura responsável por Comando e Controle das Operações Conjuntas.

Também está representada a área de logística e mobilização, além do SIPAM e da área administrativa de tecnologia da informação.

A portaria não descreve quais sistemas, documentos, redes ou bases de dados cada representante deverá acompanhar individualmente.

Também não detalha atividades operacionais específicas de inteligência ou defesa.

O que o documento estabelece é que esses agentes atuarão na gestão da segurança da informação e na conformidade com as normas aplicáveis ao setor.

Trabalho adicional não terá pagamento extra

Outro ponto expresso na portaria é financeiro.

O Ministério da Defesa determina que a atuação dos cinco agentes não acarretará remuneração adicional.

Ou seja, as funções relacionadas à segurança da informação serão acumuladas com os cargos e funções que eles já exercem atualmente.

A própria norma estabelece que a designação ocorrerá “sem prejuízo dos cargos e funções que atualmente exercem”.

Na prática, portanto, a nova responsabilidade passa a integrar as atribuições institucionais desses profissionais sem a criação, pelo ato publicado, de um pagamento específico adicional.

Portaria revoga seis atos anteriores

A reorganização também substitui uma série de atos anteriores do Ministério da Defesa.

A Portaria nº 5.005 revoga seis portarias publicadas entre 2023 e 2024, indicando uma renovação da estrutura de representantes utilizada até então.

São revogados atos de abril, agosto, outubro e dezembro de 2023, além de duas portarias publicadas em 2024.

O Diário Oficial não detalha, no texto desta nova portaria, quais alterações individuais ocorreram em relação a cada composição anterior.

Ministério cita regras do GSI e programa federal de segurança da informação

O ato determina que os representantes contribuam para a gestão da segurança da informação e para o cumprimento das diretrizes do Decreto nº 12.572, de 4 de agosto de 2025.

Também são mencionadas normas complementares do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República e o Programa de Privacidade e Segurança da Informação, vinculado à Secretaria de Governo Digital.

A publicação, contudo, não revela detalhes técnicos dos mecanismos de proteção, protocolos internos ou sistemas utilizados pelas áreas de Defesa.

O que fica oficialmente estabelecido é a nova rede de representantes responsável por fazer a ligação entre diferentes setores estratégicos e a estrutura central de segurança da informação do Ministério.

Diante da importância de áreas como Inteligência de Defesa, Comando e Controle e logística militar, você considera adequado que essas novas responsabilidades de segurança da informação sejam acumuladas pelos agentes sem qualquer remuneração adicional?

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