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Maior navio de guerra do Reino Unido avança rumo ao Atlântico: porta-aviões HMS Prince of Wales mobiliza caças F-35 e mais de 1.200 militares

O gigante de 65 mil toneladas segue acompanhado por um destróier de defesa aérea, helicópteros antissubmarino e drones, em uma grande mobilização britânica para operações da OTAN no Atlântico Norte e no Ártico.

Maior navio de guerra do Reino Unido avança rumo ao Atlântico: porta-aviões HMS Prince of Wales mobiliza caças F-35 e mais de 1.200 militares
Caças furtivos F-35B sobre o convés do HMS Prince of Wales, porta-aviões britânico de 65 mil toneladas mobilizado para operações da OTAN no Atlântico Norte. Imagem de arquivo. Foto: AS1 Amber Mayall / RAF

O Reino Unido prepara uma grande operação naval que reúne muito mais do que um porta-aviões e seus caças. O HMS Prince of Wales lidera um grupo de combate capaz de enfrentar ameaças aéreas e submarinas, operar longe de bases terrestres e atuar ao lado de forças de diferentes países.

A missão levará o poder aeronaval britânico ao Atlântico Norte e ao Ártico, onde a OTAN realizará exercícios para testar a atuação conjunta de navios, aeronaves e tropas em uma região estratégica para o comércio e as comunicações internacionais.

Segundo a Royal Navy, que anunciou a mobilização em 17 de outubro, o porta-aviões tinha saída programada de Portsmouth para domingo (18). O deslocamento marca a segunda fase da operação Firecrest.

Caças F-35 transformam o gigante britânico em base aérea móvel

Caça furtivo F-35B realiza pouso vertical no convés do porta-aviões britânico HMS Prince of Wales, levantando vapor de água
Caça F-35B durante pouso vertical no convés do HMS Prince of Wales, maior classe de navios de guerra da Marinha britânica.

Com aproximadamente 280 metros de comprimento e 65 mil toneladas de deslocamento, o HMS Prince of Wales é o maior navio de guerra do Reino Unido, ao lado de seu irmão de classe, o HMS Queen Elizabeth.

Seu principal recurso de combate são os F-35B Lightning II, caças furtivos de quinta geração capazes de realizar decolagens curtas e pousos verticais.

Essa tecnologia permite levar aviação de combate a regiões distantes, sem depender de pistas convencionais em terra.

Os F-35B podem realizar missões de defesa aérea, reconhecimento e ataque, ampliando o alcance operacional da força naval.

A quantidade de caças embarcados nesta segunda fase da Firecrest não foi divulgada oficialmente.

Destróier HMS Dauntless e helicópteros formam escudo naval

Destróier britânico HMS Dauntless D33, da classe Type 45, navegando no mar com seu radar de defesa aérea.
O HMS Dauntless (D33), destróier de defesa aérea da Royal Navy, integra a mobilização britânica liderada pelo porta-aviões HMS Prince of Wales no Atlântico Norte.

O porta-aviões não estará sozinho no deslocamento.

O HMS Dauntless, destróier britânico da classe Type 45, acompanha a mobilização com sistemas especializados na detecção e no combate a ameaças aéreas, incluindo aeronaves e mísseis.

A força também conta com helicópteros Merlin Mk2, utilizados na busca por submarinos, Merlin Mk4 Commando, empregados no transporte e apoio a tropas, além de helicópteros Wildcat e drones Malloy.

Enquanto os caças oferecem capacidade ofensiva e defesa aérea, os demais equipamentos ampliam a vigilância e ajudam a proteger a formação naval.

Ao todo, mais de 1.200 militares britânicos integram o grupo de combate, distribuídos entre o porta-aviões e os demais componentes da operação.

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F-35 britânicos já interceptaram avião militar russo

O retorno ao Atlântico Norte ocorre depois de um episódio envolvendo o mesmo porta-aviões e uma aeronave militar da Rússia.

Em julho, durante a primeira fase da Firecrest, dois F-35B decolaram do HMS Prince of Wales para interceptar e escoltar um Tupolev Tu-142, avião russo de patrulha marítima que se aproximou da formação britânica no mar da Noruega.

Segundo a Royal Navy, que divulgou detalhes da interceptação, a aeronave russa também lançou sonoboias, equipamentos utilizados para detectar sons subaquáticos.

O encontro demonstrou a capacidade dos caças embarcados de acompanhar aeronaves militares durante operações no extremo norte europeu.

Após concluir a primeira etapa da Firecrest, em julho, o grupo naval retornou a Portsmouth para manutenção e descanso das tripulações.

Na nova fase, o HMS Prince of Wales terá o HMS Dauntless como escolta anunciada, substituindo o HMS Duncan, que participou da operação anterior.

OTAN prepara exercícios navais no Atlântico Norte e no Ártico

A segunda fase da operação Firecrest prevê atividades com forças de Noruega, Dinamarca e Alemanha, sob comando da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

O grupo britânico também participará da série de exercícios Neptune Strike, que reúne unidades terrestres, aéreas e navais de diferentes países aliados.

Entre os objetivos estão melhorar a coordenação militar e reforçar a capacidade de proteger rotas comerciais, conexões energéticas e cabos submarinos de comunicação.

Essas estruturas são fundamentais para o transporte internacional de mercadorias, o fornecimento de energia e a transmissão de dados entre continentes.

A missão também terá uma dimensão diplomática. Durante a passagem por Oslo, na Noruega, o HMS Prince of Wales deverá receber autoridades políticas, comandantes militares e representantes da indústria de defesa no Atlantic Future Forum e na International Sea Power Conference.

Reino Unido também mobilizou tropas e caças no Atlântico Sul

O deslocamento do maior navio de guerra britânico ocorre no mesmo mês de outra operação militar realizada pelo Reino Unido, desta vez nas Ilhas Malvinas, no Atlântico Sul.

Entre 27 de setembro e 2 de outubro, forças britânicas mobilizaram cerca de 250 militares, um navio de guerra e caças Typhoon em um exercício que simulou a reconquista das Malvinas.

Naquela operação, tropas realizaram desembarques anfíbios, avançaram durante a noite e simularam ataques contra posições inimigas, em manobras inspiradas na guerra de 1982 contra a Argentina.

Embora não exista ligação operacional anunciada entre os dois exercícios, as movimentações mostram o emprego de diferentes capacidades militares britânicas nos extremos do Atlântico.

No norte, um grupo aeronaval com caças furtivos e defesa antissubmarina. No sul, tropas de desembarque, navio de guerra e caças Typhoon em um treinamento de combate terrestre e anfíbio.

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