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Peças caras ou fora de fabricação levaram militares dos Fuzileiros Navais a recorrer à impressão 3D para atender oficinas

Thaís Souza
Por Thaís Souza 19/10/2026 às 12:28
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Peças caras ou fora de fabricação levaram militares dos Fuzileiros Navais a recorrer à impressão 3D para atender oficinas
Peças caras ou fora de fabricação levaram militares dos Fuzileiros Navais a recorrer à impressão 3D.

Divulgada pela Marinha em 2019, a iniciativa de impressão 3D nos Fuzileiros Navais envolveu um oficial, um sargento e um cabo na fabricação de componentes, com modelagem e testes antes da versão final.

Militares do Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais (CTecCFN) adotaram a impressão 3D para enfrentar uma dificuldade das oficinas: obter peças que custavam caro ou haviam deixado de ser fabricadas. A alternativa permitiu produzir componentes a partir das necessidades de manutenção da unidade.

A experiência foi divulgada pela Marinha do Brasil em 17 de setembro de 2019. Desenvolvido no Departamento Industrial do centro, o trabalho empregou uma impressora de tecnologia nacional e passou por etapas de modelagem e testes até chegar às versões finais das peças.

À frente da iniciativa estavam o capitão de fragata (FN) Baroni, o terceiro-sargento Victor Hugo e o cabo Mateus. O ponto de partida era uma demanda concreta de quem precisava manter equipamentos em condições de uso.

O problema começava na reposição de componentes

O custo de uma peça e sua disponibilidade são problemas diferentes para uma oficina. Um componente caro exige recursos para a compra; outro que deixou de ser fabricado exige encontrar uma alternativa de fornecimento ou produção.

Essas duas dificuldades motivaram o trabalho no CTecCFN. A proposta dos militares levou a fabricação para dentro da organização, usando os recursos da impressão 3D para atender demandas identificadas pelas oficinas e seções.

Impressão 3D nos Fuzileiros Navais passava por modelagem e testes
Imagem: Marinha do Brasil / Reprodução

Impressão 3D nos Fuzileiros Navais passava por modelagem e testes

O caminho até a peça pronta começava pela necessidade apresentada à equipe. Em seguida, vinha a modelagem, etapa de elaboração da representação digital do componente que seria impresso.

A produção incluía uma série de impressões para testes antes de chegar ao modelo final. Esse percurso permitia trabalhar sobre versões preliminares, em vez de tratar a primeira impressão como produto acabado.

A impressora era uma parte do processo. O trabalho também dependia da elaboração do projeto e da avaliação dos modelos produzidos para responder à demanda da oficina.

Um oficial, um sargento e um cabo participaram da solução

Baroni, Victor Hugo e Mateus idealizaram a aplicação da tecnologia após analisar sua utilização no segmento industrial. A iniciativa aproximou militares de diferentes graduações e patentes em torno de um mesmo problema de manutenção.

A Marinha do Brasil apresentou o trabalho como uma forma de reduzir custos e mão de obra, além de ampliar o contato da tripulação com recursos tecnológicos associados à indústria 4.0.

Nesse contexto, o conhecimento necessário para produzir um componente passava a fazer parte da rotina da organização. A oficina apresentava o problema, e o desenvolvimento do modelo buscava oferecer uma resposta para aquela necessidade.

Aplicações terrestres, navais e aeronavais estavam no horizonte

Na divulgação de 2019, a perspectiva apresentada era ampliar o emprego da impressão 3D para peças importantes em ambientes terrestres, navais e aeronavais. Esse era o horizonte de desenvolvimento anunciado à época.

O trabalho documentado no CTecCFN tinha uma aplicação delimitada: atender equipamentos do Corpo de Fuzileiros Navais a partir das demandas recebidas pelo Departamento Industrial.

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A experiência nasceu da dificuldade de obter componentes e estabeleceu um caminho de produção com modelagem e testes. Seu resultado estava ligado ao atendimento das oficinas.

A possibilidade de ampliar esse uso aparecia como etapa futura, apoiada no aprendizado obtido com as peças desenvolvidas dentro da unidade.

Na manutenção militar, qual deveria ser a prioridade da impressão 3D: substituir peças fora de fabricação ou reduzir o custo dos componentes mais usados? Conte nos comentários.

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