Construído na Inglaterra em 1910, o rebocador Laurindo Pitta é o único remanescente da Divisão Naval em Operações de Guerra e ganhou uma exposição sobre a participação brasileira no conflito.
O rebocador Laurindo Pitta, que prestou apoio à Marinha brasileira na Primeira Guerra Mundial, foi preservado e adaptado para receber 90 passageiros em passeios pela Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Sua trajetória atravessa o serviço militar, décadas de trabalho em instalações navais e a transformação em navio-museu.
Construída em 1910, na Inglaterra, a embarcação participou do conflito em 1918. A Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM), responsável pela preservação e divulgação do patrimônio histórico naval, identifica o rebocador como o único remanescente da Divisão Naval em Operações de Guerra.
A restauração realizada em 1997 fez com que o navio passasse a transportar visitantes e a apresentar parte da história que ajudou a construir.
O rebocador Laurindo Pitta participou da guerra em tarefas de apoio
O governo brasileiro encomendou a construção do Laurindo Pitta na Inglaterra oito anos antes de sua participação na guerra. Tratava-se de um rebocador de alto-mar, tipo de embarcação destinado ao trabalho de reboque também fora das águas abrigadas dos portos.
Em 1918, ele integrou a Divisão Naval em Operações de Guerra (DNOG). Sua contribuição ocorreu em tarefas de apoio, dentro do esforço naval brasileiro durante o conflito.
O trabalho das embarcações davam suporte à força enviada para operar no exterior. A história do Laurindo Pitta está ligada a esse serviço, necessário à atividade dos demais navios.

A condição de único remanescente da divisão, registrada pela DPHDM, faz da embarcação um testemunho material daquela participação brasileira. Mais de um século depois, parte dessa história pode ser conhecida a bordo do próprio rebocador.
O serviço continuou nas instalações navais do Rio
Encerrada sua participação na guerra, a carreira do Laurindo Pitta prosseguiu no Brasil. O rebocador prestou serviços ao Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro e à Base Naval do Rio de Janeiro, mantendo atividades de reboque até a década de 1990.
Entre a construção e esse período, a embarcação atravessou aproximadamente oito décadas de existência. Sua preservação veio depois de uma longa trajetória de trabalho nas estruturas utilizadas pela Marinha.
O navio possui 39 metros de comprimento e 8 metros de boca, medida que corresponde à largura da embarcação. Seu deslocamento é de 514 toneladas, e a velocidade máxima informada pela Marinha chega a 11 nós, cerca de 20 quilômetros por hora.
Essas dimensões ajudam a visualizar o espaço que, posteriormente, seria adaptado para a circulação e a permanência de passageiros durante as visitas.
A restauração de 1997 criou espaço para passageiros e exposição
Em 1997, a Marinha restaurou o Laurindo Pitta e instalou assentos para 90 passageiros. A intervenção também destinou um compartimento à exposição permanente A Participação da Marinha na Primeira Guerra Mundial.
A adaptação acrescentou uma função cultural ao antigo rebocador. O visitante passou a ter acesso à história da participação naval brasileira dentro de uma embarcação que efetivamente esteve ligada ao conflito.
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O espaço expositivo e o transporte de passageiros passaram a fazer parte do mesmo uso. Durante o passeio, o navio também funciona como local de contato com a memória militar brasileira.
O percurso pela Guanabara aproxima o público da história naval
O roteiro descrito pela Marinha passa ao largo das ilhas das Cobras, Fiscal, das Enxadas e Villegagnon, além da cidade de Niterói. Ao longo do percurso, são apresentadas informações sobre a história das ilhas e suas utilizações pela Força.
A paisagem da baía oferece, assim, uma ligação com a trajetória profissional da embarcação. As instalações navais do Rio fizeram parte de sua carreira antes da conversão para o atendimento ao público.
Preservado como navio-museu, o Laurindo Pitta mantém acessível uma embarcação construída antes da Primeira Guerra Mundial e empregada pelo Brasil naquele conflito.
A adaptação para visitantes deu continuidade à sua utilização, agora associada à preservação cultural e à apresentação da história naval brasileira.
Que outros navios brasileiros você considera que deveriam ser preservados para visitação? Conte nos comentários qual embarcação escolheria e por quê.