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Soldado da FEB continuou patrulha mesmo ferido e morreu ao avançar contra posição de metralhadora na Itália em 1944

Thaís Souza
Por Thaís Souza 22/10/2026 às 12:01
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Soldado da FEB continuou patrulha mesmo ferido e morreu ao avançar contra posição de metralhadora na Itália em 1944
Soldado da FEB Antônio Caetano continuou patrulha mesmo ferido.

Integrante do 11º Regimento de Infantaria, Antônio Caetano de Souza Filho teve sua atuação em Monte Castelo e numa patrulha de dezembro registrada na concessão da Cruz de Combate de 1ª Classe.

O soldado Antônio Caetano de Souza Filho, da Força Expedicionária Brasileira (FEB), continuou em ação após ser ferido enquanto avançava contra uma posição de metralhadora. Uma rajada matou o militar em 27 de dezembro de 1944, em Del Palazio, na Itália.

A sequência consta da justificativa de sua Cruz de Combate de 1ª Classe, reproduzida pelo Museu Virtual da FEB, dedicado à preservação da história dos expedicionários brasileiros. O registro também revela sua participação no ataque a Monte Castelo em novembro daquele ano.

A patrulha de Antônio Caetano e o registro da condecoração

A citação descreve o momento em que o soldado foi atingido durante o avanço. O trecho registra que ele “foi ferido, mas continuou na ação, até que foi morto por uma rajada de metralhadora”.

O Museu Virtual da FEB apresenta como referências o Boletim do Exército Especial de 2 de dezembro de 1946, preservado no acervo da ANVFEB-DF, e uma ficha de baixas do acervo do Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial.

O inverno manteve as patrulhas em atividade

A morte ocorreu durante a permanência brasileira no vale do rio Reno. A 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária estava completa desde o início de novembro e assumiu posições naquele setor no dia 10. Sua missão envolvia expulsar forças alemãs dos Apeninos, onde elas barravam o avanço aliado em direção a Bolonha.

O histórico de combate do Museu Virtual da FEB registra que as restrições do inverno conviveram com patrulhas constantes em busca de informações sobre o inimigo. Entre as localidades associadas a essas ações estavam Affrico, Torre de Nerone, Bombiana, Granaglione e Silla.

No Blog do Exército Brasileiro, o coronel da reserva Carlos Mário de Souza Santos Rosa revela a estabilização da frente após a tentativa de conquistar Monte Castelo em dezembro. Nesse período, as tropas continuaram percorrendo o terreno em missões de reconhecimento e combate, enquanto completavam sua preparação.

Monte Castelo controlava uma passagem para Bolonha

Antes da patrulha de dezembro, Antônio Caetano havia participado do ataque de 29 de novembro de 1944 a Monte Castelo. Sua conduta nessa jornada também foi mencionada na concessão da medalha.

A posição integrava um conjunto de elevações defendidas pelos alemães. Segundo o artigo publicado pelo Exército, Monte Castelo permitia observar a estrada 64, que ligava Pistoia a Bolonha, e dirigir o fogo de artilharia sobre a via.

As defesas aproveitavam posições que se protegiam mutuamente, campos de tiro favoráveis, fortificações e áreas minadas. As tentativas brasileiras de novembro e dezembro terminaram sem a conquista do objetivo. O terreno permaneceu sob controle alemão durante as semanas seguintes.

A conquista veio em fevereiro, com nova preparação

A ofensiva que tomou Monte Castelo ocorreu em 21 de fevereiro de 1945, dentro do Plano Encore. A operação articulava ações brasileiras e norte-americanas contra o sistema defensivo alemão nas montanhas.

Coube ao 1º Regimento de Infantaria conduzir o ataque brasileiro, com apoio de artilharia e engenharia. O 2º Batalhão do 11º Regimento atuou a leste, numa ação destinada a desviar a atenção e os meios do adversário.

O avanço começou às 5h30. Ao longo do dia, as unidades brasileiras atacaram pela frente e pelos lados da posição. Entre 17h30 e 17h40, elementos do 1º Regimento penetraram no objetivo, enquanto outras tropas venciam as resistências restantes.

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Pistoia recebeu os mortos da campanha brasileira

Antônio Caetano foi sepultado no Cemitério Militar Brasileiro de Pistoia. Natural de Buri, em São Paulo, tinha 24 anos quando morreu e integrava o 11º Regimento de Infantaria.

Instalado em 2 de dezembro de 1944, o cemitério recebeu os corpos de integrantes da FEB durante a campanha. Conforme a Brasiliana Fotográfica, portal de acervos fotográficos históricos, sua organização buscava facilitar o transporte, a identificação, a documentação e os ritos de sepultamento dos militares.

Em 1960, os restos mortais dos expedicionários sepultados em Pistoia foram trasladados para o Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro.

A trajetória de Antônio Caetano atravessa dois momentos daquela campanha: as tentativas de conquistar Monte Castelo e as patrulhas realizadas durante a estabilização da frente.

Sua última ação permanece registrada na documentação da condecoração, ao lado dos dados que preservam sua identidade entre os brasileiros mortos na Itália.

Que outras histórias de soldados das patrulhas da FEB merecem ser recuperadas a partir de documentos e registros familiares? Conte nos comentários quais nomes ou episódios você gostaria de conhecer.

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