Uma rodovia civil se transformou em pista militar para uma operação pouco comum. Por trás dos pousos e decolagens, havia uma preocupação estratégica: o que acontece com os aviões de combate quando suas bases deixam de funcionar?
Na quinta-feira, 22 de outubro de 2026, a Força Aérea da Indonésia realizou pousos e decolagens com dois EMB-314 Super Tucano, fabricados pela brasileira Embraer, e dois caças F-16 Fighting Falcon.
As quatro aeronaves, pertencentes à força aérea indonésia, utilizaram um trecho de aproximadamente 3,5 quilômetros de extensão e 24 metros de largura da rodovia Pasuruan–Probolinggo, na ilha de Java.
Indonésia prepara rodovias para continuar operando mesmo sem bases aéreas

Em um conflito, ataques com mísseis ou drones podem inutilizar pistas militares, impedindo que aeronaves sobreviventes continuem suas missões.
Para reduzir essa vulnerabilidade, a Indonésia testa estradas como alternativas aos aeroportos convencionais.
O comandante da Força Aérea indonésia, marechal do ar Mohamad Tonny Harjono, explicou que essas vias poderão receber aviões militares em situações de emergência.
Segundo a agência de notícias ANTARA, as quatro aeronaves completaram os pousos e decolagens durante o exercício.
Super Tucano brasileiro demonstra capacidade de operar com infraestrutura limitada
Desenvolvido pela Embraer, o A-29 Super Tucano é uma aeronave de ataque leve utilizada em missões de apoio aéreo, reconhecimento armado e treinamento avançado.
Entre suas características está a capacidade de operar em pistas com infraestrutura reduzida, incluindo superfícies não pavimentadas, conforme destaca a documentação técnica da Embraer.
No treinamento, os Super Tucano partiram da Base Aérea Abdulrachman Saleh, enquanto os F-16 vieram da Base Aérea Iswahjudi.
A operação reuniu aeronaves com características bastante diferentes: um turboélice de ataque leve e um caça supersônico multifunção, ambos utilizando a mesma rodovia.
Da rodovia aos céus: a aviação militar asiática também protagoniza histórias surpreendentes
O exercício indonésio não foi o único episódio recente a produzir imagens pouco habituais da aviação militar no sudeste asiático.
Na Tailândia, a rainha Suthida assumiu sozinha os comandos de um caça supersônico Gripen durante um voo de 41 minutos. Aos 48 anos, a monarca acumulava mais de 1.188 horas de experiência em diferentes aeronaves.
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Embora tenham objetivos completamente distintos, os dois acontecimentos revelam situações incomuns: aviões militares utilizando uma estrada civil e uma integrante da realeza pilotando um caça supersônico.
Com testes realizados em fevereiro e outubro de 2026, a Indonésia avança na identificação de rodovias que poderiam receber aeronaves militares em situações de emergência.
A experiência também coloca em evidência uma das características do Super Tucano brasileiro: sua capacidade de operar longe da infraestrutura tradicional dos grandes aeroportos.