Cadetes do 3º ano de Infantaria foram enviados a Manaus para aprender técnicas próprias do ambiente amazônico antes de planejar uma operação pela floresta com ataque coordenado e helicópteros da Aviação do Exército.
Futuros oficiais do Exército Brasileiro saíram do ambiente regular de formação da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) para enfrentar uma etapa bem diferente do curso: operar dentro da selva amazônica. Cadetes do 3º ano de Infantaria participaram, em setembro de 2026, da Operação Treme-Terra, realizada em Manaus.
O treinamento de selva do Exército Brasileiro incluiu orientação na floresta, Técnicas de Ação Imediata, operações ribeirinhas e ocupação de área de estacionamento. A fase final colocou esses conhecimentos dentro de uma operação planejada pelos próprios cadetes, com infiltração pela selva, ataque coordenado e apoio de helicópteros do 4º Batalhão de Aviação do Exército.
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As informações foram divulgadas em 23 de setembro de 2026 pela Academia Militar das Agulhas Negras, instituição responsável pela formação dos oficiais combatentes de carreira do Exército. Segundo a AMAN, a atividade buscou colocar os cadetes em contato direto com as características operacionais da Amazônia.
Antes do ataque, os cadetes tiveram de aprender a se deslocar e agir dentro da selva
A parte mais visível da Operação Treme-Terra foi a etapa final, mas ela veio depois de uma sequência de instruções voltadas ao ambiente amazônico.
Os cadetes passaram por Orientação Através Selva, Técnicas de Ação Imediata (TAI) e Ocupação de Área de Estacionamento. As atividades foram ministradas por militares do 1º Batalhão de Infantaria Aeromóvel na Área da Base de Instrução Boina Verde, em Manaus.
A orientação tem peso especial nesse tipo de formação porque o deslocamento faz parte do próprio problema operacional. Antes de chegar a um objetivo e executar uma ação, uma tropa precisa saber manter seu movimento pelo terreno e preservar a organização necessária para cumprir a missão seguinte.

A própria AMAN apontou planejamento, mobilidade e logística entre os desafios experimentados pelos cadetes durante o exercício. Assim, chegar ao ponto previsto fazia parte do treinamento tanto quanto executar a ação planejada depois.
Operações ribeirinhas também entraram no treinamento na Amazônia
O treinamento não ficou restrito ao deslocamento por terra.
Durante o chamado Pedido de Cooperação e Instrução (PCI) de Selva, os futuros oficiais também receberam instruções relacionadas a Operações Ribeirinhas, ampliando o contato com formas de atuação ligadas às características da região amazônica.
O programa levou os cadetes ainda ao Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), à 12ª Região Militar, ao Centro de Embarcações do Comando Militar da Amazônia (CECMA), ao Comando Militar da Amazônia e a uma Companhia de Forças Especiais.
A passagem por diferentes organizações militares permitiu que a formação fosse além de uma atividade isolada no terreno. Os cadetes tiveram contato com unidades e estruturas que atuam em áreas distintas do ambiente operacional encontrado na Amazônia.
A programação também incluiu um briefing da Operação Jabuti Alado, além das instruções práticas desenvolvidas posteriormente.
Exercício terminou com infiltração pela floresta e ataque coordenado
Depois das instruções, veio a fase destinada a colocar parte do aprendizado dentro de uma operação.
De acordo com a Academia Militar das Agulhas Negras, os cadetes participaram do planejamento e dos ensaios de uma ação que envolveu infiltração através da selva e ataque coordenado. O exercício contou ainda com helicópteros do 4º Batalhão de Aviação do Exército (4º BAvEx).
A sequência é um dos pontos mais curiosos do treinamento. Os participantes não foram levados à Amazônia apenas para conhecer técnicas separadamente. Orientação, procedimentos táticos, deslocamento e planejamento precisaram convergir para uma ação executada no terreno.
Esse formato aproxima a instrução da responsabilidade que esses militares terão após a formação. Como futuros oficiais, eles serão preparados para exercer funções de liderança e comando, o que torna o planejamento e a coordenação partes essenciais da atividade.
Helicópteros colocaram a Aviação do Exército dentro do exercício
A participação do 4º BAvEx acrescentou outro componente ao treinamento: a atuação conjunta com a Aviação do Exército.
A AMAN informa que helicópteros da unidade deram apoio à operação final. A publicação não detalha o modelo das aeronaves nem descreve individualmente as tarefas executadas por elas durante o exercício.
O dado confirmado é que o apoio aéreo foi incorporado à ação que combinou infiltração através da selva e ataque coordenado. Para os cadetes, isso significou executar o planejamento dentro de um exercício que envolvia também outra organização militar.
É justamente essa integração que amplia a complexidade do treinamento. A ação deixa de depender apenas do deslocamento da fração no terreno e passa a exigir coordenação entre diferentes elementos envolvidos na missão.
Formação tenta levar o futuro oficial da sala de aula ao terreno amazônico
A Operação Treme-Terra fez parte do processo de formação técnico-profissional dos cadetes do 3º ano de Infantaria.
Ao colocá-los em Manaus, o treinamento permitiu contato com um ambiente operacional específico antes da conclusão da formação na AMAN. A própria Academia descreve a atividade como uma forma de aproximar o conhecimento acadêmico da realidade encontrada no terreno.
Depois da etapa prática, os participantes ainda realizaram uma Avaliação de Acompanhamento sobre Operações na Selva, destinada a consolidar os conhecimentos trabalhados durante o período de instrução.
A experiência mostra como a formação de um futuro oficial de Infantaria passa por situações que vão além do domínio técnico individual. Dentro da selva, os cadetes tiveram de lidar com orientação, mobilidade, logística, planejamento e coordenação antes de chegar à execução da operação.
A Operação Treme-Terra terminou, portanto, com uma progressão clara: primeiro vieram as instruções específicas, depois o planejamento e os ensaios e, por fim, uma ação pela floresta com ataque coordenado e participação da Aviação do Exército.
Para quem acompanha a formação militar brasileira, fica uma questão interessante: entre orientação na selva, logística, planejamento da infiltração e coordenação com helicópteros, qual dessas capacidades você considera mais difícil de desenvolver em um futuro comandante de tropa na Amazônia? Deixe sua análise nos comentários.
Excelente iniciativa para os futuros oficiais, Agora tem quê incluir nesses exercícios as Barragens e Lagos da Hidrelétrica do País como Áreas de segurança Nacional.
Combate de guerrilha e luta com drones podem ser o melhor uso do nosso terre o com bases escondidas no meio da floresta.
Pena que o flavio agora vai dar tudo que nós temos de graça pros eua e a china
Excelente notícia , forças armadas treinando e se preparando tecnicamente em nosso solo para defender nosso país e nossas fronteiras