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General chileno que estudou na Força Aérea Brasileira e fez mestrado no Rio de Janeiro assume comando que coordena Exército, Marinha e Aeronáutica do Chile após cerimônia militar

Máximo Venegas Raggio, general chileno com formação na FAB e na UFF, assumiu o Estado-Maior Conjunto em cerimônia com as três Forças. Decreto e troca de insígnia marcaram a posse para mandato de dois anos.

Marcos
Por Marcos 08/11/2026 às 08:28
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General chileno que estudou na Força Aérea Brasileira e fez mestrado no Rio de Janeiro assume comando que coordena Exército, Marinha e Aeronáutica do Chile após cerimônia militar
Cerimônia de transmissão da chefia do Estado-Maior Conjunto do Chile, realizada em 4 de novembro de 2026 no CECOPAC. Foto: Ministério da Defesa do Chile/Divulgação.

O general de Aviação Máximo Venegas Raggio, de 59 anos, assumiu em 4 de novembro a chefia do Estado-Maior Conjunto do Chile (EMCO), estrutura responsável pelo planejamento e pela coordenação de operações que envolvem Exército, Marinha e Força Aérea. A posse ocorreu em uma cerimônia militar no Centro Conjunto para Operações de Paz do Chile (CECOPAC), com a presença dos comandantes das três Forças Armadas.

O oficial tem uma ligação direta com o Brasil: estudou na Força Aérea Brasileira (FAB) e concluiu um mestrado na Universidade Federal Fluminense (UFF), no estado do Rio de Janeiro. Sua nomeação havia sido anunciada em 28 de outubro, mas a transferência efetiva do comando ocorreu com a leitura do decreto e a mudança da insígnia militar.

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Venegas substituiu o general Leonardo Romanini Gutiérrez, que deixou o organismo conjunto para assumir a chefia da Força Aérea chilena. A transmissão de comando foi acompanhada pelo ministro da Defesa, Fernando Barros, e pelo subsecretário para as Forças Armadas, Christian Bolívar.

O general de Aviação Máximo Venegas Raggio, novo chefe do Estado-Maior Conjunto do Chile, durante o exercício militar multinacional Salitre 2026, realizado em Antofagasta. Com formação na Força Aérea Brasileira (FAB) e mestrado pela UFF, o oficial assumiu o novo cargo em novembro. Foto: Força Aérea do Chile/Divulgação.

Decreto foi lido diante dos três comandantes militares no CECOPAC

A cerimônia aconteceu no pátio de formatura do CECOPAC, no Campo Militar La Reina, em Santiago. Segundo a Força Aérea do Chile, o evento começou com honras militares ao ministro e um pronunciamento do chefe que deixava o cargo.

Na sequência, Christian Bolívar leu o decreto supremo que nomeava Venegas para a nova função. O general prestou as honras protocolares ao ministro da Defesa e assumiu oficialmente o posto. Em seguida, ocorreu a troca da insígnia de comando no mastro de honra, uma das etapas centrais da solenidade.

Romanini recebeu das mãos de Barros a insígnia que o acompanhara durante sua passagem pelo EMCO. O ministro agradeceu o trabalho do antecessor e desejou sucesso ao novo chefe, diante de oficiais das três instituições militares chilenas.

Romanini deixa planejamento conjunto e passa a chefiar a Força Aérea

A mudança também alterou a direção da aviação militar chilena. Romanini, que comandava o Estado-Maior Conjunto, foi escolhido para suceder Hugo Rodríguez González à frente da Força Aérea, com mandato previsto até 2030.

A formalização administrativa da nova chefia da FACh ocorreu em 5 de novembro, em Cerrillos. Conforme o Ministério da Defesa chileno, a cerimônia incluiu a leitura do decreto e a assinatura das atas de transferência, com a participação do vice-presidente Claudio Alvarado e do ministro Fernando Barros.

Os dois oficiais, portanto, passaram a exercer funções diferentes na cúpula militar: Romanini dirige a Força Aérea, enquanto Venegas chefia o órgão encarregado de integrar o planejamento e o emprego de capacidades terrestres, marítimas e aéreas.

General fez formação de Estado-Maior na FAB e mestrado na UFF

O currículo de Venegas inclui uma formação pouco comum para quem chegou ao topo da estrutura militar de outro país. O novo chefe do EMCO é oficial de Estado-Maior formado tanto pela academia de guerra aérea chilena quanto pela Força Aérea Brasileira.

Cerimônia administrativa da mudança de comando da Força Aérea chilena em novembro de 2026
Cerimônia administrativa de mudança de comando da Força Aérea do Chile, em Cerrillos, em 5 de novembro de 2026. Foto: Ministério da Defesa do Chile/Divulgação.

Ele também obteve o título de mestre em Gestão de Processos pela Universidade Federal Fluminense, instituição pública de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A formação acadêmica aparece na biografia divulgada pela Defesa chilena.

Além dos estudos no Brasil, Venegas atuou como adido aéreo e de defesa na missão permanente do Chile junto às Nações Unidas, em 2014. A experiência internacional antecedeu sua passagem por postos de planejamento, direção de operações e comando.

Ex-piloto de caça F-5 passou por dois grandes comandos da aviação

Venegas ingressou na Escola de Aviação Capitão Manuel Ávalos Prado em 1985 e tornou-se alferes em janeiro de 1989. No mesmo ano, recebeu a especialidade de piloto de guerra e desenvolveu parte da carreira no setor de combate, incluindo aeronaves F-5.

Alcançou o posto de general de Brigada Aérea em 2019 e foi promovido a general de Aviação em 2022. Naquele ano, assumiu o Comando Logístico, responsável por áreas de apoio à atividade aérea. Em 2024, passou a comandar o Comando de Combate da FACh.

Agora, deixa uma estrutura centrada na aviação para participar diretamente das decisões que exigem atuação coordenada das três Forças Armadas do Chile.

Fronteiras e resposta a emergências entram na nova rotina de comando

Subordinado ao Ministério da Defesa, o EMCO assessora a preparação e o emprego conjunto das Forças Armadas. A legislação chilena também prevê o comando militar dos meios designados para operações conjuntas, respeitadas as competências de cada instituição.

Durante a transmissão, Romanini citou a proteção das fronteiras, a resposta a emergências e os compromissos internacionais do país entre as atividades desenvolvidas sob a coordenação do órgão. Barros mencionou o emprego de militares nas regiões norte e sul e em ocorrências como incêndios e temporais.

A indicação presidencial estabeleceu dois anos de mandato para Venegas. Com o decreto lido e a insígnia de comando transferida, o general que passou por instituições militares e acadêmicas brasileiras começou a exercer a chefia de um dos principais organismos de planejamento da Defesa chilena.

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