Revista Sociedade Militar, todos os direitos reservados.

Polícia Federal prende militar da Marinha em flagrante e investiga dois PMs da ativa por suspeita de fraude na compra de armas para CACs; operação apreende 7 fuzis e atinge 5 cidades do Rio

Felipe Alves da Silva
Por Felipe Alves da Silva 05/11/2026 às 10:39
Compartilhar
Polícia Federal prende militar da Marinha em flagrante e investiga dois PMs da ativa por suspeita de fraude na compra de armas para CACs; operação apreende 7 fuzis e atinge 5 cidades do Rio
Operação Polaridade investiga militares e suspeitas de fraude na aquisição de armas para CACs no Rio de Janeiro. A segunda fase resultou na prisão em flagrante de um militar da Marinha e na apreensão de sete fuzis. Créditos: Imagem ilustrativa criada por IA – uso editorial.

Segunda fase da Operação Polaridade, deflagrada em 4 de novembro, investiga pagamentos ilegais para liberar autorizações de compra de armas e munições. A Justiça Federal determinou buscas contra militares e outros suspeitos.

A Polícia Federal prendeu em flagrante um militar da Marinha do Brasil e colocou dois policiais militares da ativa entre os alvos de uma investigação sobre fraudes na aquisição de armas de fogo e munições para CACs. A ação ocorreu na quarta-feira, 4 de novembro de 2026, durante a segunda fase da Operação Polaridade, que cumpriu dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária em cinco municípios do Rio de Janeiro.

O militar da Marinha foi preso por posse irregular de arma de fogo. Segundo informações divulgadas pelo NF Notícias, a operação contou com o apoio da Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e resultou na apreensão de sete fuzis, uma pistola, um revólver e uma espingarda. NF Notícias+1

Receba nossas notícias independentemente dos algorítimos das redes sociais, entre no nosso grupo agora

Entrar no grupo agora

Militar da Marinha é preso e dois PMs entram na mira da Polícia Federal

Imagem: Divulgação / PF

As diligências ocorreram em Rio das Ostras, Macaé, São Pedro da Aldeia, Araruama e Volta Redonda. As medidas judiciais atingiram militares e outros investigados suspeitos de participação no esquema.

A prisão do integrante da Marinha ocorreu em flagrante, situação diferente do mandado de prisão temporária expedido pela Justiça Federal. A divulgação da operação não individualizou publicamente o cumprimento desse mandado.

A participação de militares de duas corporações amplia a repercussão institucional do caso, mas a condição de investigado não representa comprovação de envolvimento nos crimes. A apuração busca estabelecer a responsabilidade individual de cada suspeito.

Pagamentos a funcionário terceirizado teriam permitido a liberação irregular de armas

O esquema investigado envolvia o sistema Sinarm-CAC, utilizado em procedimentos relacionados a armas destinadas a colecionadores, atiradores desportivos e caçadores.

Segundo a investigação, particulares interessados em adquirir armas e munições realizavam pagamentos indevidos diretamente a um funcionário terceirizado para obter a liberação irregular dos processos administrativos.

O ponto central da apuração é a possível manipulação de procedimentos de autorização. Isso diferencia o caso de uma simples apreensão de armamento sem documentação: a suspeita envolve o próprio processo que deveria controlar a aquisição legal das armas.

Operação Polaridade começou em setembro e já havia localizado outros fuzis

A investigação teve sua primeira fase deflagrada em 4 de setembro de 2026, quando a Polícia Federal cumpriu 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão em municípios fluminenses e em Vila Velha, no Espírito Santo.

Em 29 de setembro, a Polícia Federal informou oficialmente que as diligências já haviam resultado na apreensão de dez fuzis e sete pistolas. Parte dessas armas teria sido adquirida com documentos falsos e aguardava a emissão dos certificados de registro.

As sete armas longas do tipo fuzil apreendidas em novembro representam um novo resultado da investigação. Os números divulgados em diferentes etapas não devem ser confundidos com um balanço consolidado e atualizado de todo o material recolhido. Polícia Federal+2

Investigados podem responder por corrupção e comércio ilegal de armas

A Polícia Federal aponta possíveis crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, associação criminosa, falsidade ideológica e comércio ilegal de arma de fogo.

Os aparelhos eletrônicos, documentos e demais materiais apreendidos serão submetidos à análise pericial. O resultado poderá ajudar a esclarecer os pagamentos, identificar outros participantes e individualizar a atuação dos investigados.

A investigação permanece em andamento. A próxima etapa será determinar a extensão do esquema e reunir os elementos necessários para eventual responsabilização criminal, respeitadas as garantias legais dos envolvidos.

guest
0 Comentários