Forças Armadas

Marcelo Freixo, Rival da Família BOLSONARO se aproxima de graduados das FORÇAS ARMADAS

A rivalidade entre MARCELO FREIXO e a FAMÍLIA BOLSONARO é conhecida de todos os cariocas. Nas eleições para a prefeitura, em 2016, Marcelo Freixo derrotou Flávio Bolsonaro ainda no primeiro turno e ao que parece o parlamentar – hoje deputado federal – percebeu a insatisfação das bases de Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro. Em conversa com militares das Forças Armadas essa semana na câmara dos deputados o parlamentar chegou a mencionar que  – embora em campo oposto – admirava a lealdade que os sargentos e suboficiais tinham para com o atual presidente já há muito tempo.

É uma grande verdade que o exército de suboficiais, sargentos, cabos e oficiais de baixa patente tem mantido BOLSONARO vivo na política desde os anos 80. Quando os generais pensavam em prender BOLSONARO foi o medo de uma insurreição militar a favor do então capitão que os impediu. A imagem abaixo, da Tribuna da Imprensa, dos anos 80, mostra que os generais só teriam pisado no freio por medo de “desdobramentos tumultuados”, já que Bolsonaro contava com a simpatia de subtenentes, sargentos e oficiais de baixa patente.

Veja o artigo: Inversão! Bolsonaro fez campanha para mostrar que generais teriam “MORDOMIAS E VANTAGENS” e lutou para que ASSOCIAÇÕES DE MILITARES fossem ouvidas

Contudo, desde março desse ano que suboficiais e sargentos tem lutado para ser recebidos pelo presidente da república para falar sobre o PL1645/2019. No Rio procuraram a assessoria de Flávio e Carlos Bolsonaro, foram até seus chefes de gabinete mas a coisa não surtia efeito. Em uma manifestação em frente do Palácio da alvorada o presidente viu os sargentos mas se negou a recebê-los. Militares exibiram faixas no Rio e em Brasília e houve até um congresso de associações onde se falou no assunto com a deputada Carla Zambelli.

Alguns advogam que o Presidente estaria sendo pressionado por generais, que retirariam o apoio caso ele ouvisse os graduados. O porta voz da presidência da república, um general, chegou a dizer que os graduados não teriam o direito de informar a sociedade sobre problemas relacionados a salários.

Erros absurdos

Graduados apontam erros absurdos no PL1645, como a concessão de uma gratificação de representação no valor de 10% sobre os soldos só para oficiais generais na ativa e reserva. A coisa é vista como uma afronta á princípios fundamentais, já que todos os militares por lei têm que representar bem as forças armadas e que por isso não seria justo que somente generais recebam por isso.

O projeto em andamento traz ainda brechas que além de aumentar o abismo entre graduados e generais em adicionais de habilitação, permite que graduados da reserva fiquem com salários achatados em relação a militares de mesma graduação na ativa. E esse é o maior medo. “Ninguém quer ficar sem o dinheiro do remédio na velhice”, reclamam nas redes.

Sargentos que transitam pela câmara dos deputados tem observado o comportamento de oficiais da assessoria parlamentar do exército e o flagrante de uma aproximação destes com o PCdoB parece ter sido a gota d´agua para que decidissem ceder aos apelos da esquerda, que já tentava abraçar a causa. Os coronéis teriam sido flagrados arquitetando um plano junto de assessores de perpétua Almeida e lideranças do Partido Comunista. A ideia seria circular uma orientação proibindo seus parlamentares de assinar requerimento pedindo que o PL1645 fosse para o Plenário da Câmara.

O fato de Bolsonaro ser tão próximo dos graduados é algo que sempre incomodou os chamados altos coturnos. Alguém perguntou nas redes: “Será que o PLS é tão ingênuo assim ou há algo mais por baixo dessa grave falha de estratégia política?”

Circula nas redes de graduados o seguinte texto:

A base eleitoral de BOLSONARO no RJ sempre foram os praças e os pensionistas. BOLSONARO nunca foi bem visto pelos Oficiais Superiores,…  Por ordem dos Comandantes, BOLSONARO foi PROIBIDO de entrar em alguns quartéis, em formaturas. Nos eventos militares sempre era cercado por SARGENTOS e familiares, sendo sempre alijado por Generais e Coronéis, principalmente que nunca engoliram sua entrada na política. HOJE os Generais viraram CELEBRIDADES no Governo BOLSONARO, e aproveitam tal momento para arquitetar o Projeto da Reforma dos Militares, onde estes são beneficiados, em detrimento do “massacre” da base…

De fato, essa aproximação com a esquerda é recorrente, a história mostra que aconteceu nas últimas grandes crises entre Generais e graduados.

O assessor mais inapto deveria prever isso.

Vários suboficiais e sargentos ainda relutam. Mas, Marcelo Freixo já publicou nota em seu facebook, “recepcionando” os novos aliados, que podem dar uma guinada nos rumos da política carioca nos próximos anos.

Abaixo

“Bolsonaro está ampliando o abismo dentro das Forças Armadas. Durante a campanha, ele prometeu valorizar a carreira de soldados, cabos, sargentos e oficiais de baixa patente, mas após assumir o governo o presidente dá privilégios à elite dos quartéis.

A Câmara está analisando a proposta de reforma das carreiras dos militares, que inclui aumento nos salários e criação de gratificações. Para você ter ideia da diferença de tratamento, um general de brigada terá, até 2023, aumento salarial de 55,7% — passará de R$ 19.734,20 para R$ 30.725,40. Já um terceiro-sargento terá um aumento muito menor, de 4,6% — a remuneração vai de R$ 4.896 para R$ 5.125,50. Sobre as gratificações, o adicional de habilitação para generais e coronéis vai subir de 30% para 71% do soldo, enquanto o de cabos e sargentos continuará em 12%, sem aumento. Essas mudanças podem ser aprovadas sem debate e votação em plenário.

Para impedir isso, Freixo está recolhendo assinaturas de deputados para obrigar a Câmara a levar o assunto a plenário: é preciso que haja transparência e que as discussões sejam aprofundadas.”

Revista Sociedade Militar

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