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Política Brasil

A vanguarda do séc. XXI. O que AMEDRONTA os artistas. A Lei ROUANET? O que Lobão, Danilo Gentili e Paulo Ricardo possuem de diferente?

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Em comparação com a quantidade de brasileiros que se posicionou contra o estrago que a esquerda tem feito no país, são ainda poucos os membros da classe artística e intelectual que participam de atos públicos ou pelo menos se manifestam de alguma forma a favor dos movimentos de oposição, que estão em franco crescimento e pedem apuração rigorosa da corrupção generalizada que assola o país. Os oposicionistas, não há dúvida, são ágeis e têm conseguido forçar um posicionamento mais consistente da bancada de oposição no Congresso Nacional.

Ainda em 2013, em Paraty, o cantor Lobão criticou os rumos que as manifestações tomavam. Segundo o cantor, “não havia foco” nos movimentos. Na mesma entrevista Lobão chegou a dizer que o fato de poucos artistas militarem politicamente em favor da esquerda se deve ao medo de perder dinheiro, já que o principal financiador de eventos culturais no Brasil é o governo federal. Lobão lançava seu livro “Manifesto do nada na terra do nunca”. O artista, que carregava o estigma de revoltado, sem medo de ir contra a linha seguida pela maioria dos membros da classe artística, surpreendeu todos ao mostrar uma face bastante racional, madura e filosoficamente embasada.

Não será de admirar se os shows de Lobão começarem a lotar estádios. O público de hoje gosta sim de estar junto de bons músicos, mas acima de tudo tem de ser gente que “fala a sua língua”, que não abdica de sua responsabilidade na construção de um futuro melhor. Gente que se posiciona politicamente quer prestigiar gente que constrói, não são meros expectadores, levados como o vento, cegos guiados por outros cegos.

A falácia esquerdista do politicamente correto só ludibria quem gosta de ser enganado, é uma espécie de ermitão, privado de receber informações sobre o quotidiano, ou é tão fraco como ser humano que, mesmo já tendo recebido todas as evidencias possíveis de que há algo terrivelmente errado acontecendo no governo atual, principalmente nesses últimos meses, quando foi revelado que o maior escândalo de corrupção de toda a história do mundo moderno ocorreu dentro do governo atual, prefere não se manifestar politicamente por medo de não ser aceito pela galera da rodinha de cerveja, que passa seu tempo fazendo piadinhas e rindo da desgraça alheia, ou “vivendo” uma existência lúdica, nula, pensando unicamente em como ser aceito no grupo social mais popular, seja este a galerinha da faculdade, ou do boteco da esquina.

Obviamente estar numa roda de amigos não é algo nocivo. Mas, se tornar um zero intelectual para que isso possa acontecer, é algo a que ninguém deve se submeter.

Não precisaria explicar que foi exactamente assim que ocorreu na Alemanha Nazista, (Nazismo significa socialismo nacionalista) onde o medo de ir contra uma minoria espalhafatosa e com ar de quem sabia o que fazia resultou no assassinato institucionalizado de milhões de pessoas inocentes.

O fato de o governo da Alemanha permitir que as industrias permanecessem nas mãos de particulares é usado como alegação de que não eram socialistas. Contudo, todos sabemos que de fato era o estado o gestor das empresas. O governo nazista decidia o que produzir, quando produzir e até os preços dos produtos.

A propaganda implementada pelos nazistas também tem extrema semelhança com a tática usada atualmente pela esquerda brasileira. Goebbels tinha como máxima a frase: Reúna todos seus adversários em uma só categoria, em uma soma individualizada. Aqui a esquerda faz exactamente isso, todos que não são de esquerda estão em um mesmo time, são anti-humanistas, malvados, reacionários. Se for uma pessoa ativa, apenas um milímetro acima da média em relação à ação política, entrará no rol dos golpistas, exatamente o que agora acontece com Lobão, Olavo de Carvalho, revista VEJA e com qualquer pessoa, site ou editora que ouse denunciar a fábula marxista-bolivariana vivida pela esquerda brasileira.

O cantor e escritor Lobão agora é visto pela esquerda como um líder golpista.

Ora senhores, sabemos muito bem que não é o eleitor típico da esquerda que consome cultura de qualidade, seja na forma de livros, exposições de arte e até shows humorísticos. Vide a vertiginosa queda de Rafinha Bastos e CQC.

O CQC, por exemplo, trabalha para uma emissora privada, que depende de publicidade para sobreviver. Na medida em que o público alvo, aquele que realmente compra, deixa de assistir o programa, os anunciantes migram para onde “estão” os consumidores. Na mesma velocidade que a sociedade assume uma postura militante esse processo deve acontecer com artistas que defendem com unhas e dentes o bolivarianismo / cubanização do Brasil, mas não abrem mão de ter seus apartamentos ou passar férias em Paris ou Nova Iorque.

Ontem recebemos uma ótima notícia. O cantor Paulo Ricardo, do RPM, resolveu se engajar na mobilização para que a população vá para as ruas pedir que sejam apurados de maneira rápida e rigorosa a corrupção que ocorreu dentro da Petrobrás.

Não ha dúvida alguma de que a esquerda brasileira está em decadência, ja vimos aqui diversas provas disso. Aquelas pessoas, artistas ou não, que primeiro se engajam na luta contra o exército de corruptos e corruptores que saqueia nosso país já podem ser consderados como a nova vanguarda brasileira, ou a vanguarda do sec. XXI. São aqueles que estão no pelotão de frente dessa batalha, não tem medo de ser considerados politicamente incorretos, buscam sem medo o melhor para o futuro de seu país, de seus filhos, de seus netos, e têm conseguido rsultados significativos.

A batalha de ontem no Congresso, embora perdida, é uam amostra do poder que esse grupo, em franco crescimento, já possui. Vanguarda vem do frances avant-garde, que significa exctamente a guarda avançada ou parte frontal de um exército.

Robson A.D. Silva – Sociólogo, Professor. http://sociedademilitar.com.br

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