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Forças Armadas

“Mudei pra comunidade”, “vai afetar a hierarquia e disciplina” Forças Armadas – Graduados e pensionistas em programa de rádio falam sobre o caos criado pela lei 13.954

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No segundo município com maior quantidade de militares no Rio, graduados e pensionistas entrevistados por rádio falam sobre o problema da lei 13.954

Pensionistas e graduados das forças armadas reclamam que os oficiais do topo da carreira e suas pensionistas, únicos com ALTOS ESTUDOS desde os anos 80, acabaram recebendo um reajuste muito maior do que todos da base, aumentando ainda mais a desigualdade entre a cúpula das Forças Armadas e os membros de categorias mais na base, que são a maioria e que “realmente carregam o piano”.

O suboficial Zacarias, militar da Marinha e um dos organizadores das caravanas que vão para Brasília será entrevistado na Rádio Aliança FM 98,7, as 10 horas desse sábado (08 de agosto), no programa FALA VOCÊ, o tema da entrevista é a questão salarial dos militares das Forças Armadas. Estima-se que a cidade de são Gonçalo, segundo maior colégio eleitoral do Estado do Rio de Janeiro, tenha cerca de 120 mil pessoas ligadas à família militar das Forças Armadas, entre titulares, pensionistas e beneficiários do sistema de saúde. Na cidade há também alguns unidades militares da Marinha do Brasil.

Ouvido pela Revista Sociedade Militar o suboficial disse que por ter participado das negociações em Brasília tem sido questionado por muitos militares sobre os reflexos e prejuízos da lei 13.954/2019.

tenho recebido ligações com questionamentos sobre os impactos da Lei 13954/19 nos contracheques. Muitos Perceberam agora que o sonho Americano é a América para os Americanos, e aos Latinos (as Praças) só o que restou foi o muro da separação. Militares da Ativa na graduação de 1SG estão inconformados com essa nova tabela de gratificações, uma vez que o somatório de 21% de disponibilidade mais 45 de aperfeiçoamento chegará a 66% já um 2SG com 45% de Aperfeiçoamento, 12% de Disponibilidade e 68% de Altos Estudos II chegará a 125%, quase que o dobro.

Sem dúvida isso vai afetar a Hierarquia e a disciplina dentro das Organizações Militares, uma vez que esse tipo de mudanças jamais se daria entre os Oficiais. Com relação às manifestações previstas para os dias 20, 21 e 22 de outubro, acredita que serão de grande proporções, tanto pela adesão de mais Veteranos e pensionistas que estão sentindo os prejuízos da Lei como também de Parlamentares que por não conhecer as peculiaridades das carreiras Militares deram o seu voto a favor do PL 1645/19 e hoje reconheceram que comentaram um erro e buscam se aproximar dos Graduados que são a maioria do eleitorado militar…”, disse o Suboficial Zacarias, militar da reserva.

Pensionista, filha de um ex-combatente, dona Cristina, moradora de São Gonçalo, também ouvida, relata que com a nova lei de remuneração a situação ficou muito complicada. Por conta da situação financeira ela teve que até que se mudar de bairro, indo morar em uma comunidade.  “ meus proventos ficaram abaixo dos 30%, comprometendo contas e despesas. Tudo isso diante de uma pandemia e com o presidente que apoiei e fiz campanha…”.

Outro militar – da ativa e que pede sigilo – ouvido pela RSM diz: “o governo se mostrou fraco e insensível para com aqueles que não podem se defender… Mesmo comprovando que os militares são um a categoria que contribui por mais de 60 anos, ainda decidiu, em sua ânsia de aprovar um aumento absurdo para os generais, dar aos parlamentares o bônus de taxar as pensionistas em 14%, mesmo depois de seus maridos terem pago a pensão por mais de meio século, que outro nome diferente de covardia eu daria a isso? Os covardes tem mandatos e estrelas nos ombros.”

Revista Sociedade Militar

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