Revista Sociedade Militar, todos os direitos reservados.

Exército mantém 13 militares da reserva por mais dois anos em funções que vão do SISFRON à manutenção de blindados, hospitais, pagamentos e posto de combustível

Exército mantém 13 militares da reserva por mais dois anos em funções que vão do SISFRON à manutenção de blindados, hospitais, pagamentos e posto de combustível
Exército prorrogou por 24 meses a permanência de 13 militares da reserva em funções técnicas e administrativas no Comando Militar do Oeste. Créditos: Imagem ilustrativa criada por IA – uso editorial.

Prestadores de Tarefa por Tempo Certo continuarão em organizações de Campo Grande a partir de 1º de outubro de 2026 e receberão adicional equivalente a 30% dos proventos

A prorrogação de 13 militares da reserva no Exército manterá profissionais experientes em funções técnicas, hospitalares, administrativas e logísticas por mais 24 meses. Todos trabalham em organizações militares localizadas em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

As atividades vão do assessoramento ao Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras, o SISFRON, à manutenção elétrica e mecânica de viaturas blindadas. Também há reservistas responsáveis por imaginologia, tecnologia da informação, pagamento de pessoal, alimentação e combustível.

Sete capitães, um subtenente e cinco sargentos permanecerão até 2028

A Portaria nº 17-CMO, publicada no Diário Oficial da União de 25 de agosto de 2026, prorrogou os vínculos a partir de 1º de outubro. O ato foi assinado pelo comandante militar do Oeste, general de Exército Alcides Valeriano de Faria Junior.

Os 13 militares estão na reserva remunerada e atuam como Prestadores de Tarefa por Tempo Certo, conhecidos pela sigla PTTC.

Não corra o risco de não ser avisado sobre o que impacta sua segurança, clique abaixo e entre no nosso grupo e receba nossas notícias na hora que forem publicadas

Entrar no grupo agora
MilitarPosto ou graduaçãoOrganizaçãoTarefa
Rogério Nascimento DiasCapitão R1Hospital Militar de Área de Campo GrandeAssessor do Setor de Imaginologia
Anizio Policeno de SouzaCapitão R1Comando da 9ª Região MilitarAssessor da SVP/9
Nelson Antônio NovakoskiCapitão R13º Grupamento de EngenhariaAnalista de Projetos, Aditivos e Reequilíbrio
Carlos Pires de LimaCapitão R1Comando do 9º Grupamento LogísticoAssessor do SISFRON
Wanderlei da Silva PurezaCapitão R19º Batalhão de Comunicações e Guerra EletrônicaAssessor de TI do COGE
Robson Ribeiro FernandesCapitão R1Base de Administração e Apoio do CMOAssessor de Conformidade e Registro de Gestão
Alexandre SaatkampCapitão R1Comando do 9º Grupamento LogísticoAssessor de Pagamento de Pessoal
Isac Veloso da SilvaSubtenente R1Hospital Militar de Área de Campo GrandeApoio ao SAME
Marcelo Barbosa LacerdaSegundo-sargento R120º Regimento de Cavalaria BlindadoCorreeiro
Sadrac Santos PereiraSegundo-sargento R1Base de Administração e Apoio do CMOAuxiliar da 1ª Seção
Roberto Willemann de SouzaSegundo-sargento R19º Batalhão de SuprimentoAuxiliar do Aprovisionamento
Edgar de Oliveira BarretoSegundo-sargento R120º Regimento de Cavalaria BlindadoMecânico e eletricista de viatura blindada
Nilo Fernandes da SilvaSegundo-sargento R1Base de Administração e Apoio do CMOEncarregado do Posto de Combustível

A portaria não informa há quanto tempo cada reservista já trabalha nessas funções. Também não apresenta avaliações individuais, metas para o novo período ou justificativas separadas para cada prorrogação.

Do monitoramento da fronteira à sustentação dos blindados

A relação evidencia como o aproveitamento de reservistas alcança áreas muito diferentes dentro de um mesmo comando militar.

Carlos Pires de Lima continuará no assessoramento ao SISFRON, sistema de comando e controle utilizado para apoiar o monitoramento da faixa de fronteira. A estrutura reúne sensores, comunicações e recursos de apoio à decisão, conforme a diretriz publicada pelo Estado-Maior do Exército.

No 20º Regimento de Cavalaria Blindado, Edgar de Oliveira Barreto permanecerá na manutenção mecânica e elétrica das viaturas. Marcelo Barbosa Lacerda continuará como correeiro, atividade ligada à confecção, conservação e reparação de peças e equipamentos de couro ou materiais equivalentes.

O uso de reservistas nessas duas tarefas mostra uma característica pouco visível da prontidão militar: veículos, equipamentos e unidades operacionais dependem de especialidades de manutenção que não aparecem em exercícios ou cerimônias, mas sustentam a rotina da tropa.

Hospital, pagamentos, TI e combustível também dependem dos reservistas

Dois militares permanecerão no Hospital Militar de Área de Campo Grande. Rogério Nascimento Dias seguirá como assessor de imaginologia, enquanto Isac Veloso da Silva continuará no apoio ao SAME.

Na área financeira, Alexandre Saatkamp trabalhará com pagamento de pessoal. Robson Ribeiro Fernandes permanecerá no controle de conformidade e registro de gestão, enquanto Nelson Antônio Novakoski analisará projetos, aditivos e reequilíbrios.

Wanderlei da Silva Pureza continuará no assessoramento de tecnologia da informação. Roberto Willemann de Souza atuará no aprovisionamento, ligado ao suporte de alimentação, e Nilo Fernandes da Silva ficará responsável pelo posto de combustível da Base de Administração e Apoio do Comando Militar do Oeste.

O conjunto ajuda a explicar por que o Exército recorre a profissionais que já passaram à reserva: parte das tarefas exige experiência acumulada, conhecimento das rotinas internas e especialização difícil de substituir rapidamente.

Prestação de tarefa não representa retorno definitivo à ativa

Os 13 militares não foram reintegrados permanentemente à carreira. A Prestação de Tarefa por Tempo Certo é voluntária, temporária e destinada a atividades de interesse da administração militar, conforme explica a Diretoria de Assistência ao Pessoal do Exército.

A regulamentação atual permite nomeações e prorrogações de até 24 meses. A Portaria C Ex nº 2.647/2026 manteve esse limite para cada período.

Durante a prestação, o militar continua juridicamente na inatividade. A Medida Provisória nº 2.215-10/2001 estabelece um adicional equivalente a três décimos dos proventos recebidos, ou 30%.

A portaria não revela os proventos individuais dos 13 reservistas nem calcula quanto as prorrogações custarão ao longo dos dois anos. Em 2028, a continuidade de qualquer um deles dependerá de novo ato administrativo e do cumprimento dos limites aplicáveis ao regime de PTTC.

guest
2 Comentários
Wagner
Wagner
27/08/2026 18:15

É só aumentar a Idade dos Ativos em relação a Reserva.

Vicente Aguiar
Vicente Aguiar
27/08/2026 18:11

É de suma importância o trabalho técnico dos militares, pós reserva, pelo conhecimento dos serviços, sobretudo, evita tirar militares das áreas essenciais

Felipe Alves da Silva

Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com