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Militares e civis do mais alto nível de estudos em Defesa do Brasil vão a Bogotá para uma etapa de campo que leva a formação estratégica para fora da sala de aula

Turma do CAED 2026 reúne 105 alunos das Forças Armadas, Segurança Pública, administração civil e cinco nações amigas; viagem à Colômbia ocorrerá em outubro como parte da formação conduzida pela Escola Superior de Defesa

Militares e civis do mais alto nível de estudos em Defesa do Brasil vão a Bogotá para uma etapa de campo que leva a formação estratégica para fora da sala de aula
Militares e civis do CAED 2026 participarão de uma viagem interdisciplinar de estudos a Bogotá entre 4 e 10 de outubro.
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Um grupo formado por militares e civis que participa de um dos principais cursos de formação estratégica do Ministério da Defesa deixará Brasília e seguirá para Bogotá, na Colômbia, para uma etapa de estudos realizada fora do ambiente acadêmico tradicional.

A Viagem de Estudo Interdisciplinar de Campo do Curso de Altos Estudos em Defesa (CAED/2026) está programada para ocorrer entre 4 e 10 de outubro de 2026.

A movimentação voltou ao Diário Oficial da União depois que o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas alterou uma autorização publicada anteriormente. No documento, a referência à Major-Brigadeiro Médica Carla Lyrio Martins como comandante da Escola Superior de Defesa foi substituída pelo Major-Brigadeiro Médico Laerte Lobato de Moraes.

A troca registrada no DOU é administrativa. A história mais interessante está por trás dela: quem são as pessoas que chegam ao CAED e por que uma formação brasileira em Defesa leva seus alunos para estudar outro país de perto.

CAED 2026 reúne 105 alunos, mas militares das Forças Armadas são pouco mais da metade

A turma de 2026 começou as atividades em 26 de fevereiro, na Escola Superior de Defesa, em Brasília.

São 105 alunos. A composição ajuda a entender a proposta do curso: 59 pertencem às Forças Armadas, nove vêm da Segurança Pública e outros 32 são civis de instituições dos governos federal e estaduais. Há ainda cinco representantes de nações amigas — Argentina, Colômbia, Equador, Namíbia e Índia.

Ou seja, embora carregue “Defesa” no nome e tenha forte presença militar, o CAED não foi desenhado como uma formação exclusiva de oficiais.

Essa mistura é deliberada.

A Escola Superior de Defesa define como objetivo do curso desenvolver competências em Segurança, Desenvolvimento e Defesa, oferecendo a profissionais de direção e assessoramento superior instrumentos para formulação de políticas e estratégias no campo da Defesa.

É uma concepção mais ampla do que estudar operações militares. A formação coloca na mesma sala profissionais que chegam ao tema por caminhos institucionais diferentes.

Para os militares, não basta simplesmente se inscrever

O perfil exigido também mostra o nível em que o CAED está inserido.

Entre o público-alvo estão oficiais superiores das Forças Armadas do último posto que já possuam Curso de Estado-Maior. Também podem participar civis de nível superior indicados por instituições convidadas, oficiais das Forças Auxiliares e representantes de nações amigas que preencham os requisitos definidos pela Escola.

Para 2026, o processo seletivo indicou realização presencial em Brasília entre 23 de fevereiro e 27 de novembro.

Há inclusive exigência linguística para determinados participantes. As instruções do processo de 2026 estabelecem, para militares e civis indicados pelo Ministério da Defesa e pelas Forças Armadas nos cursos de especialização, comprovação mínima de compreensão oral e leitura em inglês equivalente ao nível A2, mediante testes reconhecidos ou certificação da instituição de origem.

Isso ajuda a colocar a viagem a Bogotá em perspectiva. Ela não é um evento isolado encaixado na agenda de uma semana. Está inserida em uma formação que ocupa praticamente todo o ano.

A sala de aula do CAED também é o entorno estratégico brasileiro

Há uma razão para o curso não ficar restrito a exposições acadêmicas.

A própria formulação do CAED determina estudos sobre a realidade brasileira e seu entorno, sempre relacionados aos interesses da Defesa Nacional.

É justamente nesse ponto que uma viagem de campo internacional ganha sentido acadêmico.

Estratégia e Defesa dificilmente podem ser compreendidas apenas por documentos. Fronteiras, infraestrutura, instituições, relações diplomáticas, capacidades estatais e realidades econômicas mudam conforme o território observado.

A viagem interdisciplinar aproxima os alunos desse ambiente.

O DOU confirma Bogotá como destino e o período de 4 a 10 de outubro, mas o ato publicado agora não apresenta o roteiro detalhado das visitas, instituições colombianas envolvidas ou temas específicos que serão tratados durante cada atividade.

Não seria correto antecipar uma programação que o documento não revela.

A Colômbia já está dentro da própria turma de 2026

Existe ainda uma coincidência interessante.

Entre os cinco países estrangeiros representados no CAED deste ano está justamente a Colômbia. A turma também recebeu Argentina, Equador, Namíbia e Índia.

A dimensão internacional não aparece apenas na lista de alunos. Na abertura do curso, esteve presente o general colombiano Helder Fernán Giraldo Bonilla, ex-comandante-geral das Forças Militares da Colômbia.

Meses depois, Bogotá será o destino da etapa de campo.

É um detalhe que mostra como a formação de alto nível em Defesa vem incorporando interlocutores estrangeiros não somente como objeto de estudo, mas dentro do próprio ambiente acadêmico.

Formação pode acompanhar o oficial depois que o curso termina

O peso institucional do CAED aparece também nas regras internas do Ministério da Defesa.

Norma do MD inclui o Curso de Altos Estudos em Defesa entre as formações consideradas preferenciais para oficiais superiores destinados a determinados cargos no Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e na Secretaria de Produtos de Defesa.

Isso muda a leitura da viagem.

Os alunos que irão a Bogotá não estão simplesmente realizando uma visita internacional de caráter acadêmico. Parte deles ocupa — ou poderá ocupar — funções em estruturas nas quais decisões sobre políticas, planejamento e assessoramento em Defesa são formuladas.

Esse é um daqueles pontos em que a formação militar deixa de ser apenas currículo individual e passa a ter consequência institucional. O conhecimento acumulado por um oficial ou servidor em um curso desse nível tende a retornar ao Estado quando ele assume funções de direção e assessoramento.

Bogotá será uma etapa; o curso continua até novembro

A missão colombiana ocorrerá já na reta final do CAED 2026.

O curso começou em fevereiro e tem encerramento previsto para 27 de novembro, conforme o processo seletivo divulgado pela Escola Superior de Defesa.

A turma atual é a 9ª edição do CAED. No ano anterior, 99 alunos concluíram a formação, representando 24 instituições civis e militares.

Agora, a atenção se volta para outubro.

O Diário Oficial já confirmou o destino e as datas da viagem interdisciplinar. O que ainda falta conhecer é a programação que os 105 integrantes da turma encontrarão na Colômbia: quais instituições entrarão no roteiro, quais experiências serão analisadas e como esse conteúdo será incorporado à etapa final da formação estratégica em Brasília.

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Felipe Alves da Silva

Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com