Revista Sociedade Militar, todos os direitos reservados.

Museu do Exército tem tanque de guerra e mecha de cabelo de Napoleão Bonaparte

Conheça os Museus do Exército, como o Forte de Copacabana, o acervo de blindados, canhões e uma mecha de cabelo de Napoleão Bonaparte.

Museu do Exército tem tanque de guerra e mecha de cabelo de Napoleão Bonaparte
O Imperador Napoleão em Seu Gabinete nas Tulherias, Jacques-Louis David, 1812.
seja o 1º a reagir Siga a RSM no Google

O Exército brasileiro mantém projetos voltados à preservação e à difusão de seu patrimônio histórico, tema abordado pela Revista Sociedade Militar em matéria sobre incentivo cultural.

O Museu Histórico do Exército e o Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, reúnem blindados, canhões e objetos ligados à trajetória militar brasileira.

Entre as peças mais incomuns do acervo está uma mecha de cabelo atribuída a Napoleão Bonaparte, guardada num estojo que pertenceu ao marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.

Integrante do Sistema Cultural do Exército, o museu funciona num dos pontos históricos mais conhecidos da cidade e integra uma rede de espaços voltados à preservação da memória militar do país.

Museu do Exército preserva patrimônio histórico e memória militar

Segundo o ICOM (Conselho Internacional de Museus), o museu é uma instituição a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, que trabalha com testemunhos materiais e imateriais dos povos e seu ambiente.

No Brasil, o tema museu é regulado por uma legislação; trata-se do Estatuto de Museus (Lei nº 11.904/2009).

Essa lei reforça a definição, caracterizando o museu como instituição aberta ao público, vinculada ou não a personalidade jurídica própria, com missão de preservar o passado e comunicar o patrimônio cultural ao futuro.

Simplificando, é um lugar onde se guardam e exibem coleções de objetos de interesse artístico, cultural, científico, histórico, técnico, etc., geridos por instituições que procuram difundir os conhecimentos humanos.

A invenção da tradição no Exército brasileiro

A data de 19 de abril de 1648 marca a Primeira Batalha dos Guararapes, durante a expulsão dos holandeses do Nordeste brasileiro (Restauração Pernambucana).

Guararapes é, segundo tradição dos militares brasileiros, o batismo de fogo do maior exército da América Latina. Por isso, o Comando do Exército instituiu em 1994 essa data como o Dia do Exército.

Esse foi o nascimento simbólico do Exército. Todavia, sua institucionalização ocorreu em 1º de dezembro de 1824, com a Constituição do Império, que estabeleceu a organização formal das Forças Armadas brasileiras.

Segundo historiadores, o “Exército verdadeiramente nacional só teve organização institucional em 1824, dois anos após a Independência”.

A instituição assumiu, pelo menos para efeitos de administração de acervo cultural, que conta com “mais de três séculos de existência”.

Sistema Cultural do Exército reúne história, tradição e acervo militar

A princípio, pelo menos bicentenário, o Exército brasileiro tem certamente suas muitas memórias e relíquias. Portanto, não é de surpreender que haja em sua estrutura o Sistema Cultural do Exército (SisCEx).

O SisCEx atua em parceria com o Sistema de Comunicação Social e com o Sistema de Ensino da Força terrestre. Essa atuação busca desenvolver valores éticos e morais, aprimorar a vocação militar, cultuar os valores, tradições e de acentuar o compromisso do Exército com a Nação brasileira.

Por conseguinte, o Exército tem seus museus naturalmente gerenciados pelo seu Sistema Cultural.

Hoje, a Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx) leva adiante a missão de administrar as atividades que visem à preservação e à divulgação do patrimônio histórico e cultural de interesse do Exército Brasileiro. Incluindo seus vários museus.

Quais são os principais museus militares do Exército Brasileiro?

O Exército Brasileiro (EB) mantém uma rede de museus militares e espaços culturais dedicados à preservação e divulgação da história militar do Brasil.

Segundo o Ministério da Defesa, o EB possui quatro museus militares principais, além de outros espaços museológicos e centros culturais vinculados.

Boa parte desse acervo encontra-se sob a guarda dos mais de 147 Espaços Culturais militares, organizações vinculadas tecnicamente à Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército (DPHCEx)

MuseuLocalizaçãoObservações
Museu Histórico do
Exército e Forte de
Copacabana (MHEx/FC)
Rio de Janeiro (RJ)Complexo museológico
em Copacabana
Museu Militar Conde
de Linhares (MMCL)
Rio de Janeiro (RJ)São Cristóvão,
vinculado ao MHEx
Museu Militar do
Forte do Brum (MMFB)
Recife (PE)Bairro do Recife, foco
no soldado nordestino
Museu Militar do
Comando Militar do Sul
Porto Alegre (RS)Centro Histórico, gratuito

Museu do Expedicionário preserva a história da FEB na Segunda Guerra

O Museu do Expedicionário (MEXP), por exemplo, ocupa um prédio localizado no centro da cidade de Curitiba/PR e foi inaugurado no dia 19 de dezembro de 1980.

Seu acervo é constituído por peças que retratam a participação da Força Expedicionária Brasileira na 2ª Guerra Mundial.

Medalha Tributo à Força Expedicionária Brasileira – FEB

Museu Militar do Comando Militar do Sul reúne blindados e canhões

O Museu Militar do Comando Militar do Sul tem coleções compostas por blindados, viaturas militares, obuseiros, canhões, armamentos, equipamentos militares, materiais do serviço de saúde, miniaturas, indumentárias divididas entre réplicas e originais, medalhas, bustos, bandeiras e flâmulas.

O Museu Histórico do Exército que guarda mecha de cabelo de Napoleão

Finalmente o Museu Histórico do Exército é um dos principais museus militares do país. Sua origem remonta ao século XIX.

Desde então, passou por alguns endereços do Rio de Janeiro, sendo extinto e recriado até 1987, ano em que fixou residência em um sítio famoso e histórico, o Forte de Copacabana.

É neste museu que o Exército tem uma de suas mais notáveis e inusitadas peças históricas.

Catalogada no acervo como “amostra humana” há um estojo com uma mecha de cabelo atribuída ao imperador francês Napoleão Bonaparte.

Segundo observação na amostra, o estojo que a contém pertenceu ao Marechal Castelo Branco e foi doado ao acervo pelo General de Divisão Carlos P. Freitas Pereira.

Receba nossas notícias diretamente, clique abaixo e entre no nosso grupo

Entrar no grupo
guest
0 Comentários
JB Reis

JB Reis

Militar da reserva da FAB, onde adquiriu profunda experiência em gestão administrativa e logística no setor patrimonial. Escreve principalmente sobre vida militar, defesa, segurança e geopolítica. Sugestões de pautas: johanoeo@gmail.com Mais artigos em https://linktr.ee/veteranistao