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Megaoperação do Exército na fronteira já tirou R$ 41,2 milhões do crime organizado com 600 militares por dia

Megaoperação do Exército na fronteira já tirou R$ 41,2 milhões do crime organizado com 600 militares por dia
Posto de bloqueio e controle em estrada montado por militares do Exército Brasileiro durante a Operação Ágata, em 2022. Foto: Marinha do Brasil, via Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0).

A Operação Jaguaretê-Oeste, coordenada pelo Comando Militar do Oeste, fechou o balanço de 2 de agosto com 6,5 toneladas de maconha e prejuízo estimado de R$ 41,2 milhões às redes criminosas na faixa de fronteira de quatro estados.

A conta da maior operação de fronteira do ano saiu em dinheiro. A Operação Jaguaretê-Oeste, coordenada pelo Comando Militar do Oeste, causou prejuízo estimado de R$ 41,2 milhões às redes criminosas até 2 de agosto, com mais de 600 militares e agentes públicos empregados por dia, segundo o Correio do Estado. É a maior mobilização recente do Exército Brasileiro na faixa de fronteira.

O que foi apreendido

O item mais pesado do balanço é a maconha, com 6,5 toneladas retiradas de circulação. Vêm depois 194 quilos de outras substâncias ilícitas, 94 quilos de skunk, 34 quilos de cocaína, 12 quilos de pasta base e 11,9 quilos de drogas sintéticas, conforme os números divulgados pelo Comando Militar do Oeste e reproduzidos pelo Correio do Estado.

Item Quantidade apreendida
Maconha 6,5 toneladas
Outras substâncias ilícitas 194 kg
Skunk 94 kg
Cocaína 34 kg
Pasta base 12 kg
Drogas sintéticas 11,9 kg
Apreensões da Operação Jaguaretê-Oeste até 2 de agosto de 2026, segundo o Comando Militar do Oeste.

O contrabando entra na conta por outro caminho. Foram mais de 79,9 mil pacotes de cigarro e 21 veículos apreendidos, além de armas de fogo e munição, itens que somados à droga formam o valor de R$ 41,2 milhões atribuído ao prejuízo do crime, de acordo com o mesmo balanço.

Onde a tropa está

A operação cobre a faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina, o trecho que encosta em Bolívia, Paraguai e Argentina. O comando fica com o Comando Militar do Oeste, sediado em Campo Grande, que integra a ação com órgãos federais e estaduais de segurança e de fiscalização.

O método é de presença permanente, não de incursão isolada. A tropa faz patrulhas em rotas terrestres e fluviais, monta postos de bloqueio e controle de estrada e fiscaliza veículos, pessoas e embarcações, com troca contínua de inteligência entre as instituições que participam, segundo a descrição da operação divulgada pelo comando.

De onde veio a Jaguaretê

A operação não nasceu agora. Em 20 de julho, o Exército anunciou a megaoperação para cercar as facções em toda a faixa de fronteira com Argentina, Paraguai e Bolívia, reunindo tropas distribuídas de Santa Catarina a Rondônia.

A Jaguaretê-Oeste é o recorte oeste desse esforço. O nome vem do tupi-guarani e designa a onça-pintada, o maior felino das Américas, animal associado à região de fronteira onde a operação atua.

A mesma fronteira do avião interceptado

O trecho onde a operação se concentra é o mesmo por onde entrou o avião que a Força Aérea Brasileira forçou a pousar em 31 de julho. A aeronave veio da Bolívia, cruzou Mato Grosso do Sul sem plano de voo, sem contato com o controle de tráfego aéreo e com matrícula não identificada.

Depois de dois caças A-29 Super Tucano dispararem tiros de advertência, o avião desceu numa pista improvisada a cerca de 200 quilômetros de Campo Grande e a tripulação sumiu antes da chegada da polícia. A investigação apura se a aeronave foi usada para tirar da Bolívia o grupo suspeito de matar um policial em San Matías, do outro lado da linha.

Uma operação sem data para acabar

O balanço de R$ 41,2 milhões é parcial. O Comando Militar do Oeste informou que a Jaguaretê-Oeste segue sem data definida para terminar, o que significa que os números tendem a ser revisados a cada novo levantamento.

Enquanto isso, a rotina no ar continua a cargo da Força Aérea. A FAB registrou queda de 82% nas interceptações aéreas depois que passou a trabalhar com inteligência prévia sobre as rotas do tráfego, um dado que mede o mesmo problema pelo lado do espaço aéreo. O próximo balanço da operação caberá de novo ao Comando Militar do Oeste.

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Carlos Menezes

Carlos Menezes

Meu nome é Carlos Menezes e escrevo sobre geopolítica, defesa, aviação, economia e setores estratégicos, buscando traduzir temas complexos de forma clara, direta e conectada ao impacto que eles têm no dia a dia do Brasil e do cidadão comum. No Sociedade Militar, meu compromisso é entregar informação prática, contexto relevante e análises que ajudam o leitor a enxergar além da manchete.