O Apronto Operacional de 4 de agosto marcou o início da Simulação Viva da Membeca 2026, com cerca de 2 mil militares, 200 viaturas, blindados, helicópteros e defesa antidrone.
O Exército Brasileiro entrou na fase mais pesada do seu maior treinamento do ano no Sudeste. O Apronto Operacional realizado em 4 de agosto marcou o início da Simulação Viva da Operação Membeca 2026, conduzida pelo Comando Militar do Leste no Rio de Janeiro, segundo o portal Defesa em Foco.
Os números da operação
A mobilização reúne cerca de 2 mil militares, aproximadamente 200 viaturas, blindados, helicópteros e sistemas de defesa antidrone. É o maior adestramento do Comando Militar do Leste no ano, e reúne numa mesma manobra tropas e meios que costumam treinar separados no dia a dia.
A Membeca já vinha sendo preparada havia semanas. O Sociedade Militar acompanhou o anúncio da mobilização de quase 2 mil militares e 200 viaturas ainda no fim de julho, quando a operação estava na fase de preparação.
O que é a Simulação Viva
No jargão militar, a Simulação Viva é a etapa em que a tropa sai do planejamento e do simulador e vai de fato a campo, com soldados, viaturas e armamento reais executando as manobras. É o teste mais próximo do combate que um exercício em tempo de paz consegue oferecer.
É nessa fase que se descobre o que funciona e o que falha, da comunicação entre unidades ao deslocamento dos blindados, passando pela capacidade de proteger a tropa contra ameaças novas, como os drones.
É também aqui que o comando testa a integração entre as diferentes armas, a infantaria, a cavalaria com seus blindados e a artilharia atuando num cenário único. Coordenar tudo isso ao mesmo tempo, sob pressão, é um dos maiores desafios de qualquer exército.
A defesa antidrone no centro
A presença de sistemas de defesa antidrone na Membeca não é detalhe. As guerras recentes mostraram tropas sendo atacadas por drones baratos, e treinar a proteção contra eles virou tão importante quanto treinar o uso do blindado, uma preocupação que atravessa a modernização da força terrestre brasileira.
Ao incluir esse componente num exercício de grande porte, o Exército sinaliza que a ameaça dos drones deixou de ser assunto distante e passou a fazer parte do adestramento comum da tropa.
Por que treinar no Rio
O Comando Militar do Leste tem sede no Rio de Janeiro e responde por uma das regiões mais densas e sensíveis do país. Exercícios desse porte servem tanto para manter a tropa pronta para a defesa quanto para as missões de apoio que o Exército pode ser chamado a cumprir, em desastres ou em operações de segurança.
A demonstração de capacidade também tem efeito para fora dos quartéis, num momento em que o tema da segurança e da presença das Forças Armadas em cenários internos volta e meia entra no debate público.
O que vem depois
Com a Simulação Viva em curso, a Membeca 2026 entra na reta em que os resultados começam a aparecer, com a avaliação do desempenho das unidades e dos equipamentos empregados. É desse balanço que saem as correções para os próximos exercícios e para o preparo real da força.
A Membeca faz parte do calendário anual de adestramento do Exército Brasileiro, que mantém as grandes unidades em ciclos de preparo para estarem prontas quando forem chamadas. Exercícios assim são o momento em que o planejamento no papel encontra a realidade do terreno.
O adestramento segue o calendário do Comando Militar do Leste, e a operação continua sendo o maior esforço de treinamento terrestre da região no ano, reunindo num só cenário a infantaria, os blindados e os novos sistemas de proteção da tropa. A expectativa da Força é que exercícios como a Membeca aproximem cada vez mais o treinamento das ameaças reais que o soldado pode encontrar, do combate convencional à guerra de drones vista nos conflitos atuais.
Já passou da hora de cercar as favelas e desarmar aqueles terroristas.