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A Força Aérea mais temida do mundo vai comprar 351 T-7A Red Hawk para renovar frota e aposentar T-38

Alisson Ficher
Por Alisson Ficher Atualizado em 20/09/2026 às 16:57·publicado em 20/09/2026
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A Força Aérea mais temida do mundo vai comprar 351 T-7A Red Hawk para renovar frota e aposentar T-38
T-7A Red Hawk: Força Aérea dos EUA prevê 351 jatos e 14 até agosto de 2027 para substituir o T-38 e modernizar o treinamento de pilotos.

Para declarar a capacidade operacional inicial do novo treinador, o comando americano precisa reunir aeronaves, instrutores qualificados e recursos liberados durante os testes. A transição será gradual, com o T-38 permanecendo em serviço enquanto a frota do Red Hawk cresce.

A Força Aérea dos Estados Unidos trabalha para reunir 14 T-7A Red Hawk até agosto de 2027, quantidade considerada necessária para que o novo treinador alcance a capacidade operacional inicial e comece a assumir de forma regular parte da missão hoje desempenhada pelo veterano T-38 Talon.

O cronograma foi detalhado pelo tenente-general Clark Quinn, comandante do Air Education and Training Command (AETC), durante a Air, Space & Cyber Conference. A Air & Space Forces Magazine informou que o 99th Flying Training Squadron, na Joint Base San Antonio-Randolph, no Texas, já recebeu os primeiros exemplares destinados à preparação da unidade.

Chegar a 14 aviões, porém, é apenas uma das condições estabelecidas pelo comando. Quinn também apontou a necessidade de 14 pilotos instrutores qualificados e da liberação, durante os testes de desenvolvimento, das capacidades exigidas para executar os perfis de voo que farão parte da formação.

O AETC já iniciou a qualificação dos profissionais que trabalharão com o novo treinador. Esse processo precisa acompanhar as entregas porque os jatos devem chegar com antecedência suficiente para que os instrutores acumulem experiência e preparem a estrutura destinada aos próximos pilotos e alunos.

Pelo planejamento apresentado por Quinn, Randolph deve continuar recebendo T-7A ao longo dos próximos meses. A expectativa é acelerar o fluxo para aproximadamente uma aeronave por mês a partir do início de 2027, ritmo necessário para alcançar o número previsto dentro do calendário operacional.

Os ensaios de voo também fazem parte dessa conta. Testes de desenvolvimento e avaliações operacionais precisam liberar os perfis necessários ao treinamento, permitindo verificar não apenas o funcionamento técnico da aeronave, mas sua adequação às tarefas que serão executadas por instrutores e alunos.

T-7A vai substituir treinador usado desde os anos 1960

O Red Hawk foi desenvolvido pela Boeing em parceria com a Saab para substituir o T-38 Talon, aeronave empregada há mais de seis décadas na formação avançada de pilotos militares americanos.

A mudança procura aproximar o treinamento do ambiente encontrado posteriormente em caças de quarta e quinta gerações. O T-7A utiliza uma cabine digital e foi concebido para preparar pilotos destinados a aeronaves com sistemas e perfis de missão diferentes daqueles existentes quando o T-38 entrou em serviço.

A necessidade dessa atualização ficou mais evidente à medida que a frota de combate incorporou modelos como F-35, F-22 e versões modernizadas do F-15 e do F-16. O treinamento avançado passou a exigir maior familiaridade com telas multifuncionais, sistemas digitais e cenários de missão mais complexos.

O programa de registro da Força Aérea prevê a aquisição de 351 T-7A, além dos recursos de treinamento em solo necessários para sustentar a operação. A substituição não ocorrerá de uma só vez, o que manterá o T-38 ativo durante parte da transição.

A infraestrutura também faz parte da renovação. Simuladores e equipamentos terrestres permitem transferir parte da preparação para ambientes de treinamento em solo, integrando essas atividades aos voos realizados posteriormente pelos alunos e reduzindo a dependência da aeronave para determinadas etapas.

Produção inicial acompanha formação dos instrutores

O avanço para produção ocorreu depois de uma fase de desenvolvimento marcada por mudanças no calendário. Questões técnicas relacionadas a sistemas como o assento ejetável e o software de controle de voo contribuíram para atrasar etapas que originalmente deveriam ter sido concluídas antes.

A Força Aérea autorizou a produção inicial após o programa alcançar o Milestone C, etapa do processo de aquisição militar que permite avançar para a fabricação em baixa cadência. Em seguida, foi anunciado um contrato para 14 aeronaves do primeiro lote de produção, além de peças, equipamentos de apoio e treinamento, conforme informou o Air Education and Training Command.

Esse primeiro lote coincide com a quantidade que o comando considera necessária para atingir a capacidade operacional inicial. A coincidência, porém, não elimina as demais exigências: os aviões precisam ser entregues em tempo hábil, os instrutores devem concluir sua qualificação e os perfis de treinamento precisam estar disponíveis.

Na Joint Base San Antonio-Randolph, o 99th Flying Training Squadron funciona como núcleo dessa transição. A unidade concentra a preparação dos profissionais que deverão transformar os primeiros exemplares disponíveis em uma estrutura capaz de sustentar treinamento regular e ampliar gradualmente o número de pessoas qualificadas no novo sistema.

O comando ainda avalia como a chegada do T-7A poderá afetar outras etapas da formação, mas não decidiu transferir ao Red Hawk funções atualmente executadas pelo T-6 Texan II. Quinn indicou que o AETC pretende acumular experiência operacional antes de alterar essa divisão do treinamento.

Até lá, a prioridade permanece concentrada na entrada do T-7A em operação regular e na substituição gradual do T-38 sem interromper o fluxo de formação. Agosto de 2027 continua sendo a meta para a capacidade operacional inicial, condicionada às entregas, à qualificação dos instrutores e à liberação das capacidades exigidas nos testes.

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