Bernardo Leal conquistou uma cadeira na Alerj pelo PP com 57.254 votos; delegado foi baleado na ação policial de outubro de 2025 e enfrentou cirurgias e internação prolongada antes de se recuperar.
O delegado Bernardo Leal, do Progressistas (PP), foi eleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro nas eleições de domingo, 4 de outubro de 2026. Ele recebeu 57.254 votos e conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).
O resultado foi noticiado em 5 de outubro pelo Metrópoles, portal de notícias que também recordou a participação do policial na operação nos complexos do Alemão e da Penha. Durante aquela ação, em 2025, Leal foi atingido por um disparo de fuzil e perdeu a perna direita. A eleição ocorreu menos de um ano depois do ferimento.
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Bernardo Leal foi baleado durante a Operação Contenção
A Operação Contenção ocorreu em 28 de outubro de 2025, nos dois complexos da Zona Norte da capital fluminense. Bernardo atuava como delegado assistente da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), unidade da Polícia Civil responsável pelo combate ao tráfico de drogas.
O disparo atingiu a região da veia femoral e provocou uma hemorragia grave. O policial recebeu atendimento inicialmente no Hospital Estadual Getúlio Vargas e depois foi transferido para o Hospital Samaritano, na Barra da Tijuca.

A gravidade do ferimento exigiu a amputação. A perda da perna foi uma das consequências da ação para os agentes que participaram dos confrontos e sobreviveram.
Socorro envolveu colegas e deslocamento de motocicleta
No relato divulgado após sua recuperação, o delegado contou que caiu imediatamente depois de sentir o impacto do tiro. O resgate ocorreu em uma área de mata, onde os colegas precisaram se mobilizar para retirá-lo.
Parte do deslocamento foi feita na motocicleta de um policial militar. Depois, durante o transporte em uma viatura, os agentes tentavam mantê-lo consciente enquanto seguiam para o hospital.
Leal relatou episódios de perda de consciência e disse que suas últimas lembranças antes do coma eram da chegada à unidade de saúde. O atendimento deu início a um período prolongado de internação e recuperação.
Recuperação exigiu nove cirurgias e cerca de 50 dias internado
O delegado permaneceu sete dias em coma, passou por nove cirurgias e ficou cerca de 50 dias internado. Ao despertar, ainda precisou compreender o que havia ocorrido e lidar com a amputação.
Em seu depoimento sobre a recuperação, ele descreveu o alívio de voltar para casa e a importância de retomar a convivência com os filhos. Também manifestou o desejo de voltar a trabalhar com sua equipe.
Durante a campanha eleitoral, o atendimento a policiais feridos em serviço e o apoio às famílias desses profissionais apareceram entre os temas divulgados por sua candidatura. Essas pautas se relacionam diretamente à experiência que viveu após a operação.
Ex-chefes das polícias também conquistaram mandatos
A reportagem do Metrópoles registrou a eleição de outros dois participantes do comando da operação. Felipe Curi, ex-secretário da Polícia Civil e candidato pelo PP, foi eleito deputado federal com 133.626 votos.
Marcelo de Menezes, ex-secretário da Polícia Militar, disputou a eleição pelo PL e conquistou uma cadeira na Alerj com aproximadamente 46,7 mil votos. Os dois comandavam as corporações na ação que, segundo o veículo, deixou 122 mortos.
Bernardo Leal chega ao resultado eleitoral depois de um período marcado pelo ferimento, pela internação e pela recuperação. Sua candidatura levou às urnas propostas relacionadas à assistência aos profissionais da segurança pública.
Com a eleição confirmada, essas propostas passam a integrar a agenda anunciada pelo futuro deputado estadual para sua atuação no Legislativo fluminense.
Que tipo de apoio aos policiais feridos em serviço deveria receber prioridade na Alerj: reabilitação, acompanhamento psicológico ou assistência às famílias? Compartilhe sua análise nos comentários.