Os KC-390 integram o reforço federal ao Amazonas, que inclui quatro aviões Air Tractor e dois helicópteros; 290 brigadistas já atuam no estado, com emergência reconhecida em 36 municípios.
A Força Aérea Brasileira (FAB) mobilizou dois KC-390 para apoiar o combate aos incêndios florestais no Amazonas, com início da operação previsto para segunda-feira, 12 de outubro. O anúncio foi divulgado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) na noite de sábado, dia 10.
Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, pasta à qual está vinculada a Defesa Civil Nacional, as aeronaves já estavam em deslocamento quando a informação foi publicada, às 21h29. A chegada a Manaus estava prevista para este domingo, dia 11.
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O envio dos aviões militares faz parte de uma resposta federal que combina reforço aéreo, brigadistas em campo e reconhecimento da situação de emergência para viabilizar o acesso a recursos.
KC-390 têm chegada prevista antes do início da operação
O cronograma anunciado estabelece duas etapas: o deslocamento até a capital amazonense no domingo e o início das atividades operacionais no dia seguinte. A participação da FAB amplia os meios mobilizados pelo governo federal para enfrentar os incêndios.
A missão dos KC-390 é parte do apoio ao Amazonas. O emprego das aeronaves deve ocorrer dentro da força-tarefa enviada ao estado, junto aos demais recursos destinados à resposta à emergência.
Quatro Air Tractor e dois helicópteros compõem o reforço aéreo
Além dos aviões da FAB, o MIDR informou a mobilização de outras seis aeronaves: quatro aviões Air Tractor e dois helicópteros. O conjunto anunciado corresponde a oito aeronaves destinadas ao apoio às ações no Amazonas.
Em terra, 290 brigadistas federais já atuam no estado. A mobilização acrescenta meios aéreos ao trabalho dessas equipes, que integram a resposta aos incêndios florestais.
Emergência em 36 municípios permite acesso a recursos federais
O reconhecimento federal da situação de emergência ocorreu no sábado, poucas horas depois da assinatura do decreto estadual. A decisão abrange 36 municípios amazonenses atingidos pelos incêndios.
De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, essa etapa era necessária para liberar recursos de órgãos federais destinados ao enfrentamento da crise. O reconhecimento foi realizado em caráter sumário, pelo procedimento mais ágil mencionado pela pasta.
O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, afirmou que as tratativas com o estado vinham ocorrendo havia semanas. Segundo ele, a Defesa Civil Nacional cobrou rapidez na decretação da emergência e no pedido de reconhecimento federal.
Waldez Góes foi enviado a Manaus para supervisionar a força-tarefa
O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, chegou ao Amazonas no início da noite de sábado para supervisionar a chegada do reforço nacional. O secretário Wolnei Wolff também desembarcou em Manaus.
Ao anunciar o apoio, Waldez afirmou que o governo disponibilizaria equipamentos, veículos, pessoal e recursos conforme as necessidades do enfrentamento aos incêndios.
Com a emergência reconhecida, a resposta federal passa a combinar o apoio administrativo e financeiro com a mobilização de aeronaves e equipes.
Para a FAB, a próxima etapa prevista no anúncio é o início da operação dos KC-390 na segunda-feira, após o deslocamento a Manaus.
Para quem conhece operações na Amazônia, qual estrutura de apoio em terra merece prioridade para que o reforço aéreo consiga manter o ritmo das missões? Compartilhe sua experiência nos comentários.