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Dois generais são eleitos e candidatos militares das Forças Armadas somam 185.869 votos no RJ; três da FAB voltam para a ativa

Robson Augusto
Por Robson Augusto Atualizado em 05/10/2026 às 08:40·publicado em 05/10/2026
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Dois generais são eleitos e candidatos militares das Forças Armadas somam 185.869 votos no RJ; três da FAB voltam para a ativa
Dois generais eleitos assumem o cargo na Câmara dos Deputados IA

Pazuello e Girão são reeleitos com campanhas milionárias; militares das Forças Armadas somam 185.869 votos no RJ e três candidatos da FAB voltam ao serviço ativo

O resultado final das Eleições 2026 confirmou dois oficiais-generais do Exército na Câmara dos Deputados: o General Pazuello (PL), reeleito pelo Rio de Janeiro, e o General Girão (PL), reeleito pelo Rio Grande do Norte. Foram os únicos candidatos militares das Forças Armadas eleitos, segundo os dados totalizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os demais candidatos ficaram de fora, alguns como suplentes. Dois deles, o Major Emmanuel e o Sgt Roksinaidy, ambos da Força Aérea Brasileira (FAB), voltam agora para o serviço ativo.

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Pazuello termina com 146.148 votos no Rio de Janeiro

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello encerrou a apuração com 146.148 votos, 1,65% dos válidos, e ficou na 10ª posição entre os 46 eleitos do Rio de Janeiro. O general recebeu R$ 3.091.989,27 em recursos líquidos de campanha, o maior volume entre os candidatos militares listados nesta reportagem.

Girão é o 5º mais votado do Rio Grande do Norte

O General Girão foi reeleito com 133.258 votos, 6,77% dos válidos, e terminou em quinto lugar no estado, que tem oito cadeiras na Câmara. O PL elegeu três deputados federais no Rio Grande do Norte. A campanha de Girão teve R$ 2.874.533,33 em recursos líquidos recebidos.

Candidatos militares das Forças Armadas para deputado federal somam 185.869 votos no RJ

Os oito candidatos militares das Forças Armadas que disputaram vaga de deputado federal pelo Rio de Janeiro somaram 185.869 votos. Pazuello, único eleito do grupo, concentrou 146.148 desses votos, cerca de 79% do total. Os outros sete candidatos reuniram, juntos, 39.721 votos.

A sargento do Exército e vereadora carioca Alana Passos (PL) foi a segunda mais votada do grupo, com 26.528 votos (0,30%), e ficou como suplente. A campanha dela recebeu R$ 1.511.629,92 em recursos líquidos.

Marcos Almeida (União) recebeu R$ 202.331,40 e terminou com 3.281 votos (0,04%), também como suplente. Wagner Coelho (DC) disputou as eleições sem nenhum recurso recebido, somou 4.423 votos (0,05%) e não foi eleito.

Os demais candidatos militares do grupo no estado tiveram os seguintes resultados:

Serafim (Avante): 2.874 votos (0,03%), não eleito
Sub Antônio Andrade (PT): 1.766 votos (0,02%), suplente
Alex Sabino (Novo): 559 votos (0,01%), suplente
Bispo Paulo Santos (Democrata): 290 votos (0,01%), não eleito

Na Alerj, Marcus Naval e Marcelo Sub do Judô ficam como suplentes, pró-menor tem candidatura anulada

Na disputa pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Marcus Naval (Agir) terminou com 4.577 votos (0,05%) e Marcelo Sub do Judô (Novo) com 1.330 votos (0,02%). Os dois ficaram com votação abaixo do necessário para uma cadeira e na listagem do TSE constam como suplentes.

O suboficial da FAB na reserva, que administra entidades de assistência a menores carentes, Carlinhos Pró-menor, ficou com 687 votos, mas teve a candidatura anulada por problemas na apresentação de documentos ao Tribunal Superior Eleitoral.

Hélio Lopes fica em 5º lugar na disputa pelo Senado em Roraima

O deputado federal Hélio Lopes (PL), subtenente da reserva do Exército Brasileiro, eleito duas vezes seguidas para reputado federal pelo Rio de Janeiro e com mandato até dezembro, terminou em quinto lugar na eleição para o Senado em Roraima, com 79.038 votos (12,97%), e não foi eleito. Sua campanha recebeu R$ 704.000,00 em recursos líquidos.

Major Emmanuel disputou sem recursos do partido

Em Roraima, o Major Emmanuel (PL), oficial da Força Aérea Brasileira, somou 4.098 votos (1,29%) para deputado federal e ficou como suplente. Ele não recebeu recursos do partido para a campanha.

A candidatura também enfrentou pressão política. Segundo apuração da Revista Sociedade Militar, o ministro da Defesa intercedeu junto ao presidente do PL para que a candidatura do oficial fosse retirada.

Mesmo assim, Emmanuel conseguiu concorrer e manteve o nome nas urnas até o fim após vencer o próprio partido na Justiça Eleitoral.

Sgt Roksinaidy relata sindicância ao voltar ao quartel

No Distrito Federal, o Sgt Roksinaidy (Mobiliza), sargento da Força Aérea Brasileira, terminou com 2.029 votos (0,12%) para deputado distrital e não foi eleito. O militar afirmou `Revista Sociedade Militar que, ao retornar ao quartel, poderá será alvo de uma sindicância.

Sargento Prates fica em 46º lugar em Mato Grosso do Sul

Na disputa pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, o Sargento Prates (PL), militar da reserva do Exército, somou 8.549 votos (0,60%) e terminou na 46ª posição, em um pleito com 24 vagas. Ficou como suplente. A campanha recebeu R$ 388.070,00 em recursos líquidos.

Minas Gerais

Em Minas Gerais, Coronel Evandro (PL) somou 3.100 votos (0,03%) e ficou fora das vagas. Coronel Henrique, militar do Exército na reserva com dois mandatos de deputado estadual, ficou com 52.948 votos, numericamente está eleito, mas a aleição ainda não está definida no estado.

Os outros candidatos militares

No Distrito Federal, Salve Jorge (Podemos), que também é militar da ativa, teve 4.598 votos (0,28%) para deputado federal e não foi eleito.

No Paraná, Subtenente Everton (Solidariedade) terminou com 667 votos (0,01%) e não foi eleito. Em Sergipe, Peter Costa (PL) recebeu 662 votos (0,05%) para deputado estadual e ficou como suplente.

Por que os três militares da FAB voltam para a ativa

A Constituição Federal, no artigo 14, parágrafo 8º, define as regras para o militar da ativa que se candidata. Quem tem mais de dez anos de serviço é agregado pela autoridade superior durante a disputa e só passa para a inatividade se for eleito, no ato da diplomação.

Como não foram eleitos, o major Emmanuel e os sargentos Salve Jorge e Roksinaidy retornam às suas funções na Força Aérea Brasileira. A condição de suplente, no caso de Emmanuel, não altera o retorno para o serviço ativo.

Dois generais eleitos, 3 militares da FAB de volta ao quartel

O balanço final mostra a força eleitoral concentrada em dois oficiais-generais do Exército que já tinham mandato e campanhas milionárias, além de um Coronel. Do outro lado, praças e oficiais intermediários disputaram com poucos ou nenhum recurso partidário, e três militares da Força Aérea Brasileira retornam agora à rotina da caserna.

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1 Comentário
Carlos Cesar
Carlos Cesar
05/10/2026 08:25

Em parte fora favorecidos com recursos maiores para campanha. Já em meio aos graduados, tenho que, é preciso definir candidatura única, para cada casa; falta inteligência para maior coesão.