Militar de 20 anos estava desaparecido desde sábado (17) e se apresentou à Polícia Civil em Goiana, Pernambuco. Jornalista Ricardo Antunes afirma que armamento furtado teria sido negociado para quitar dívidas pessoais; suspeita de ligação com organização criminosa também é investigada.
O fuzil e as 20 munições levados de um quartel do Exército Brasileiro em Pernambuco teriam sido vendidos por R$ 50 mil para o pagamento de dívidas pessoais. A informação foi divulgada pelo jornalista Ricardo Antunes, que atribuiu a descoberta a fontes consultadas durante a apuração do caso envolvendo um soldado de 20 anos.
O militar, Pedro Gabriel Bezerra do Nascimento, de 20 anos, estava desaparecido desde sábado (17 de outubro) e se apresentou à Polícia Civil na madrugada de quarta-feira (21), no município de Goiana, no litoral norte pernambucano.
A revelação sobre a possível venda muda o foco do episódio. O caso, inicialmente marcado pelo desaparecimento de um soldado com armamento militar, passa a envolver também a suspeita de comercialização clandestina de uma arma pertencente ao Exército.
Fuzil e munições teriam sido vendidos por R$ 50 mil
Segundo Ricardo Antunes, o soldado teria negociado o fuzil e as 20 munições para conseguir dinheiro e quitar dívidas pessoais.
A reportagem do jornalista afirma que a informação foi confirmada por fontes ouvidas durante sua apuração. Entretanto, a publicação não apresenta documentos que comprovem a transação nem identifica o suposto comprador.
O valor chama atenção por envolver um armamento militar que, conforme a denúncia, teria sido retirado irregularmente de uma organização do Exército Brasileiro.
A possível negociação acrescenta uma questão central à investigação: o destino do fuzil e das munições depois da saída do quartel.
Suspeita de ligação com organização criminosa surge na investigação
A reportagem de Ricardo Antunes também menciona a suspeita de que o soldado possa ter envolvimento com a Okaida, organização criminosa originária da Paraíba que, segundo o jornalista, tenta ampliar sua presença na região norte de Pernambuco.
Essa possível ligação, entretanto, permanece no campo das suspeitas. A fonte não apresenta confirmação oficial de participação do militar na organização nem estabelece que ela tenha adquirido o armamento.
O soldado foi localizado em Goiana, município situado a aproximadamente 62 quilômetros do Recife, onde prestava serviço militar.
Sua apresentação à Polícia Civil ocorreu por volta de 1h da madrugada de quarta-feira (21).
Advogado questionou o furto e mencionou possíveis ameaças
Outro ponto relevante é a posição apresentada pela defesa do militar.
Em entrevistas concedidas na quarta-feira (21), o advogado Jario Santos afirmou que ainda não se sabia se efetivamente havia ocorrido o furto do material e levantou a possibilidade de o jovem estar sofrendo ameaças.
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A versão apresentada pelo advogado contrasta com a informação divulgada por Ricardo Antunes sobre a suposta venda do fuzil para pagamento de dívidas.
O caso também envolve a companheira do soldado, grávida de dois meses. Segundo a publicação, ela foi detida na terça-feira (20), sob suspeita de participação no crime.
O militar aguarda o nascimento do primeiro filho.
A principal questão ainda sem esclarecimento, diante das informações divulgadas, é quem teria recebido o fuzil e as munições. A apresentação do soldado à polícia encerrou sua condição de desaparecido, mas não resolveu o paradeiro do armamento.