Uma encomenda internacional levou a Polícia Federal a identificar suspeitos de abastecer organizações criminosas com armamento pesado no Sul do Brasil. A investigação terminou com duas prisões, incluindo a de um homem que estava foragido da Justiça havia aproximadamente dez anos.
A carga saiu da Flórida, nos Estados Unidos, com destino a Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Dentro dela, agentes da Receita Federal encontraram dois fuzis escondidos.
A descoberta deu origem à Operação Carga Letal, deflagrada em 7 de outubro de 2026 para combater o tráfico internacional de armas destinadas ao crime organizado.
Dois fuzis escondidos em encomenda abriram caminho para investigação
O caso começou em maio, quando a Receita Federal identificou o armamento oculto na encomenda.
Em vez de encerrar a ocorrência com a apreensão, as autoridades aprofundaram as apurações para descobrir quem estava por trás do envio e qual seria o destino das armas.
Segundo a Polícia Federal, os agentes realizaram diligências durante a entrega da carga e recolheram materiais que ajudaram a identificar outros envolvidos.
As informações reunidas apontaram para suspeitos de fornecer armamentos a organizações criminosas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
Polícia Federal prende dois suspeitos; um estava foragido há dez anos
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), sediada em Santa Maria, coordenou a operação.
Os policiais cumpriram três mandados de busca e apreensão em Porto Alegre e Florianópolis, além de duas ordens de prisão preventiva.
Um dos detidos estava foragido havia cerca de uma década, detalhe também destacado pelo Metrópoles na cobertura da Operação Carga Letal.
A PF não informou os modelos ou calibres dos fuzis, a identidade dos responsáveis pelo envio nem quais grupos criminosos receberiam o armamento.
As autoridades também não divulgaram quantas remessas anteriores podem ter passado pelo mesmo esquema.
Tráfico de armas para facções revela diferentes formas de abastecimento no Brasil
A apreensão se soma a outros casos que expõem os caminhos usados para levar armamento de alto poder de fogo ao crime organizado.
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Em junho, uma operação contra o tráfico de fuzis, metralhadoras calibre .50 e lança-granadas mobilizou policiais em seis estados, durante investigações sobre o abastecimento ilegal de organizações criminosas.
Já em setembro, outra investigação apontou um cabo do Exército como suspeito de fornecer mil munições de fuzil, granadas e armas para facções.
Embora não exista ligação comprovada entre esses episódios, eles mostram diferentes modalidades de fornecimento clandestino de armas e munições no país.
Na Operação Carga Letal, a conexão com os Estados Unidos está documentada. O alcance da rede, porém, ainda é desconhecido.
A Polícia Federal não esclareceu se outras cargas conseguiram entrar no Brasil pelo mesmo esquema. Os investigadores continuam buscando novos envolvidos para determinar a dimensão do fornecimento ilegal de armas no Sul do país.