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Menina de 10 anos sequestrada pelo próprio pai pisca para policial militar em meio à chuva em Praia Grande, no litoral de São Paulo, patrulha retorna e prende homem procurado pela Justiça

Menina de 10 anos sequestrada pelo próprio pai foi resgatada em Praia Grande (SP) após fazer um sinal discreto a um policial militar. A patrulha retornou, abordou o suspeito e descobriu que ele era procurado pela Justiça.

Marcos
Por Marcos 09/10/2026 às 17:43
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Menina de 10 anos sequestrada pelo próprio pai pisca para policial militar em meio à chuva em Praia Grande, no litoral de São Paulo, patrulha retorna e prende homem procurado pela Justiça
Menina de 10 anos sequestrada pelo próprio pai foi resgatada em Praia Grande (SP) após fazer um sinal discreto a um policial militar. A patrulha retornou, abordou o suspeito e descobriu que ele era procurado pela Justiça.

Uma menina de apenas 10 anos, que estava desaparecida havia mais de duas semanas após ser sequestrada pelo próprio pai, foi resgatada pela Polícia Militar de São Paulo na madrugada de quarta-feira, 7 de outubro. O caso aconteceu em Praia Grande, no litoral paulista, depois que a criança conseguiu fazer um sinal discreto para um policial durante um patrulhamento sob forte chuva.

O gesto chamou a atenção da equipe, que decidiu verificar a situação. Durante a abordagem, os militares descobriram contradições na história contada pelo homem, de 37 anos, que acabou tentando fugir. Após ser capturado, os policiais constataram que havia um mandado de prisão em aberto contra ele.

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Menina piscou para policial militar quando patrulha passava pela rua

Segundo o relato da mãe, divulgado pelo UOL, a criança caminhava ao lado do pai quando percebeu a aproximação de uma viatura. Sem conseguir pedir socorro verbalmente, ela teria piscado para um dos policiais, tentando demonstrar que precisava de ajuda.

O militar percebeu que havia algo estranho e pediu ao companheiro que retornasse para verificar o que estava acontecendo. Naquele momento, o suspeito começou a apresentar explicações sobre a situação da menina, chegando a afirmar que a mãe dela havia morrido.

A versão era falsa. Conforme a mãe contou à imprensa, a criança continuou fazendo sinais discretos enquanto o homem conversava com os agentes, tentando indicar que a história apresentada não correspondia à realidade.

Cabo da Polícia Militar percebeu que havia algo errado com a criança

O policial identificado como cabo Alves, integrante do 45º Batalhão de Polícia Militar do Interior, participou da ocorrência e relatou o episódio em um vídeo divulgado pela própria corporação no dia 8 de outubro.

“Ela olhou pra mim e eu senti que tinha alguma coisa de errado”, declarou o militar, ao explicar o momento em que começou a desconfiar da situação. Segundo a Polícia Militar de São Paulo, a equipe também ficou intrigada com as condições das roupas da menina, que caminhava de mãos dadas com o adulto em meio à chuva intensa.

Durante a conversa, as respostas apresentadas pelo homem não coincidiam com as informações fornecidas pela criança. As contradições reforçaram as suspeitas dos militares, que decidiram aprofundar a verificação.

Homem tentou fugir durante a abordagem, mas foi alcançado pelos policiais militares

A abordagem aconteceu no bairro Guilhermina, quando a equipe encontrou o suspeito e a menina nas proximidades da Rua Argentina. Enquanto os policiais verificavam as informações, o homem tentou escapar a pé, provocando uma perseguição pelas ruas da região.

Os militares conseguiram alcançá-lo na Avenida Presidente Castelo Branco, nas proximidades da orla de Praia Grande. Após a captura, uma consulta aos sistemas policiais revelou a existência de um mandado de prisão pendente contra o suspeito.

Com o homem detido, a criança conseguiu explicar aos agentes que havia sido levada pelo próprio pai contra sua vontade e que a mãe procurava por ela. A ocorrência foi encaminhada à Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande.

Sequestro começou em setembro, após mãe ser ameaçada com arma de fogo

O desaparecimento teve início em 20 de setembro de 2026, no município de Barueri, na Grande São Paulo. Conforme as informações registradas pela polícia, o homem abordou a ex-companheira e a filha enquanto elas estavam na rua e teria ameaçado a mulher com uma arma de fogo.

As duas foram levadas para um hotel, onde a mãe teria sido dopada e agredida pelo suspeito. Depois das agressões, ele fugiu levando a criança e uma bolsa com objetos pessoais da mulher, incluindo um telefone celular.

A mãe recebeu atendimento médico, e a ocorrência foi registrada na Delegacia de Defesa da Mulher de Barueri. Desde então, a menina permaneceu longe da família, enquanto o pai passou por diferentes cidades.

Mãe ficou 12 dias sem notícias e recebeu ameaças envolvendo a própria filha

De acordo com informações divulgadas pela VTV News, a mulher passou 12 dias sem receber informações sobre o paradeiro da filha. Posteriormente, o ex-companheiro teria começado a telefonar exigindo dinheiro e fazendo ameaças.

Segundo o relato materno, o homem chegou a ameaçar matar a menina caso ela revelasse a alguém que estava sendo mantida contra sua vontade. Antes da prisão, ele estaria havia aproximadamente cinco dias em Praia Grande, vivendo em situação de rua com a criança.

Justiça já havia determinado que menina fosse localizada e entregue à mãe

Em 28 de setembro, a Justiça de São Paulo determinou a busca e apreensão da criança. A decisão, atribuída à 2ª Vara da Família e das Sucessões de Barueri, também concedeu a guarda unilateral da menina à mãe.

A medida judicial suspendeu provisoriamente o direito de convivência do pai com a filha, até nova determinação. Apesar disso, a criança continuava desaparecida, e sua localização só aconteceu após a intervenção dos policiais militares em Praia Grande.

Polícia encontrou celular da mãe e conseguiu localizar a família

Depois do resgate, os agentes descobriram que a menina estava com o telefone celular pertencente à mãe, levado durante o episódio ocorrido em Barueri. O aparelho permitiu que a equipe entrasse em contato com a família e comunicasse que a criança havia sido encontrada.

Segundo o relato divulgado pela imprensa, a mulher inicialmente acreditou que a ligação pudesse ser um trote. Ela só teve certeza de que a filha estava em segurança depois de participar de uma chamada de vídeo e conseguir vê-la.

A menina foi encaminhada a um pronto-socorro para avaliação médica. O Conselho Tutelar também foi acionado para acompanhar o atendimento e auxiliar no reencontro familiar.

Suspeito permanece à disposição da Justiça, enquanto Polícia Civil investiga o caso

O homem foi preso após a tentativa de fuga e levado à Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande. Além do mandado de prisão que já estava em aberto, a ocorrência foi registrada para apuração dos crimes de sequestro e cárcere privado.

A Polícia Civil continuará responsável pelas investigações e pela apuração das circunstâncias do desaparecimento. O caso também envolve denúncias de violência doméstica e agressões contra a mãe, registradas anteriormente em Barueri.

A atuação dos policiais do 45º Batalhão foi destacada pela própria corporação, que divulgou o testemunho do cabo Alves. Uma abordagem iniciada após a observação de uma situação suspeita terminou com o resgate de uma criança desaparecida havia mais de duas semanas e a prisão de um homem procurado pela Justiça.

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