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Militar prestes a ser executado em favela é resgatado no RJ. Fuzileiro naval é mais um na estatística da violência contra militares

Militar da Marinha do Brasil é resgatado amarrado e com escoriações por policiais em São Gonçalo, no Rio de Janeiro. O histórico de violência contra os militares.

JB Reis
Por JB Reis 12/10/2026 às 14:38
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Militar prestes a ser executado em favela é resgatado no RJ. Fuzileiro naval é mais um na estatística da violência contra militares
Imagem de operações de segurança pública no Rio de Janeiro. Foto gerada por IA

O resgate de um militar prestes a ser executado no Rio de Janeiro reacende o alerta para a vulnerabilidade de agentes das Forças Armadas e da violência contra militares.

O segundo-sargento fuzileiro naval Diogo de Araújo Félix de Souza foi resgatado por policiais militares na manhã deste domingo (11), na comunidade Jardim Catarina, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.

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De acordo com a Polícia Militar, agentes do 7º BPM (São Gonçalo) foram acionados para socorrer um homem que teria sido agredido por criminosos na comunidade.

Na Rua Expedicionário Moisés de Oliveira, os policiais encontraram o militar com escoriações pelo corpo e o encaminharam ao Hospital Estadual Alberto Torres.

O sargento estava amarrado e, segundo informações da CNN, prestes a ser vítima de execução. Ainda não há informações sobre o estado de saúde do militar da Marinha do Brasil.

Prisões efetuadas e apreensões na comunidade

Durante a ação na região, os policiais prenderam quatro suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas.

Com eles, a polícia apreendeu três rádios transmissores, material entorpecente e uma motocicleta.

Segundo a matéria da CNN, a ocorrência foi apresentada na 74ª DP (Alcântara).

O dramático histórico de violência contra militares no Rio de Janeiro

Desde 2018 que episódios como esse de violência contra militares se tornaram recorrentes no Rio de Janeiro.

Em junho daquele ano, um sargento da PM entrou por engano na comunidade Kelson’s, na Penha, Zona Norte do Rio. Os agressores o levaram para dentro da favela.

Segundo as reportagens da época, ele sofreu agressões com socos, chutes e pedaços de madeira.

O policial acabou sendo libertado após os criminosos saberem que as forças de segurança preparavam uma operação para resgatá-lo.

Casos anteriores de militares levados por criminosos

No ano anterior, dezembro de 2017, criminosos levaram um major da Polícia Militar para a comunidade do Anaia, em São Gonçalo.

Durante uma operação policial, militares o encontraram amarrado no porta-malas do próprio carro.

Em depoimento, o major relatou que ele e a mulher que o acompanhava sofreram ameaças e que foram vítima de espancamento.

Também em 2017, um soldado da PM foi sequestrado por traficantes em São João de Meriti e resgatado por policiais do 21º BPM.

Outros registros de sequestros em áreas conflagradas

Em 2022, o major da PM reformado Vinícius de Almeida foi sequestrado e morto por traficantes após fotografar barricadas.

Também em 2020, um policial entrou por engano na comunidade Cidade Alta, em Cordovil, e foi resgatado por equipes da PM após um confronto com criminosos.

Cronologia de violência contra militares no Rio de Janeiro

Abril de 2018 — Inhaúma, Rio: um sargento da PM foi sequestrado por traficantes quando passava de carro perto do Morro do Engenho, na Zona Norte. Segundo a reportagem do Extra, ele foi resgatado após ser levado para uma comunidade.

Julho de 2019 — Complexo da Maré, Rio: um policial militar foi sequestrado e levado para o complexo, na Zona Norte.

Outubro de 2019 — Guadalupe, Rio: um policial militar foi sequestrado por suspeitos apontados como traficantes da comunidade Gogó da Ema.

Março de 2020 — Manguinhos, Rio: um PM sequestrado por criminosos foi levado para a comunidade Mandela I e, segundo o jornal Meia Hora, liberado sem ferimentos pouco depois.

Maio de 2024 — Maricá: o cabo da PM Alexandre Silva de Lima foi sequestrado após ser levado para a comunidade do Risca Faca, em Inoã. As buscas não terminaram em resgate: o corpo do policial foi identificado dias depois, após ter sido encontrado carbonizado.

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