Otaviano Pivetta pretende cobrar do governo federal uma atuação mais efetiva dos militares na fronteira. O governador afirma que a vigilância da região é uma responsabilidade nacional e considera o reforço essencial para reduzir a criminalidade em Mato Grosso.
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), pretende procurar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para cobrar maior presença das Forças Armadas na fronteira com a Bolívia. A proposta envolve aproximadamente 900 quilômetros de divisa e prevê a participação do governo estadual com equipamentos modernos de vigilância.
Segundo informações publicadas pelo Olhar Direto, em 1º de novembro, Pivetta considera que a fiscalização da fronteira precisa receber atenção direta da União, especialmente diante da atuação de organizações criminosas na região.
Governador quer militares brasileiros na fronteira
Pivetta argumenta que a extensão territorial da fronteira exige uma participação federal mais efetiva. Para ele, Mato Grosso não pode assumir sozinho a responsabilidade pela vigilância de uma divisa internacional.
O governador declarou que pretende conversar diretamente com Lula para defender o emprego das Forças Armadas na região, buscando reforçar o controle territorial e dificultar a circulação de organizações criminosas.
Mato Grosso promete fornecer tecnologia de vigilância
A proposta também inclui uma parceria tecnológica. Pivetta afirmou que o governo estadual está disposto a oferecer equipamentos modernos para apoiar as atividades de fiscalização.
A participação militar, entretanto, depende de decisões federais e de coordenação com os órgãos de segurança. A atuação das Forças Armadas na faixa de fronteira possui atribuições legais específicas, mas não substitui automaticamente o trabalho das polícias.
Combate às facções continuará no Estado
Pivetta também defendeu a continuidade do programa Tolerância Zero, desenvolvido pelo governo estadual para enfrentar as facções criminosas.
Segundo o governador, os indicadores de segurança apresentam reduções em diferentes modalidades de crime, embora ele reconheça que Mato Grosso ainda precisa avançar.
O próximo passo anunciado é a articulação com o presidente Lula. A proposta coloca em discussão o papel das Forças Armadas na proteção da fronteira e a possibilidade de ampliar a cooperação entre a União e Mato Grosso.