Um jato executivo Learjet 60 caiu em uma movimentada avenida em uma área residencial no condado de Palm Beach, na Flórida, Estados Unidos, no domingo, dia 1º de novembro de 2026, a cerca de nove quilômetros de uma propriedade que o presidente Donald Trump costuma usar como uma espécie de residência e escritório não oficial.
O acidente aconteceu dias depois de o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) instalar sistemas terrestres de defesa antiaérea e equipamentos de combate a drones nos arredores da propriedade, assim como no Aeroporto Internacional de Palm Beach, que recentemente teve o nome alterado para Donald J. Trump a pedido do presidente.
A instalação dos sistemas teria acontecido a pedido do Serviço Secreto americano, segundo a mídia do país.
Não há informações sobre uma possível relação entre o acidente e a presença dos armamentos antiaéreos na região. A queda do Learjet foi capturada por diversas câmeras e chamou atenção pela violência do impacto, com o jato mergulhando em direção ao solo em grande velocidade e causando uma enorme bola de fogo.
O impacto abriu uma cratera no chão, conforme mostram imagens compartilhadas em redes sociais. Segundo informou a CNN, nove pessoas morreram, todas ocupantes da aeronave.
A Administração Federal de Aviação (FAA) informou que o jato executivo havia partido do Aeroporto Internacional Austin-Bergstrom, no Texas, e tinha como destino as Bahamas, na península da Flórida.
Tripulação informou formação de gelo
De acodo com a CNN, minutos antes do acidente, o jato estava em altitude de cruzeiro a cerca de 41 mil pés (12 quilômetros), quando piloto do Learjet informou ao controle aéreo acúmulo de gelo na estrutura, uma temperatura externa de -47 graus Celsius e turbulência moderada, com forte oscilação de altitude.
Pouco tempo depois, a tripulação solicitou autorização para subir e escapar das condições meterológicas. Em seguida, o avião parece ter entrado em um mergulho em direção ao solo, perdendo altitude rapidamente, e a tripulação declarou Mayday, código internacional radiotelefônico de socorro máximo na aviação e na navegação, indicando perigo à vida dos tripulantes.
Uma gravação de áudio atribuída ao contato dos controladores com a aeronave indica uma voz feminina, que seria da piloto do Learjet, informando que o avião estava caindo em uma situação de excesso de velocidade, em uma razão de 10 mil pés (cerca de 3 quilômetros) por minuto.
Pouco depois da piloto afirmar que o avião atingiria o solo, a gravação é encerrada. O avião perdeu cerca de 27 mil pés de altitude, equivalentes a 8,2 quilômetros, em aproximadamente um minuto, antes de desaparecer dos sistemas de rastreamento.
Sistemas antiaéreos foram instalados há poucos dias
Segundo informou o site The War Zone (TWZ), os Sistemas de Defesa Aérea de Curto Alcance (SHORADS) AN/TWQ-1 Avenger, montados sobre veículos Humvee do Exército dos EUA, foram posicionados nas proximidades da propriedade de Trump em Mar-a-Lago, bem como no Aeroporto Internacional Donald J. Trump, situado a cerca 4,8 quilômetros, há cerca de duas semanas.
Os mísseis Stinger lançados por esses sistemas utilizam sensores infravermelhos para perseguir o calor emitido pelo alvo. Isso permite engajar helicópteros, aeronaves e determinados veículos aéreos não tripulados.
A presença desses sistemas não teve nenhuma justificativa oficial definida, mas há preocupações intensificadas com a segurança do presidente, segundo o TWZ, especialmente por ameaças advindas do Irã, país com o qual os EUA seguem em guerra desde fevereiro.
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Também podem existir preocupações elevadas com a segurança em torno das eleições de meio de mandato, que definem as cadeiras do Congresso e dos governos de 36 estados e 3 territórios.
O Serviço Secreto dos EUA informou ao TWZ que atua em um ambiente de ameaça elevada, e adapta continuamente as operações de proteção para incorporar ferramentas, tecnologias e métodos de ponta, a fim de resguardar as pessoas sob sua proteção.
Fotos mostram dois sistemas Avenger instalados em uma plataforma flutuante na lagoa Lake Worth, junto à costa de Mar-a-Lago, e um terceiro na praia. As medidas incluem sistemas de rápida implementação, concebidos para reagir a ameaças de drones ou a incursões em curso.
Estes kits integram sensores passivos e ativos, tais como câmeras eletro-ópticas e infravermelhas, radares e sistemas de apoio eletrônico, que auxiliam na detecção, classificação e rastreamento de drones. Sistemas de guerra eletrônica também podem ser empregados como parte desses kits de resposta rápida.
Espaço aéreo patrulhado na região
A região de Mar-a-Lago tem segurança reforçada quando o presidente Donald Trump está presente no local. A propriedade de luxo conta com uma área de cerca de 7 hectares, e abriga uma mansão com mais de 120 cômodos e um resort. O presidente costuma usar o local para receber autoridades e representantes da alta sociedade.
O espaço aéreo também é constantemente vigiado. No final de outubro, um caça F-16 do NORAD interceptou uma aeronave da aviação geral sobre Palm Beach após a aeronave entrar na área de Restrição Temporária de Voo, conforme comunicado à imprensa após o ocorrido.
A aeronave civil estabeleceu comunicação e saiu do espaço aéreo restrito com segurança, cumprindo integralmente as instruções de voo.