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Uma vela acesa na escuridão levou militares da Marinha até homem ilhado havia três dias, sem água e comida, no Rio Grande do Sul

Thaís Souza
Por Thaís Souza 06/11/2026 às 20:39
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Uma vela acesa na escuridão levou militares da Marinha até homem ilhado havia três dias, sem água e comida, no Rio Grande do Sul
Créditos: Imagem ilustrativa criada por IA para uso editorial.

Durante as enchentes de maio de 2024, Eduardo, de 45 anos, foi encontrado em Canoas após militares avistarem uma luz fraca; moradores acompanhavam a equipe e ajudavam a navegar pelas ruas inundadas.

Uma luz fraca chamou a atenção de uma equipe da Marinha durante um resgate em Canoas, no Rio Grande do Sul, quando já escurecia em 5 de maio de 2024. Ao investigar de onde vinha a chama de uma vela, os militares encontraram Eduardo, de 45 anos, que contou estar ilhado havia três dias, sem água e sem comida.

O morador pediu ajuda, embarcou com os pertences que conseguiu levar e foi retirado da área inundada. Seu destino foi um abrigo. A história foi relatada pelo segundo-sargento fuzileiro naval Renan Barbieri Tozzi à Agência Marinha de Notícias, veículo de comunicação da Força, em reportagem publicada em 31 de maio daquele ano.

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A luz apareceu quando os chamados ficavam sem resposta

Com a chegada da escuridão, a visibilidade diminuía e o deslocamento ficava mais arriscado. Os chamados por voz e os apitos estavam sem resposta.

Foi nesse momento que os militares perceberam o ponto de luz e decidiram verificar sua origem. Após um novo chamado, Eduardo se aproximou e pediu socorro.

Eduardo foi levado até a margem e encaminhado a um abrigo

Ao encontrar os militares, Eduardo relatou o período que havia passado sem acesso a água e comida. Ele recolheu o que conseguiu transportar e subiu na embarcação, que o levou até a margem para o encaminhamento a um local seguro.

“Eu estava perdendo as esperanças”, disse o morador no depoimento reproduzido pela Agência Marinha de Notícias. Ele também manifestou alívio por ter sido visto na escuridão e por poder seguir para um abrigo depois da retirada.

Moradores guiavam a embarcação entre obstáculos submersos

Os civis que acompanhavam a missão ajudavam a reconhecer caminhos e a identificar canteiros, cercas e outros obstáculos cobertos pela enchente. O conhecimento das ruas auxiliava os militares a conduzir a embarcação sem atingir estruturas escondidas pela água.

Segundo Barbieri, alguns moradores resistiam a sair por receio de saques ou por incerteza sobre onde ficariam. Animais acorrentados ou ariscos também exigiam atenção.

Outras equipes retiraram famílias e transportaram oxigênio naquele domingo

O trabalho em Canoas ocorria junto a ações em diferentes municípios gaúchos. Conforme registro do Comando do 5º Distrito Naval referente a 5 de maio, fuzileiros navais resgataram um recém-nascido e sua família na localidade de Santa Rita, em Guaíba.

Na mesma data, um helicóptero UH-12 do esquadrão de emprego geral do Sul resgatou 24 pessoas em Eldorado do Sul e Canoas. Outra aeronave, um UH-15, transportou 1.500 quilos de cilindros de oxigênio entregues à Secretaria Municipal de Saúde de São Jerônimo. Equipes das capitanias também retiravam desabrigados de áreas de perigo na região metropolitana de Porto Alegre.

A mobilização havia começado antes daquele domingo. Em 30 de abril, a Capitania Fluvial de Porto Alegre enviara militares, viaturas e embarcações para apoiar a população. No dia seguinte, o Ministério da Defesa ativou o Comando Operacional Conjunto Taquari 2 para o emprego das Forças Armadas nos municípios em calamidade.

Para Eduardo, a saída da área alagada começou quando a equipe decidiu investigar a pequena chama. O pedido de ajuda foi ouvido e a travessia terminou com sua retirada em segurança.

No relato do sargento, o resgate também teve a participação de moradores que continuaram ajudando mesmo com suas próprias comunidades atingidas. Eles acompanharam os militares pelos caminhos que a enchente havia encoberto.

Como o conhecimento dos moradores pode ser melhor aproveitado pelas equipes militares em resgates durante enchentes? Compartilhe sua avaliação nos comentários.

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