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Enorme botim: 10 aviões e 154 tanques do exército russo capturados em questão de dias

O exército sírio sofre baixas históricas, com tanques russos e sistemas de defesa aérea neutralizados. A oposição desafia o apoio de Moscou ao regime, marcando uma virada no conflito

por Marcos
05/12/2024
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Os novos confrontos na Síria intensificaram-se drasticamente desde 27 de novembro de 2024, com batalhas intensas nas principais províncias do norte. As forças da oposição, lideradas por Hay’at Tahrir al-Sham [HTS] e grupos apoiados pela Turquia, lançaram uma ofensiva em larga escala contra as áreas controladas pelo exército do governo em Idlib, Alepo e Hama.

Seus avanços rápidos resultaram na captura de territórios importantes, incluindo partes de Alepo, marcando a primeira grande ofensiva dessa escala desde o cessar-fogo de 2020. O governo sírio, apoiado por ataques aéreos russos, respondeu com ferocidade, atacando áreas controladas pela oposição e causando grandes baixas civis e deslocamentos.

Uma nova ofensiva e o impacto humanitário na Síria

As Nações Unidas informaram sobre um rápido agravamento da situação humanitária, com mais de 48 mil pessoas deslocadas e infraestruturas críticas destruídas nas regiões afetadas.

Enquanto os combates continuam, o Exército Árabe Sírio de Assad sofreu perdas notáveis de pessoal e território, refletindo os desafios cada vez mais intensos enfrentados pelo regime em meio ao conflito em andamento. Esses eventos sinalizam um ponto de virada crítico na prolongada guerra da Síria, com amplas implicações para a região e sua população.

Os confrontos em curso na Síria têm sido devastadores para os recursos militares do regime de Assad, com perdas de equipamento sem precedentes em apenas nove dias. As forças de oposição desferiram golpes severos contra o Exército Árabe Sírio (EAS).

35 aircraft seized

Aero L-39 Albatros: 24
MiG-23: 9
Mi-8/17: 1
Ababil-3: 1

Aero L-39 Albatros (1/2) pic.twitter.com/YiurLTVEBk

— Mintel World (@mintelworld) December 4, 2024

Entre as perdas mais notáveis estão 35 aeronaves, tanto de asa fixa quanto rotativa, e 154 tanques de diversos modelos, destacando a vulnerabilidade das forças de Assad sob pressão contínua.

As perdas de aeronaves incluem 24 aviões de treinamento e ataque leve Aero L-39 Albatros, que por muito tempo serviram como pilar das operações aéreas do regime, mas que não são adequados para o combate intenso contra as modernas ameaças terra-ar.

Nove aviões de combate MiG-23, anteriormente fundamentais para os esforços de superioridade aérea do EAS, foram derrubados, o que paralisou ainda mais suas capacidades operacionais.

Além disso, também foram destruídos um helicóptero de transporte Mi-8/17, um componente crítico para a mobilidade e reabastecimento de tropas, e um drone Ababil-3 de fabricação iraniana utilizado para reconhecimento.

Essas perdas aéreas refletem uma degradação significativa na capacidade do regime de apoiar as operações terrestres e manter a vigilância do campo de batalha.

As perdas significativas do Exército Árabe Sírio no campo de batalha

A perda de 154 tanques enfatiza ainda mais a gravidade da situação. Entre as unidades destruídas, 64 tanques T-55, relíquias de uma era anterior, mostraram-se especialmente vulneráveis ao armamento avançado da oposição. Os tanques T-72, mais modernos, representaram 51 das perdas, um golpe na espinha dorsal das forças blindadas de Assad.

Até mesmo cinco tanques T-90 de alta tecnologia, alguns dos ativos mais capazes e protegidos do regime, foram neutralizados, indicando que nenhuma plataforma era invulnerável nesse conflito.

A destruição de 21 tanques T-62 e quatro tanques não identificados destaca o impacto generalizado nas divisões blindadas do EAS, colocando em dúvida sua capacidade de conduzir ofensivas em larga escala.

Além de perdas significativas em aeronaves e tanques, o Exército Árabe Sírio [EAS] sofreu danos severos em outros sistemas de combate vitais, reduzindo ainda mais sua eficácia operacional.

Entre os mais afetados estão os veículos blindados de combate, plataformas de artilharia e sistemas de suporte essenciais para sustentar operações terrestres no intenso ambiente do conflito.

Os veículos blindados de combate foram dizimados, com 79 veículos de combate de infantaria BMP-1 destruídos, representando um golpe substancial na capacidade do EAS de transportar e apoiar tropas em áreas disputadas.

Também foi perdido um único BMP-2, uma variante mais moderna, além de quatro veículos de reconhecimento BRM-1K e um único veículo blindado de reconhecimento BRDM-2, reduzindo as capacidades de reconhecimento do regime no campo de batalha.

Entre os veículos de transporte de pessoal estão um BTR-70 e um BTR-80, além de quatro MT-LB. Até mesmo veículos especializados, como três SAV 4×4 e dois APC Tigr-M, foram neutralizados, destacando a ampla degradação dos sistemas de mobilidade e proteção do EAS.

O regime também perdeu artilharia autopropulsada e sistemas de lançadores múltiplos de foguetes, cruciais tanto para operações ofensivas quanto defensivas. Entre as perdas mais notáveis estão 16 obuseiros autopropulsados 2S1 Gvozdika e um único 2S3 Akatsiya, ambos essenciais para fornecer apoio de artilharia rápida.

Também foram destruídos sistemas de foguetes de múltiplos canos, como o BM-21 Grad [14 unidades], o BM-27 Uragan [1 unidade] e o BM-30 Smerch [2 unidades], reduzindo a capacidade do EAS de realizar bombardeios de larga escala. Cinco plataformas MLRS Tipo-63, junto com 20 canhões de campanha M1954 [M-46], ressaltam ainda mais a magnitude do desgaste da artilharia.

Os sistemas tradicionais de artilharia também não foram poupados. Foram perdidos ainda quatro obuseiros D-20, 17 obuseiros D-30 e cinco unidades M-30 M1938, refletindo a vulnerabilidade dos sistemas rebocados na guerra moderna.

Ababil-3 pic.twitter.com/jd5E21utl4

— Mintel World (@mintelworld) December 4, 2024

As perdas de veículos de suporte especializados, como três veículos blindados de recuperação BREM-1 e dois tanques de engenharia VT-55, indicam que a capacidade do EAS de recuperar e reparar equipamentos sob fogo está agora gravemente comprometida.

Além das perdas em veículos blindados, tanques e artilharia, os sistemas de defesa aérea da Síria sofreram golpes críticos que impactaram significativamente sua capacidade de se defender de ameaças aéreas.

O Exército Árabe Sírio [EAS] perdeu vários componentes-chave de sua infraestrutura de defesa aérea, enfraquecendo sua já frágil postura defensiva.

Entre as perdas mais importantes está o radar SNR-125, que fazia parte integrante do sistema de mísseis terra-ar S-125, espinha dorsal da rede de defesa aérea da Síria. A destruição desse sistema de radar prejudica gravemente a capacidade do exército sírio de detectar e atacar aeronaves inimigas, tornando seu espaço aéreo mais vulnerável a ataques aéreos.

Além disso, a perda do radar Podlet 48Y6-K1, utilizado para detectar e rastrear alvos de baixa altitude, enfraquece ainda mais a defesa em camadas contra incursões aéreas. Essa perda é particularmente preocupante, dada a função do Podlet em rastrear ameaças rápidas, como mísseis e drones, frequentemente utilizados na guerra moderna.

O regime também perdeu um sistema de guerra eletrônica e radar desconhecido, que provavelmente desempenhava um papel crítico ao interferir e interromper os sistemas de comunicação e radar do inimigo.

A destruição dessa plataforma de guerra eletrônica aumenta a vulnerabilidade da rede de defesa aérea síria, reduzindo sua capacidade de mitigar as táticas de guerra eletrônica empregadas pelas forças da oposição.

Tigr-M 4×4 APC pic.twitter.com/qf8nMlZ12I

— Mintel World (@mintelworld) December 4, 2024

A fragilidade das defesas aéreas e terrestres do exército sírio

Em conjunto, essas perdas representam um golpe devastador para as já sobrecarregadas capacidades de defesa aérea da Síria. Com esses sistemas-chave fora de serviço, o exército sírio está agora muito mais exposto a ataques aéreos de precisão e mísseis, complicando seus esforços para defender seu território e proteger infraestrutura crítica.

Por fim, o Exército Árabe Sírio sofreu perdas significativas em seus sistemas de defesa aérea, cruciais para salvaguardar o espaço aéreo do país.

Entre essas perdas está o 9K35 Strela-10, um sistema de defesa aérea de curto alcance projetado para proteger contra alvos de baixa altitude, como drones e mísseis. Sua destruição deixa a Síria mais vulnerável a esses tipos de ataques.

Também foi perdido um dos componentes-chave da rede de defesa aérea da Síria, o BUK-M1 9K37M1. Este sistema era vital para interceptar ameaças de alta altitude e velocidade, como caças e mísseis balísticos, e sua perda é um duro golpe para a capacidade da Síria de proteger locais estratégicos e posições militares.

Além disso, a destruição do Pantsir S-1, um moderno sistema de defesa aérea que combina mísseis e artilharia, enfraquece ainda mais a capacidade da Síria de conter ataques aéreos.

Outras perdas críticas incluem três lançadores do sistema S-125 Pechora, que forneciam proteção aérea em profundidade, bem como doze canhões antiaéreos autopropulsados ZSU-23-4 Shilka, que desempenhavam um papel importante na defesa contra alvos de baixa altitude e helicópteros.

Em conjunto, essas perdas nos sistemas de defesa aérea criam lacunas operacionais significativas em regiões-chave, dificultando ainda mais para as forças sírias se defenderem de ataques aéreos.

Essas perdas não apenas ilustram os desafios táticos enfrentados pelo governo sírio, mas também significam uma crise operacional mais ampla. A dependência do EAS de equipamentos ultrapassados e cadeias de suprimentos limitadas, agravada por vulnerabilidades logísticas

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