Cinco generais do Exército Brasileiro disputaram cargos nas Eleições 2026, e apenas dois foram eleitos, segundo os resultados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eduardo Pazuello (PL-RJ) e Girão (PL-RN) garantiram vaga na Câmara dos Deputados. Peternelli (União-SP) e Hermeson (Republicanos-PR) ficaram na suplência, e Guilherme Theophilo (Novo-CE) terminou em sexto lugar na disputa pelo Senado no Ceará.
Os cinco receberam juntos 306.133 votos. Pazuello e Girão respondem por 279.406 deles, 91% do total.
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Pazuello se reelege, mas perde 59 mil votos
Ex-ministro da Saúde do governo Jair Bolsonaro, o General Pazuello foi o mais votado entre os generais, com 146.148 votos para deputado federal no Rio de Janeiro, 1,65% dos válidos.
O resultado garante o segundo mandato, mas fica bem abaixo da estreia nas urnas. Em 2022, Pazuello recebeu 205.324 votos e foi o segundo deputado federal mais votado do estado. A diferença é de 59.176 votos, uma queda de 28,8% em quatro anos.
Girão amplia votação no Rio Grande do Norte
O General Girão seguiu o caminho inverso. Com 133.258 votos, 6,77% dos válidos, conquistou mais um mandato de deputado federal pelo Rio Grande do Norte.
Na primeira eleição, em 2018, pelo PSL, Girão teve 81.640 votos. A votação de 2026 é 63% maior que a da estreia. Pouco dias antes das eleições o oficial foi pressionado por um delegado da policia federal por causa de exibição na rua de um boneco inflável batizado de “pixuleco”, o caso gerou grande repercussão nas redes sociais.
Peternelli perde 96,8% dos votos em oito anos
O General Peternelli chegou à Câmara em 2018 pelo PSL, com 74.190 votos em São Paulo, 0,35% dos válidos. Em 2022, já pelo União Brasil, recebeu 17.589 votos, queda de 76,3%, e não conseguiu se reeleger. Em 2026, pelo mesmo partido, teve 2.357 votos, 0,01% dos válidos no maior colégio eleitoral do país, e ficou como suplente.
Em oito anos, o oficial general, da mesma turma da AMAN que seu colega General Girão, perdeu 71.833 votos. A votação de 2026 equivale a 3,2% da que o elegeu em 2018.

General Hermeson tem 152 votos no Paraná
O menor desempenho entre os generais foi o do General Hermeson (Republicanos), candidato a deputado federal no Paraná. Recebeu 152 votos, 0,01% dos válidos, e aparece como suplente por causa da votação da legenda.
Entre os 61 candidatos ligados à caserna mapeados pela Revista Sociedade Militar nesta eleição, 53 tiveram mais votos que ele.
Theophilo fica em sexto no Ceará
A disputa mais ambiciosa entre os generais foi a de Guilherme Theophilo. Presidente do Novo no Ceará e ex-secretário nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça, ele concorreu a uma das duas vagas do estado para o Senado.
Recebeu 24.218 votos, 0,25% dos 9.715.006 votos válidos. Ficou em sexto lugar entre oito candidatos, atrás de Catarina Matos (UP), que teve 39.185.
As duas vagas ficaram com Cid Gomes (PSB), com 3.033.562 votos, e Luizianne Lins (Rede), com 2.822.806. Capitão Wagner (União) foi o terceiro, com 2.011.388, e Alcides Fernandes (PL) o quarto, com 1.776.782.
Pra se ter uma ideia da performance eleitoral do general, os votos em branco para o Senado no Ceará, 845.706, foram 35 vezes a votação do general. Em 2018, Theophilo havia disputado o governo do estado pelo PSDB, e Camilo Santana (PT) se reelegeu em primeiro turno.
Patente no nome de urna não garantiu votos
Os dois generais eleitos, Girão e Pazuello, já tinham mandato na Câmara e base consolidada no estado. Os outros três somaram 26.727 votos, cerca de um quinto do que Girão recebeu sozinho.
Pazuello e Girão iniciam em fevereiro de 2027 o segundo e o terceiro mandato respectivamente. Peternelli, que oito anos atrás dividia o plenário com os dois, sai de 2026 com apenas 2.357 votos e sem cargo.
Nenhum dos eleitos representa ou representará os praças, mas tem muitos graduados que acham que eles farão alguma coisa em prol dos “estamentos inferiores”…infelizmente!