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Marinha do Brasil entra em operação naval com 7 países, 600 militares e 8 navios para enfrentar catástrofe simulada no Pacífico

Desembarques, resgates em áreas destruídas e evacuação de feridos colocarão forças navais à prova em uma cidade marcada por um terremoto que matou centenas de pessoas.

Marinha do Brasil entra em operação naval com 7 países, 600 militares e 8 navios para enfrentar catástrofe simulada no Pacífico
Operação de desembarque anfíbio durante a SOLIDAREX 2024, no Peru. A edição de 2026 está prevista para reunir sete países, cerca de 600 militares e oito navios no Equador. Foto: U.S. Navy / Jacob Sippel

A Marinha do Brasil se prepara para integrar uma operação multinacional na costa do Equador, onde militares de diferentes países terão de atuar de forma coordenada em terra e no mar. O treinamento começa em 21 de outubro e exigirá uma resposta conjunta diante de uma emergência de grandes proporções.

Batizado de SOLIDAREX V 2026, o exercício acontecerá na cidade de Manta, com atividades previstas até o dia 23. A mobilização reunirá Brasil, Equador, Chile, Peru, Colômbia, Estados Unidos e República Dominicana.

Equador lidera mobilização naval com apoio de forças estrangeiras

Segundo o Infodefensa, a Armada do Equador deverá empregar seis embarcações, enquanto Peru e Colômbia contribuirão com um navio cada.

A participação brasileira está prevista, mas ainda não foram divulgados o número de militares do Brasil envolvidos nem o eventual envio de navios ou aeronaves próprias.

O treinamento combinará atividades marítimas, terrestres e aeronavais, com transporte de equipes, atendimento a vítimas e distribuição de suprimentos em áreas de difícil acesso.

O desafio será manter a comunicação e coordenar decisões entre militares de diferentes nacionalidades, mesmo diante de danos simulados a portos, estradas e serviços essenciais.

Desembarques, resgates e evacuações estão na programação

As atividades começarão em 21 de outubro, com buscas e salvamentos em uma construção abandonada. Equipes especializadas deverão localizar e retirar vítimas de uma estrutura atingida pelo desastre fictício.

No dia seguinte, os participantes realizarão um ensaio das principais manobras.

Em 23 de outubro, as ações deverão se concentrar na praia El Murciélago e nas áreas marítimas de Manta, com desembarques anfíbios, assistência médica e transporte de feridos para locais seguros.

Segundo o jornal equatoriano El Universo, a programação foi planejada para testar a resposta coordenada das unidades participantes diante de um desastre natural.

Cidade escolhida já enfrentou um terremoto devastador

Manta carrega as marcas de uma tragédia real.

Em 16 de abril de 2016, um terremoto de magnitude 7,8 atingiu o Equador, deixou 671 mortos em todo o país e provocou destruição em diversas cidades costeiras.

Manta esteve entre as localidades afetadas. Na época, militares, bombeiros e equipes de emergência atuaram no socorro à população.

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Dez anos depois, a cidade receberá um treinamento destinado justamente a preparar uma resposta conjunta para situações semelhantes.

Brasil já enviou fragata e helicóptero para a SOLIDAREX

A Marinha do Brasil participou da edição de 2024, realizada no Peru, com a fragata Liberal (F43), um helicóptero AH-11B Super Lynx e militares especializados.

Na ocasião, a aeronave transportou equipes de operações especiais para reconhecimento do terreno, enquanto outros profissionais participaram das ações simuladas de desembarque e assistência às vítimas. A operação foi registrada pela Revista Sociedade Militar e documentada pela Marinha do Brasil.

A experiência brasileira em treinamentos internacionais também inclui outras missões recentes. Em 2026, o país mobilizou 267 militares, helicóptero Super Lynx e mergulhadores de combate em exercício liderado pela Marinha dos Estados Unidos.

Brasil ainda não detalhou seu efetivo

Apesar da participação anunciada, a Marinha do Brasil ainda não informou quantos militares enviará ao Equador nem se utilizará navios ou aeronaves próprias.

Na edição anterior, realizada no Peru, o país empregou uma fragata, um helicóptero e equipes especializadas. Para 2026, porém, a composição do contingente brasileiro permanece sem confirmação pública.

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