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Paraquedistas argentinos fazem infiltração noturna com helicópteros e botes Zodiac, retomam duas instalações e treinam evacuação sob contaminação no Vale de Calamuchita

Paraquedistas do Exército Argentino fizeram infiltração noturna com helicópteros e botes Zodiac, recuperaram duas instalações e ainda treinaram evacuação aeromédica sob protocolos de contaminação em Córdoba.

Marcos
Por Marcos 06/10/2026 às 19:49
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Paraquedistas argentinos fazem infiltração noturna com helicópteros e botes Zodiac, retomam duas instalações e treinam evacuação sob contaminação no Vale de Calamuchita
Participantes do Exercício Pegaso 4 em botes infláveis no Vale de Calamuchita. Crédito: Ejército Argentino / Argentina.gob.ar

Uma operação noturna com helicópteros, botes de assalto Zodiac e tropas paraquedistas colocou a IV Brigada Aerotransportada do Exército Argentino em uma sequência de missões no Vale de Calamuchita, em Córdoba. No Exercício Pegaso 4, os militares precisaram se infiltrar na região, obter informações sobre os alvos e avançar sobre duas instalações estratégicas previstas no roteiro do treinamento.

A atividade reuniu os Regimentos de Infantaria Paraquedista 14 e 2 e a Companhia de Engenheiros Paraquedista 4. O exercício exigiu ações sucessivas e conectou deslocamento noturno, obtenção de informações, recuperação de instalações, comando tático, comunicações, apoio logístico e uma evacuação aeromédica sob protocolos de contaminação.

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O treinamento foi realizado dentro do ciclo anual de adestramento operacional da brigada. A proposta divulgada pelo Exército Argentino era testar a capacidade da grande unidade de combate para recuperar instalações em condições de alta complexidade, mantendo diferentes componentes trabalhando ao mesmo tempo no mesmo teatro de operações.

Helicópteros e botes Zodiac abriram a infiltração noturna antes do avanço sobre os objetivos

A primeira fase começou durante a noite. Segundo a informação oficial argentina, helicópteros e botes de assalto Zodiac foram empregados na infiltração que antecedeu o movimento sobre os objetivos. O propósito inicial era obter informações necessárias para a ação das unidades que viriam em seguida.

Com esses dados, os Regimentos de Infantaria Paraquedista 14 e 2, acompanhados pela Companhia de Engenheiros Paraquedista 4, iniciaram a recuperação das instalações. As duas estruturas foram tomadas de forma sucessiva, obrigando a força a prosseguir depois do primeiro objetivo em vez de encerrar o exercício em uma única ação.

Essa ordem de acontecimentos colocou a fase de reconhecimento e aproximação antes do emprego das tropas sobre os alvos. O uso de meios aéreos e de embarcações leves também ampliou as formas de acesso previstas no exercício, combinando deslocamentos diferentes dentro da mesma operação.

Helicóptero Bell UH-1H do Exército Argentino em voo durante exercício da IV Brigada Aerotransportada
Helicóptero Bell UH-1H do Exército Argentino durante treinamento da IV Brigada Aerotransportada. Crédito: Ejército Argentino / Argentina.gob.ar

O Exército Argentino apresentou o Pegaso 4 como um teste da capacidade da brigada para encadear ações ofensivas sobre diferentes objetivos. O roteiro levou as unidades da obtenção inicial de informações à recuperação de uma instalação e, depois, à continuidade da operação sobre o segundo objetivo.

Dois regimentos paraquedistas e engenheiros atuaram juntos na recuperação das instalações

O núcleo de manobra ficou com os Regimentos de Infantaria Paraquedista 14 e 2. As duas organizações pertencem à IV Brigada Aerotransportada e foram empregadas ao lado da Companhia de Engenheiros Paraquedista 4, que integrou a operação durante a recuperação dos objetivos.

A participação simultânea dessas unidades reuniu funções diferentes em uma mesma sequência. A infantaria paraquedista atuou no movimento sobre os objetivos, enquanto os engenheiros foram incorporados ao quadro tático montado para a atividade no Vale de Calamuchita.

O exercício também exigiu que a brigada mantivesse uma estrutura de comando capaz de acompanhar o que ocorria em cada fase. Para isso, foi ativado o posto de comando tático da grande unidade de combate, elemento responsável por sustentar a coordenação durante a operação.

As comunicações fizeram parte do mesmo esforço. A informação oficial cita expressamente o asseguramento das comunicações durante o Pegaso 4, conectando os diferentes elementos empregados no terreno ao longo da infiltração, obtenção de dados, avanço e recuperação das instalações.

Base de Apoio Logístico Córdoba sustentou a tropa enquanto a operação continuava

Outra peça acionada foi a Base de Apoio Logístico Córdoba, encarregada do sustentamento no terreno. O exercício não foi construído apenas em torno do deslocamento dos paraquedistas: a brigada precisou manter apoio suficiente para que as unidades continuassem operando durante as diferentes fases previstas.

O apoio logístico apareceu junto do posto de comando e das comunicações no relato oficial do treinamento. A sustentação da força permaneceu integrada à missão enquanto os elementos de combate cumpriam as tarefas previstas sobre os objetivos.

O Ministério da Defesa argentino voltou a citar o Pegaso 4 poucos dias depois, em um balanço sobre o adestramento das Forças Armadas publicado em 1º de setembro de 2026. A publicação repetiu os principais elementos da operação realizada pela IV Brigada Aerotransportada, incluindo a infiltração, a recuperação das instalações, o apoio logístico, as comunicações e a evacuação.

Nas duas publicações oficiais, o treinamento aparece como uma cadeia de tarefas iniciada com aproximação e coleta de informações, seguida pelo emprego das unidades sobre dois objetivos e acompanhada por estruturas de comando, logística, comunicações e saúde.

Evacuação aeromédica sob contaminação adicionou outra missão ao Pegaso 4

Durante o exercício, a brigada também executou uma evacuação aeromédica sob protocolos de contaminação. A atividade colocou o componente de saúde dentro do mesmo quadro em que já estavam ocorrendo ações de infiltração, recuperação de instalações e sustentamento da tropa.

Equipe com trajes de proteção junto a helicóptero durante evacuação aeromédica no Exercício Pegaso 4
Equipe com trajes de proteção atua junto a um helicóptero durante a evacuação aeromédica do Pegaso 4. Crédito: Ejército Argentino / Argentina.gob.ar

O procedimento serviu para verificar a resposta em um ambiente descrito oficialmente como complexo. A presença dos protocolos de contaminação exigiu medidas específicas durante a retirada aeromédica, acrescentando outra tarefa ao treinamento que já envolvia operações noturnas e objetivos sucessivos.

A fotografia oficial divulgada pelo governo argentino mostra uma equipe com trajes de proteção trabalhando junto a um helicóptero durante essa fase. A cena registra o tipo de procedimento incluído no Pegaso 4 e a presença do meio aéreo durante a evacuação.

Essa etapa ocorreu sem substituir as demais missões previstas no exercício. O treinamento reuniu, dentro do mesmo ciclo, meios aéreos, botes, infantaria paraquedista, engenheiros, posto de comando, comunicações, apoio logístico e evacuação aeromédica.

Próxima etapa levaria os paraquedistas a uma instalação dentro de uma formação rochosa

O Pegaso 4 também abriu caminho para novas exercitações no Vale de Calamuchita. Entre as atividades anunciadas estava o acesso a uma instalação cuja sala de máquinas fica na profundidade de uma formação rochosa, um ambiente muito diferente das áreas abertas usadas em parte das manobras.

O governo argentino descreveu essa estrutura como um cenário de treinamento único no país e afirmou que ela representaria um desafio singular para as tropas paraquedistas. A previsão era usar a instalação nas ações seguintes desenvolvidas na mesma região.

A passagem para um espaço interno dentro da rocha ampliaria a variedade de ambientes enfrentados pela brigada depois da infiltração noturna e da recuperação das duas instalações do Pegaso 4. O treinamento continuaria com uma nova exigência de acesso e operação em uma estrutura de características particulares.

O Exército Argentino divulgou o Pegaso 4 em 28 de agosto de 2026. O conjunto de atividades colocou a IV Brigada Aerotransportada diante de uma sequência extensa: infiltrar-se à noite, obter informações, recuperar dois objetivos, manter comando e comunicações, sustentar as tropas e responder a uma evacuação sob contaminação antes de avançar para novas exercitações na região.

Você considera esse tipo de treinamento combinado mais exigente do que exercícios concentrados apenas em tiro e manobra? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe a matéria com quem acompanha operações militares e defesa na América do Sul.

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