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Forças Armadas

Não, aqueles que estavam na frente do Palácio do Planalto não são MILITARES!

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Não, eles não são MILITARES!

Duas ou três vezes por semana a Revista Sociedade Militar recebe ligações de jornalistas de diversos veículos de comunicação questionando sobre assuntos militares, algumas perguntas essa semana foram sobre militares que “pedem intervenção militar” na frente do Palácio do planalto e  militares que fazem “live pedindo AI5”.

A resposta está abaixo
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O grupo que se posiciona a frente do Palácio do Planalto com uma faixa dizendo “Soldados especializados da Aeronáutica” não é formado por militares. São ex-militares concursados da FAB que lutam na justiça para ser reintegrados.

O grupo não pede intervenção militar e muito menos AI5. Eles estão em busca de apoio do presidente da república para sua demanda, que é válida e já foi abraçada por vários parlamentares.

Olhando em detalhe as faixas expostas e por esse artigo pode-se conferir isso.


Sobre militares que “fazem live pedindo AI5” não temos conhecimento e não podemos responder. Nos links recebidos observamos alguns civis tentando usar linguajar militar, mas definitivamente não são militares profissionais. Pelo que sabemos a maior parte dos militares de carreira das Forças Armadas descarta completamente qualquer ideia de intervenção militar, AI5 ou coisas do gênero. Os militares das Forças Armadas cumprem a risca sua destinação constitucional e em nenhum momento cederão a qualquer apelo que solicite algo diferente disso.

Artigo publicado recentemente pelo Valor Econômico mostra que, além dos oficiais generais, militares de baixa patente, como oficiais subalternos e graduados, também não são a favor de intervenção militar.

Trecho do artigo

“… Se discordam em alguns temas sobre as posições do presidente, Ubirajara Rocha, Edson Silva, Ivone Luzardo, Fabrício Dias e Márcio de Carvalho parecem concordar num ponto: de que não há espaço, nos quartéis, para a tese de grupos pró-Bolsonaro mais radicalizados que pedem intervenção militar.

“Os únicos que ainda falam alguma coisa nesse sentido são aqueles reformados com mais de 70 anos de idade e que vivenciaram o período do regime militar 64. Falam com aquele velho saudosismo”, diz Carvalho, de Brasília. “A maioria do pessoal que é intervencionista é civil.”

Para Dias, esse discurso penetra apenas em uma minoria inexpressiva dos militares. “Eu não enxergo na tropa que está na ativa, nos quartéis, isso de querer pegar em armas para destituir o Congresso. O Brasil perderia completamente a credibilidade perante o mundo. Já pensou virarmos uma Venezuela?”

Revista Sociedade Militar

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