As quatro portarias foram assinadas pelo comandante do Exército e preveem embarque entre a segunda quinzena de outubro e a primeira de novembro de 2026. O custo é dividido entre o Comando do Exército e as Nações Unidas.
O Exército Brasileiro vai mandar quatro oficiais de infantaria para instruir tropas das Nações Unidas em operações na selva na República Democrática do Congo.
As designações saíram em quatro portarias assinadas pelo general de exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, comandante do Exército, publicadas no Diário Oficial da União de 12 de agosto de 2026. A missão dura cerca de doze meses. O Brasil já mantinha presença na mesma missão, como no caso dos 29 militares brasileiros empregados no combate ao ebola no Congo.
Quem vai e de onde sai cada um
O major de infantaria Ion de Castro Lima Fernandes, do Centro de Instrução de Guerra na Selva, foi designado chefe da Equipe Móvel de Treinamento em Operações na Selva. O major de infantaria Kleber Cunha do Nascimento, do Comando Militar do Oeste, vai como instrutor.
Também como instrutores seguem o capitão de infantaria Pedro Uhlig de Vasconcelos Mendes, do 4º Batalhão de Inteligência Militar, e o capitão de infantaria Laércio Oliveira Silva, do 1º Batalhão de Infantaria de Selva Aeromóvel.
As datas de embarque
O major chefe da equipe e o major instrutor têm início previsto para a segunda quinzena de outubro de 2026. Os dois capitães embarcam na primeira quinzena de novembro.
As quatro portarias fixam duração aproximada de doze meses e determinam que o ônus é do Comando do Exército e da Organização das Nações Unidas.
| Militar | Unidade de origem | Função e embarque |
|---|---|---|
| Maj Inf Ion de Castro Lima Fernandes | Centro de Instrução de Guerra na Selva | Chefe da equipe, 2ª quinzena de outubro |
| Maj Inf Kleber Cunha do Nascimento | Comando Militar do Oeste | Instrutor, 2ª quinzena de outubro |
| Cap Inf Pedro Uhlig de Vasconcelos Mendes | 4º Batalhão de Inteligência Militar | Instrutor, 1ª quinzena de novembro |
| Cap Inf Laércio Oliveira Silva | 1º Batalhão de Infantaria de Selva Aeromóvel | Instrutor, 1ª quinzena de novembro |
O Centro de Instrução de Guerra na Selva fica em Manaus e é a unidade que forma o guerreiro de selva do Exército. A doutrina ensinada ali já atraiu militares estrangeiros, e cadetes da academia militar de West Point estiveram no centro para conhecer o método brasileiro.
As condições da missão
As portarias classificam a atividade como missão de paz, do tipo transitória, de natureza militar, com mudança de sede e sem dependentes. O enquadramento legal citado é a Lei 5.809, de 1972, regulamentada pelo Decreto 71.733, de 1973.
Os quatro textos registram ainda que os militares não fazem jus ao pagamento de auxílio-moradia no exterior, com base no inciso VIII do artigo 4º da Portaria do Ministério da Defesa nº 4.685, de 2023.
Brasileiros no Estado-Maior de um batalhão uruguaio
A mesma edição traz uma retificação de outra designação para a MONUSCO. A portaria de 25 de junho de 2026 previa que militares brasileiros fizessem uma preparação de cerca de 30 dias em Montevidéu, no Uruguai, a partir da segunda quinzena de julho, antes de integrar o Estado-Maior do Batalhão Uruguaio na cidade de Goma.
O texto corrigido substitui a preparação de 30 dias por uma viagem a Montevidéu e adia o início em Goma da segunda quinzena de agosto para a segunda quinzena de setembro de 2026.
O que é a MONUSCO
MONUSCO é a sigla da Missão das Nações Unidas para a Estabilização da República Democrática do Congo. Goma, cidade citada na retificação, fica no leste do país, região onde se concentram os grupos armados que a missão acompanha.
A participação brasileira em operações de paz da ONU tem histórico de episódios noticiados dos dois lados, incluindo punições disciplinares, como quando um coronel brasileiro foi punido por dirigir embriagado em missão no Sudão do Sul.
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