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Forças Armadas

Navios da Marinha cogitados para isolar grupos de risco – Insanidade, desatino, contrassenso

Olá amigos leitores e colaboradores. Não poderia deixar de comentar as colocações absurdas que tenho lido e ouvido nos últimos dias. Uma das piores eu ouvi ontem de “autoridades” encarregadas de controlar a pandemia no Rio de janeiro. Na verdade me faltou uma palavra à altura para definir tal coisa.

Desatino, contrassenso, porra-louquice, aberração mental e insanidade me pareceram ainda pouco adequadas. Talvez se pudesse somá-las.

Vejam abaixo o texto de O GLOBO sobre o uso de navios de guerra como Hotel para IDOSOS E PESSOAS COM PROBLEMAS RESPIRATÓRIOS e retorno em seguida

Em reunião com representantes de favelas do Rio de Janeiro, o secretário Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos, disse nessa terça-feira (24) que pode utilizar navios da Marinha para proteger grupos mais suscetíveis ao novo coronavírus em comunidades. Segundo ele, a medida seria para proteger grupos de risco que moram nas favelas, compostos principalmente por idosos e pessoas que já apresentaram problemas respiratórios, cardíacos, diabetes ou hipertensão

Será que esse secretário já entrou em algum navio de guerra?

Talvez seu chefe, Wilson Witzel, que foi fuzileiro naval por algum tempo, tenha entrado.

Será possível que nossas “lideranças” não consultam assessores e chefes antes de derramar suas insanidades na mídia?

Tudo em um navio de guerra é preparado para o combate, para o deslocamento de pessoas sadias, preparadas durante muito tempo para a guerra.

A começar pela “rampa de acesso” tudo exige muita prática e familiaridade para se “habitar” em um navio.

Em um navio de guerra ao passar por uma “porta” o militar tem que abaixar a cabeça e levantar uma perna ao mesmo tempo, coisa que fazem naturalmente. São inúmeras as escadas ingrimes e com degraus pequenos. No final de um corredor pode ter um “buraco” com uma escada na vertical, acesso a algum porão, um risco para quem não conhece o local.

As escotilhas com aberturas estreitas fariam com que idosos obesos tivessem muita dificuldade para se locomover. As entradas de ar pequeninas (vigias) em cada “comodo” não são em nada apropriadas para pessoas que tem problemas respiratórios e precisam estar em um ambiente ventilado. As camas (beliches) geralmente são umas sobre as outras e dispostas de forma bem apertada, onde raramente há uma escada para acessar as que ficam na parte de cima.

Os banheiros são microscópicos, onde as pessoas se espremem para fazer suas necessidades fisiológicas, mesmo nos melhores camarotes.

Há inúmeras protuberâncias nas “paredes” e objetos pontudos em praticamente todos os locais onde se pode colocar alguma coisa e existem dezenas, as vezes centenas de botões, dispositivos e alavancas pelos corredores, que poderiam ser acionados involuntariamente ou apenas pela curiosidade dos “hóspedes”. 

Definitivamente um navio da Marinha do Brasil, mesmo que seja um navio hidrográfico, não tem nada de amistoso que o coloque como possibilidade no que diz respeito a abrigar pessoas em grupo de risco.

Que coisa absurda!

Só mais um texto despretensioso, grande abraço.

Robson Augusto é Militar R1 – Sociólogo – Jornalista

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