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FAB recebe de uma só vez 62 novos pesquisadores e tecnólogos para Alcântara, Barreira do Inferno e institutos que trabalham com radar, hipersônica, propulsão e materiais aeroespaciais

FAB recebe de uma só vez 62 novos pesquisadores e tecnólogos para Alcântara, Barreira do Inferno e institutos que trabalham com radar, hipersônica, propulsão e materiais aeroespaciais
Novos pesquisadores e tecnólogos foram distribuídos por cinco unidades aeroespaciais ligadas à FAB.

Entradas ocorreram entre julho e agosto; 55 das 62 vagas abertas decorreram de aposentadorias, revelando uma ampla reposição de especialistas.

Os 62 novos pesquisadores e tecnólogos da FAB já estão trabalhando em cinco unidades ligadas à ciência e à tecnologia aeroespacial. Embora as entradas tenham ocorrido em datas diferentes, entre 9 de julho e 14 de agosto de 2026, todas foram confirmadas de uma só vez pela Portaria DIRAP nº 4.642/2PC, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (25).

Os profissionais ingressaram nas Carreiras de Ciência e Tecnologia após nomeação pelo Concurso Público Nacional Unificado. A distribuição ficou assim:

  • Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão: 6 profissionais;
  • Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte: 4;
  • Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos: 25;
  • Instituto de Estudos Avançados (IEAv), também em São José dos Campos: 23;
  • Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI): 4.

Aposentadorias abriram 55 das 62 vagas

O número chama atenção, mas a origem das vagas conta uma história mais importante. Uma contagem dos casos relacionados na portaria mostra que 55 postos, ou 88,7% do total, foram abertos por aposentadorias.

Outras três vagas haviam sido criadas pela Lei nº 12.778/2012. Duas surgiram após falecimentos de servidores em atividade e duas decorreram de exonerações a pedido.

Não se trata, portanto, apenas de expansão do quadro. O movimento representa principalmente a substituição de profissionais que deixaram áreas altamente especializadas. A portaria não informa há quanto tempo cada vaga estava desocupada nem se houve transferência direta de conhecimento entre os servidores antigos e os recém-chegados.

Radar e lançamentos recebem reforço no CLA e no CLBI

Em Alcântara, os seis tecnólogos atuarão com propulsores e cargas úteis, sistemas e redes, meios de rastreio, testes e lançamentos. O CLA é responsável por preparar, lançar e acompanhar engenhos aeroespaciais, além de coletar e processar informações das cargas úteis.

Na Barreira do Inferno, três dos quatro novos profissionais foram destinados especificamente a sistemas de radar. O quarto trabalhará com tecnologia da informação. Segundo a Agência Espacial Brasileira, o CLBI participa de lançamentos de foguetes de sondagem e do rastreamento, da telemetria e da coleta de dados de veículos espaciais.

A diferença entre os dois centros ajuda a explicar os perfis escolhidos. Alcântara possui estrutura voltada inclusive a lançamentos orbitais. A proximidade do CLBI com Natal restringe operações com veículos de grande porte, mas a unidade desempenha papel relevante no rastreamento de foguetes e no apoio a missões nacionais e internacionais.

IAE e IEAv concentram 48 dos novos profissionais

O maior grupo foi destinado ao Instituto de Aeronáutica e Espaço. Os 25 novos servidores trabalharão com materiais aeroespaciais, projetos, sistemas eletroeletrônicos, meteorologia, química da propulsão espacial, infraestrutura, ensaios e tecnologia da informação.

O IAE realiza pesquisa e desenvolvimento no campo aeroespacial. É a unidade que aproxima materiais, propulsão e projetos dos sistemas aeronáuticos, espaciais e de defesa que poderão sair dos laboratórios.

Outros 23 pesquisadores e tecnólogos foram lotados no IEAv. Entre as especialidades aparecem hipersônica experimental e computacional, fotônica, computação aplicada, sensoriamento remoto, materiais avançados, blindagem contra radiação ionizante e desenvolvimento tecnológico.

A missão oficial do Instituto de Estudos Avançados é produzir pesquisa básica e aplicada e ampliar o domínio de tecnologias estratégicas para o poder aeroespacial brasileiro.

IFI recebe especialistas em certificação e telecomunicações

Os quatro tecnólogos encaminhados ao IFI atuarão nas áreas aeroespacial, eletrônica e telecomunicações. O instituto trabalha com certificação, normalização, metrologia, propriedade intelectual, transferência de tecnologia e coordenação industrial. Na prática, é uma das pontes entre a pesquisa, os requisitos de segurança e a fabricação de produtos aeroespaciais.

As novas posses recompõem parte de uma estrutura que depende de conhecimento técnico acumulado durante anos. O Diário Oficial não apresenta salários, investimentos adicionais, projetos individuais nem o déficit total de servidores dessas unidades. O próximo ponto a observar será quanto dessa reposição conseguirá se transformar em continuidade de pesquisas, certificações e operações espaciais.

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Felipe Alves da Silva

Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com