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Atenção! DEFESA ANTI ACESSO, A NAÇÃO PRECISA SE LIGAR

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Revista Sociedade Militar — O General Rocha Paiva tem preconizado qual seria a estratégia militar correta para o Brasil. Sua visualização esta direcionada para um sistema defensivo que seria composto por: subsistemas de monitoramento e controle territorial, marítimo e aeroespacial, integrados e com satélite brasileiro; forças conjuntas de emprego geral e de emprego regional, com elevado aprestamento e mobilidade, e outras completadas por mobilização; segurança cibernética; defesa antiaérea e mísseis de longo alcance balísticos e anti navio, lançados de plataformas móveis terrestres, navais e aéreas tripuladas e não tripuladas”. Este sistema, uma vez instalado, seria o que se chama de situação ideal em que se teria atingido o estágio aspirado pelo País de dissuasão extra regional, que não se duvide, de coroamento a ser alcançado num prazo longo, mesmo a se perder de vista, com grandes gastos pelo erário público.

Acontece que os “grandes predadores militares” não estão nem aí, podendo de uma hora para outra, de acordo com seus desígnios de domínio permanente, escudados no “interesse maior” da tão invocada “comunidade internacional”, se arvorarem como paladinos das aspirações do que se costuma chamar de mundo civilizado. Como fazer frente à essa possibilidade deste inimigo provável, mais do que identificado e declarado? As providências a seguir apontam um “mapa do caminho”, uma espécie de “planejamento do preparo”, de forma a, antecedendo o “nirvana” do alcance de “estágio de defesa anti acesso”, se propiciar as condições defensivas mínimas para o enfrentamento do inesperado, de pronta resposta e com o mínimo de gastos. As ideias visualizadas na “ordem preparatória” a seguir partem do princípio de que o Projeto ASTROS II tem importância urgente, emergencial e prioridade “1” na busca deste objetivo dissuasório. Deve ser entendido, o desencadeamento das ações sugeridas subentende a AVIBRÁS se debruçando celeremente no desenvolvimento do Projeto Vetor de Respeito-1500/2500 km.

 Em assim sendo, cabe à MB, quanto à bateria deste material do seu Corpo de Fuzileiros Navais, no Rio de Janeiro, até a criação de um terceiro grupo de ASTROS II pelo EB, em Belém/PA, desloca-la para a capital paraense, aonde permaneceria até segunda ordem para fazer frente aos meios navais alienígenas que por um acaso viessem a cerrar em demanda da foz do Amazonas. Uma outra linha de ação era que essa bateria, em lá chegando, fosse transformada em grupo, a ser aquartelado definitivamente naquela cidade. Quanto à Força Naval propriamente dita, que já está dotada com o “EXOCET” e o “MANSUP” (alcance 70Km), esta, antes de pensar em  “yellow submarines” a longo prazo ou na fabricação de fragatas e corvetas mal armadas, precisa dotar todos os seus “9” atuais escoltas disponíveis com uma seção do AVM-30 para que, disparados em alto mar, se logre diminuir a desvantagem do seu alcance diminuto, que obriga o EB a deslocar seus “ASTROS II” para o litoral/costa.

Que se diga, o insigne Almirante Tamandaré jamais poderia imaginar que a poderosa Marinha do Imperial, reconhecida por tantos como a terceira do mundo, ficasse, na fase da chamada Nova República, limitada a meros desfiles navais pela orla marítima. Alerta! Hoje, agora, mais do que nunca, urge correr atrás do atraso de forma objetiva, racional, econômica e lucrativa, otimizando os ínfimos recursos disponibilizados por políticos descomprometidos.

   Quanto à FAB, raciocinando apenas com os caças existentes no país, “57” F-5 e “53” AMX ainda sem os GRIPEN, aeronaves distribuídas pelas bases aéreas de Anápolis, Canoas e Manaus (os F5), Santa Maria e Santa Cruz (os AMX), realmente, fica muito difícil conceber como otimizar tão parcos recursos que, como os das demais forças irmãs, são fruto, não só do descaso da governança e de políticos, mas, também, com todas as honras e sinais de respeito, da conformidade do alto comando das FFAA, que se acostumou a comparecer às comissões de defesa e relações exteriores, do Senado e da Câmara Federal, “com o pires na mão”, sem exigir uma armaria compatível, de forma a que nossos filhos e netos integrantes das fileiras, ao invés de combater, possam dissuadir o inimigo. Apenas atentar para o fato de, na grande região norte, somente a base de Manaus contar com caças quando, muito mais do que isso, todas as capitais da Amazônia deveriam basear um esquadrão deles, que fosse, uma esquadrilha. Mas isto é para uma 6ª potência econômica que se desse ao respeito e não esta, que, ao que parece, só existe para aumentar o salário de políticos e magistrados desligados.

Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Coronel de Infantaria e Estado-Maior 

Revista Sociedade Militar

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